OSCAR 2020 – POSSÍVEIS INDICADOS – PARTE 2 – LAVANDO ROUPA SUJA

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

A Netflix depois de uma barricada para suas produções nos grandes festivais como o Oscar, chegou com tudo na última premiação abocanhando os prêmios de Melhor Filme Estrangeiro, Fotografia e Direção para Roma. E esse ano ela preparou na chamada janela do Oscar, de outubro a dezembro para fazer alguns lançamentos. Sim não foi a troco de nada que a Warner lançou Coringa em outubro?

O primeiro da lista chegou na plataforma em meados de outubro, e chama The Laundromat, a Lavanderia. Tinha lido que ele seguia os modelos de Big Short (A Grande Aposta) filme que figurou na premiação em 2016 e falava da bolha imobiliária americana que disparou a crise de 2008.

Com spoilers

A Grande Aposta brincava com a quebra da quarta parede, e tinha inserções de cenas com artistas famosos para explicar conceitos deveras complicados de economia que levariam ao problema do filme. Só que a linguagem ainda era muito técnica e o filme pesado, com falta de um ritmo agradável ao expectador.

Já em A Lavanderia, a ideia é igual a execução sem sombras de dúvida muito melhor aplicada. Também temos quebra da quarta parede já na primeira cena do filme onde conhecemos Mossack Fonseca que dão nome a firma que rodeia todo o filme, formada pelos sócios representados por Gary Oldman (com o Oscar de Melhor Ator do ano passado na bagagem) e Antônio Banderas, num excelente ano.

Banderas deveria concorrer como coadjuvante por esse filme, sei que o Oscar de Ator esse ano está mais disputado do que nunca e, portanto, talvez com coadjuvante ainda há vagas e o fato dele ter votos de Dolor y Gloria poderia ajudá-lo numa possível indicação.

A Lavanderia vai falar de outro escândalo americano, a Panama Papers conhecemos os responsáveis diretos, narradores do filme e sua contraparte interpretado por Meryl Streep, uma vítima da ganância dos advogados que perde o marido num incidente e resolve correr atrás de respostas do porquê ninguém responder pelo seguro.

O filme fala de um assunto sério, com um texto dinâmico, ritmo certo, corte entre personagens secundários e uma divisão de atos que lembra muito os roteiros de Quentin Tarantino.

O roteiro por sinal é a adaptação de um livro, mas li que foge do original, como não leitor da obra original, gostei muito do vi e acredito que também possa disputar uma vaga nessa categoria. Além disso, temos Meryl Streep no elenco e se ela não fez outro filme para a premiação pode conseguir sua já cativa vaga entre os indicados.

Continua.

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