20 anos de sonhos e fantasia

 

POR ROBERT R.R. STRIFE

Esse texto, eu espero que seja um pouco breve, mas não poderia deixar essa data passar.
Pode ser que muitos leiam, pode ser que não, mas pelo menos estarei em paz comigo mesmo escrevendo essa homenagem. Por isso, eu não vou ser nem um pouco parcial!

Há exatos 20 anos atrás, uma produtora de jogos, na época chamada de Squaresoft, lançava um jogo no mercado japonês para o primeiro PlayStation, o sétimo de uma de suas séries de maior sucesso. Final Fantasy VII!maxresdefault

O que veio a seguir é história. O termo JRPG explodiu graças a ele e todo RPG que saiu depois dele, queria ser como ele. Sinceramente, não vou entrar no mérito de descrever tudo o que esse jogo significou para o mercado, para a crítica e para o público. Em qualquer lugar que você pesquisar, você vai encontrar.

Eu vou escrever algo mais pessoal. Em como esse jogo em especial mexe comigo.

Confesso que antes dele, nem sabia da existência da série. E não, eu não joguei no lançamento.

Fui ter contato com o jogo e consequentemente com a série, dois anos depois, em 99, quando comprei o primeiro PlayStation. Às vésperas do lançamento do oitavo episódio principal da franquia. Comprei o videogame e alguns jogos, incluindo FF VII, sem saber o motivo ao certo. Acho que me falaram que o jogo é bom, não sei.

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Depois de colocar o jogo no videogame, fui fisgado de cara. Depois cacei a extinta Gamers Book falando do jogo pois queria terminá-lo por completo, aprofundar na história, nos personagens e tudo o mais que o jogo pudesse oferecer. Foram noites e noites jogando, explorando e batalhando até chegar no “chefe final”. Quer dizer, num dos vilões mais emblemáticos e famosos, não só da série mas do universo dos jogos. Sephiroth!

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E depois, claro, aproveitar o final. Com um misto de tristeza, satisfação, encantamento, vislumbramento e alegria pós-final, assisti o final mais umas três vezes. Era tudo tão perfeito, tão mágico…

Claro que depois tive que terminá-lo novamente pois tive uma “grata” surpresa, presente de irmão mais novo, ao saber que o próprio havia apagado meu save do Memory Card. E lá vamos nós de novo. E refiz o jogo do começo ao fim e os mesmos sentimentos vieram à tona ao assistir novamente o final.

Enfim, anos se passaram. A Square anunciou um projeto chamado “Compilation of Final Fantasy VII”. Esse projeto envolvia filme, anime e jogos, todos se passando no universo do jogo original. E a paixão pelo sétimo episódio dessa franquia alcançou um outro nível.

Assisti três vezes ao filme que saiu em 2005 chamado “Advent Children”, que é uma continuação do final do jogo. Nem preciso dizer o quão fascinado fiquei ao assistir o filme. Os personagens agora tinham vozes e o visual era muito melhor do que o jogo!

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Assisti ao anime que contava fatos de um trecho do jogo por outra perspectiva. Nome? “Last Order”. Joguei o jogo para PlayStation 2 chamado “Dirge of Cerberus” cujo protagonista é um dos personagens secretos do jogo original, Vincent Valentine. Confesso que joguei só porque era “Final Fantasy VII” kkkkkkk

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Assisti a versão definitiva do filme que saiu quatro anos depois do lançamento do filme original, “Advent Children Complete”. Quantas vezes assisti? Três vezes do começo ao fim, mas incontáveis vezes alguns trechos.

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Joguei o jogo para PSP chamado “Crisis Core” cujo protagonista é, na minha humilde opinião, um dos melhores da série e a história, que é ótima, se passa antes do jogo original. Aliás, o final dele é EXATAMENTE a cena inicial do jogo original.

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E enquanto isso, boatos de um remake do jogo original sempre rondaram as páginas e o imaginário dos fãs, eu incluso.

Até que em 2015 a agora chamada Square Enix, joga uma bomba que NINGUÉM esperava. Um teaser do suposto remake do jogo original. Como já disse antes aqui em uma matéria do site, a comoção foi absurda. Como fã, eu fiquei muito satisfeito e sem reação. A expressão que um companheiro de site (José Alfredo) e eu usamos cabe bem aqui: “Joguei dinheiro na tela”. Aliás, foi o mesmo que me mostrou o trailer. E depois, mais um trailer foi mostrado e a expectativa explodindo.

E aqui estamos, comemorando 20 anos desse jogo. Quando joguei esse jogo lá atrás, eu era apenas um garoto que mal sabia que tipo de jogo era esse e que não fazia ideia de como o tal mexeria tanto com as emoções. Quem que não jogou, esquece uma certa personagem sendo morta por um certo alguém de cabelo prateado no final do primeiro CD?

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E agora, 20 anos depois do lançamento, mais velho, adulto, espero ansiosamente o lançamento desse remake, como um garoto espera pacientemente pelo seu presente tão desejado. Independente de como for, das mudanças que fizerem, jogarei como se fosse aquele garoto que havia acabado de comprar o jogo e se encantado com cada pedaço, com cada parte dele e no final, sentir a mesma tristeza, satisfação, encantamento, vislumbramento e alegria de outrora.

Que venha o remake!

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