Na Forma de Oscar

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

A cidade que moro atualmente me permite assistir alguns filmes indicados ao Oscar antes da premiação e por meios tradicionais (vocês me entendem). Consegui assistir Corra! e Dunkirk nos períodos que passaram, o primeiro eu super recomendo é um filme completo e complexo. Muito feliz por todas suas indicações. E também não posso esquecer que entre os prêmios principais tem Logan concorrente como Roteiro Adaptado que eu logicamente também vi.

Agora indo para os garanhões do Oscar, consegui assistir The Post, um filme bom para quem é jornalista, não sei se tão bom para quem não entende a dimensão do que acontece ali, ou que não gosta de história ou política.

Todo Dinheiro do Mundo, que por mais polêmica que tenha tido fora das telas, é um filme e tanto e merece atenção. Talvez um pouco extenso.

E por último, Na Forma da Água…

Com spoilers

Dificilmente apoio os filmes que tem mais de dez indicações ao Oscar, porque ali tem uma cerca máfia disfarçada de lobby que coloca alguns filmes em patamares que não merecem e desprezam outros tantos, nos últimos anos houve uma pequena mudança de paradigma, embora dez indicações ainda seja superestimar a maioria dos filmes, nesse caso, posso dizer que nem tanto. Talvez tirasse só a indicação da Olivia Spencer, porque não vi nada demais ali, é ela fazendo o que sempre faz.

No geral, que roteiro fantástico, o filme começa com uma narração em off, num plano aquático fantástico que descobrimos depois de alguns minutos onde se tratava e tal narração traz um vibe muito negativa para o desfecho, imaginando algo trágico a la Shakespeare.

E o filme chega aos seus últimos minutos e tal desfecho para que irá se concretizar quando vem o tapa na cara, num plot twist que pode parecer bobo para alguns, eu achei fantástico e se encaixa com o que no cinema chamamos de foreshadowing, pistas plantadas ao longo do filme que se mostram verdadeiras em algum momento.

E só o roteiro é tão bom assim? Não. As atuações da protagonista (muda por sinal) e dois candidatos a atores coadjuvantes do filme também são merecidas, um o vilão (o verdadeiro monstro) da história e o outro o fiel escudeiro da protagonista, mas com contornos próprios para não ser apenas uma composição de cenário.

O monstro é incrível num trabalho de atuação (Doug Jones), maquiagem e pós-produção de efeitos especiais, ele é bruto quando precisa ser, afinal na sua natureza ainda é um monstro e em outras é muito mais humano que o grande vilão da trama.

Se não pretendem assistir porque é o grande indicado ao Oscar, um filme artístico, mudem de ideia, ele é um filme dinâmico, grande, embora nem seja possível ver o tempo passar e quando nos damos conta lá vem os créditos.

E só digo algo para atiça-los, sem ver o filme já viram o final. Guarde isso para efeito de curiosidade.

Até breve.

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