TOP 12 – Filmes TOPs 2017

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Como fiz no final de 2016 aqui no site falando de filmes fora do gênero Super-heróis que foram muito bons ao longo do ano, esse ano farei uma expansão. Mencionando 12 filmes.

Consegui manter com a mesma frequência apenas um hobbie em 2017 e foi o cinema, portanto essa bagagem pelo menos eu ainda carrego.

Manchester a Beira-Mar: Concorrente do Oscar esse não foi um filme que eu vi naquela época, e sim recentemente, embora esteja colocando ele como um filme de janeiro, por a safra dos filmes pré-Oscar desse mês não é das melhores. Incluindo o já resenhado aqui, Assassin´s Creed, um dos piores filmes de 2017 e aí é para se falar da outra ponta.

Manchester a Beira-Mar é um filme super lento e com aquele final, que simplesmente encerra, porém, o miolo do filme quando sabemos a razão do tormento do protagonista é uma facada bem dada no meio do coração.

Flashbacks bem encaixados dão as informações pertinentes para entendermos o porquê cuidar do sobrinho era tão difícil para aquele tio. Um filme com a temática do luto explorado ao nono grau.

Estrelas Além do Tempo: Outro filme que passou pelo Oscar 2017. A história real (romanceada) de três mulheres negras que foram importantes para a história da ciência americana, envolvendo a questão do primeiro americano na lua, a utilização de um dos computadores mais avançados da IBM e da graduação numa escola destinadas a brancos.

Mulheres de vida simples e pensamento verdadeiramente além do seu tempo. Um pedaço da história que não é destacado nos livros correntes.

Fragmentado: Shaymalan retorna aos holofotes depois desse filmaço que revela o potencial de James McVoy ao interpretar pelo menos 5 personagens em tela, todos sutilmente distintos.

E novamente somos enganados não por um, mas por dois plot twists formidáveis que mudam toda a visão do filme faltando uns 20 minutos para o desfecho. Não é a primeira vez que o diretor faz isso e até por isso o mérito é maior. Repetir um recurso e passar despercebido é no mínimo genial.

A Cabana: Eu mesmo fui ver esse filme com a família e com certo receio, sabia do romance, mas imaginava outra coisa a respeito. Pensava que era apenas mais um livro de autoajuda, muito comum naquela época.

O filme trabalha conceitos cristãos, mas com uma visão mais ampla, focado principalmente em passar pelo luto, o que lembra de leve o já citado Manchester A Beira Mar, e depois nas camadas que possibilitam o perdão.

Kong- A Ilha da Caveira: Quando anunciaram outro filme do King Kong, pensei, de novo e como errei. Eles conseguiram fazer uma aventura excelente com personagens simples, mas carismáticos a sua maneira. Dando um aspecto muito maior ao grande monstro da franquia, com sequência em CGI muito bem trabalhadas.

O que poderia ser mais do mesmo, abriu um leque muito grande de possibilidade para esse universo de monstros que engloba também o Godzilla.

Extraordinário: Outro filme que fui assistir para acompanhar a família e sai muito feliz. No trailer achei que a história estava otimista demais para contar a adaptação de um livro sobre uma criança que nasceu com deformações e viveu a vida toda reclusa em casa e por consenso dos pais acaba indo para a escola.

O filme soube dosar isso antes da vibe otimista do trailer e mostrou com a existência do menino afetava aqueles ao redor deles, e a cegueira de pais com filhos com algum tipo de problema que esquecem que tem outros filhos para olhar também.

Kingsman – O Círculo Dourado: Diferente do grande público não achei a continuação inferior ao primeiro, o que é muito comum só ver a matérias de Esquadrão Suicida e Caça Fantasmas reboot aqui no VVE.

O filme soube trabalhar seus personagens antigos, dar novas nuances a eles, desenvolver histórias construídas no original e acrescentar nessa segunda versão. Não tem uma cena no nível daquela da Igreja no primeiro, mas tem uma boa o suficiente lá no final do longa.

Planeta dos Macacos – A Guerra: Vi alguns dos filmes originais, incluindo o primeiro e depois o primeiro reboot com o Matt Damon, não achava nenhum dos filmes ruins, só que não havia dado chance a essa nova franquia, porém fui contaminado com críticas super positivas e resolvei ver a parte 3 sem ter visto as anteriores. Posso ter perdido algumas referências, mas….

A história foi boa do início ao fim, tem um “anteriormente” na cena inicial que te posiciona muito bem e o filme é super redondo, talvez seja o melhor encerramento de trilogia desde o Retorno do Rei, afinal os filmes 3 estão sempre contaminados ao longo dos anos: Matrix, X-Men, Homem Aranha e Exterminador do Futuro são os primeiros exemplos que vem à cabeça.

It – A Coisa: Uma mistura de terror e aventura, com aquele frescor dos anos 80 ressuscitado com Stranger Things. Na verdade, o original é It, obra da mesma década citado anteriormente conta a história de seis crianças com problemas e medos que se deparam com um estranho e aterrador palhaço.

O filme consegue assustar e entreter muito bem, todo o elenco principal é magnífico, um grande achado desse ano.

Blade Runner 2049: A continuação de um clássico poderia ser um grande tiro no pé, mas não é. A atmosfera continua intacta e mesmo assim o mundo de Blade Runner ganha novos cenários, histórias e camadas.

E K, o novo protagonista e os secundários do filme brilham. Talvez o que contamine um pouco o filme seja a presença de Harrison Ford, que mesmo aparecendo só depois da metade do filme, deveria ter ainda menos tempo de tela, porque a história do novo Blade Runner já tinha escopo próprio.

Assassinato no Expresso do Oriente: Um livro que li faz muito tempo e não lembrava do desfecho se tornou um filme de ritmo mais lento, embora redondinho. Hercule Poirot em sua versão mais moderna ficou magnífico.

O elenco estelar do filme conseguiu com pouco tempo de tela brilhar e o desfecho da história montada peça por peça de um confuso quebra-cabeças é incomum e cheio de mensagens sobre o que é de fato justiça. Só de sair do lugar, mesmo que não seja uma obra original já vale muito, que vire franquia e continue com essa qualidade.

O Rei do Show: O musical da vez conquista nossos olhos e ouvidos, com um grande espetáculo e suas lindas canções. Como drama, o filme escorrega um pouco, porque o tempo é devidamente acelerado nos arcos dramáticos, mas isso não causa demérito ao resultado final.

Um filme mágico para terminar o ano, assim como os antigos musicais da Disney reprisados sempre ao final de um ano.

Até breve.

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