The OA – O que há do outro lado?

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Com o início de 2017 o que mais se vê são as listas de os mais esperados, o que levanta a questão da expectativa, algumas lá no alto e outros no chão já catando os caquinhos. O ano de 2016 teve seus altos e baixos quanto isso, filmes que geraram um enorme burburinho foram um fracasso de crítica e deixaram todos meio ressabiados.

E não fujo do fantasma da expectativa, durante a CCXP 2016 no painel da Netflix vi um trailer de uma série que até aquele dia não sabia da existência, seu nome era The OA, pelos poucos minutos de tela imaginei que se tratasse de uma ficção científica que misturasse experiências (a lá Fringe/Stranger Things) com universos paralelos (copia as duas séries de antes aqui). E pensei na hora, essa aí vou ver logo que sair para não deixar no acumulado que só vai empilhando igual jogo de Jenga.

Com spoilers

the-oa-logoA série saiu as vésperas do Natal, no dia 16 de dezembro, eu já estava de férias e poucos dias antes das comemorações resolvi começar a assisti-la, os primeiros minutos de um episódio com quase 70 minutos – padrão Netflix de produções, não digo de qualidade, porque capítulos grandes precisam mostrar o porquê de tanto tempo de tela e nem sempre é isso que passa – eram um verdadeiro colírio para alguém que gosta de ficção.

Num resumo bem simples, uma mulher surge do nada no meio de uma ponte e salta no rio dizendo que queria ir para o outro lado. Imaginei na hora se tratar de algum tipo de portal dimensional. E aí era é resgatada, e pelos boletins policiais seus pais adotivos a encontram e se surpreendem ao descobrir que a filha cega desaparecida havia 7 anos voltava com a visão restaurada.

O mistério continua até pelos 30 e poucos minutos, aí o episódio começa a dar forma para cinco outros personagens que seriam essenciais a história, porém meio que jogados no bolo. E o mistério vai diluindo e continua assim conforme a protagonista Prairie Johnson a qual se intitula The AO incita aquelas cinco pessoas a ouvirem a história que ela não contou à polícia e nem mesmo aos seus pais.

the-fivePensei agora os mistérios vão ser revelados e não necessariamente, ela volta bem lá no passado, em sua infância na Rússia, quando ainda era chamada Nina. Sim The AO tem múltiplas identidades e como sobre seus sonhos premonitórios e sangramento nasais (cof cof Eleven), seu primeiro sonho se torna realidade quando a van que a levava junto com todos os filhos de magnatas russos cai no meio do rio e depois de uma experiência de quase morte, ela encontra uma estranha no cenário que parecia a galáxia e essa pessoa pergunta se ela deseja ficar em paz ou retornar, Nina escolha voltar e como sacrifício perde a visão.

A partir daí a história que continua com episódios de 70 minutos, se resumo em duas linhas, The AO (ainda sem entendermos o porquê desse nome) contando para os cinco personagens, quatro estudantes do colégio local, todos com algum tipo de relação com drogas e uma professora. Deixarei os detalhes dessas pessoas para quem resolver embarcar na jornada, é uma resenha com spoilers, só para chegar no ponto chave de discussão.

Só no final do quarto episódio de oito que os mistérios voltam a dar as caras, quando Prairie “morre” pela segunda vez, algo que ela fala lá no primeiro episódio e fica sem sentido, “Todos nós já morremos mais vezes do que posso contar”.

the-oa-galaxiaDaí a série me ganhou, os episódios cansativos que eu assistia pelo mal de terminar algo que comecei se tornou uma experiência que não dá para descrever com palavras, precisa ser observava, lembrando que é uma experiência que demanda paciência.

A série trata de tantos assuntos delicados, entra num cerne sobre o que há do outro lado, mas não necessariamente de universos paralelos, humaniza vilões, e vilaniza mocinhos. Mostra pessoas bem “verdadeiras” para a ficção.

E para quem não liga de ver uma cena do último episódio, deixarei o link abaixo do que imagino ser uma das cenas mais bonitas que já vi seja em TV ou Cinema, algo que só quem embarcou na jornada sentirá a força dessa “estranha dança”.

Até a próxima.

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