Dr. Stone – Top Shonen Jump

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Após a exibição da 1ª temporada do anime, Kimetsu no Yaiba se tornou o queridinho mundial dos sucessos da Weekly Shonen Jump, ajudando One Piece a obter um quarto lugar no TOC semanal da revista, um recorde negativo para uma obra de maior sucesso da publicação.

Kimetsu estava no meu top 3 de mangás da Jump, mas não no primeiro lugar, e não assisti o anime, mas acompanho o mangá semanalmente e, portanto, conheço a história e aprecio muito, só que ela pode ser um battle shonen desconstruído, porém ainda é um battle shonen.

E a minha medalha de ouro vai para aquele que foge do modelo clássico da sua própria casa, Dr. Stone.

Dr. Stone também está com o seu anime no ar. Só que aqui vou pontuar sobre o mangá. Portanto, pode ser que escape um spoilers ou outro, leia com cuidado!

Com spoilers

A sinopse de Dr. Stone atrapalha a aproximação do leitor, afinal ela menciona que Taiju estava para se declarar para Yuzuriha e resolve contar a seu amigo Senku, mas é impedido por um estranho fenômeno. Se você pegar só esse trecho parece se deparar com uma comédia romântica com o visual próprio do seu artista Boichi. Só que estamos falando de um sci-fi, um mangá que mistura sobrevivência e ciência, as vezes um pouco distorcida para contar sua trama.

Taiju deveria ser o protagonista original da obra, li que essa era uma ideia, por mais que o título, se referia a Senku e não ao seu amigo. A questão é que Taiju seria muito mais do mesmo, um protagonista que fala alto, que é super positivo, tímido, com um característica sobre-humana, sua super resistência. Sem novidade no escopo geral. Portanto ele virou um sidekick e o Senku o “herói”.

O mangá tem um primeiro arco mais lento, porque contava com um número de personagens limitado para contar sua história. Até que se depara com o vilarejo e o número de personagem se multiplica bastante, dando espaço para novas dinâmicas. Outro ponto positivo da história é o carisma natural de seus personagens, muitos deles têm personalidade marcada, não são genéricos demais.

E a história não cansa, seus arcos se fecham e a história toma novos rumos, temos surpresas significativas em pequenos espaços de tempo. E para um mangá que já passou do capítulo 100. Posso dizer que não teve um capítulo sequer que a bola caiu. Sempre traz novidade, o que é cada vez mais difícil em obras do gênero.

Se gosta de ler o mangá pode ir que irá encontrar uma obra muito rica, se prefere o anime, a qualidade dele não chega ao Kimetsu, mas não deixa a desejar.

Acho que fui tão cuidadoso em gerar curiosidade, que o aviso de spoilers está ali à toa, mas vou manter, pode ser que numa primeira leitura não tenha deixado escapar nada e para alguém tenha entregado reviravoltas do roteiro.

Até a próxima.

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