Balança dos Justos: Supernatural – Season 11

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Está preparado o terreno para uma temporada, que se bem cuidada nem precisa de fillers. Temos a Escuridão, a Tábua dos Demônios com Metraton, Rowena e o Livro dos Condenados, a possível volta dos Stynes, a morte da Morte. Olha só quanta coisa para explorar mesmo em 23 episódios já confirmados.”

E mesmo com a esperança de uma temporada redondinha, não foi o que aconteceu. O saldo foi positivo, isso é inegável, porém após a primeira leva de episódios que se encerrou em dezembro de 2015, os fillers começaram a ficar mais do mesmo, a história a andar a passos de tartaruga, todas as tramas secundárias que mencionei no fragmento acima foram esquecidas e por fim, o desfecho teve apenas 50% de êxito.

Com spoilerssupernatural season 11

A vilã criada para essa temporada foi uma obra prima no fator criativo, a Escuridão, a irmã desconhecida de Deus foi uma excelente sacada quando o universo de Supernatural já esgotou todo tipo de vilão que pudesse ter enfrentado afinal lá se foram Lúcifer, Metraton, Alphas e Leviatãs (sim eles contam no final), e agora viria alguém com o mesmo poder de Deus, só que oposto a ele quanto as “boas” intenções para com a Humanidade.

Seu elo com Dean, criou situações peculiares, mesmo que numa óptica simples fosse apenas um romance adolescente, entre a mulher que desconhecia o “Amor” e o Cavaleiro Branco que a resgatou de sua prisão milenar.

A passagem da Escuridão pela série, trouxe alguns dos melhores momentos com a confirmação de Chuck sendo um traje de Deus, respondendo por onde “Ele” andava, o que estava fazendo e finalmente arregaçando as mangas e indo para a frente de combate. E melhor de tudo, sendo Deus no final das contas ao ter a chance de acabar de vez com a irmã e perdendo a oportunidade que quase o levou a extinção, não só dele como do Sol e da Criação Suprema Divina.

God and DarknessA resolução de tudo foi simples, Dean iria se sacrificar pela enésima vez na série, mas os roteiristas optaram por Amara/Escuridão descobrir a importância dos sentimentos, do amor e da Humanidade para seu querido irmão, curá-lo e partir com ele para uma viagem ao Universo. Dando espaço para retornar um dia e evitar um possível Ex Machina Infinito com duas forças desse patamar entre os aliados dos Winchesters.

Ainda tivemos a oportunidade de Misha Collins (que conheci pessoalmente no último ano na Comic Con Experience em São Paulo, uma simpatia de pessoa) interpretar mais uma alcunha entre tantas que já fez: Lúcifer.

CASTIEL-LÚCIFERInfelizmente só serviu para isso dar espaço para o ator, já que Castiel anda meio sem propósito desde a queda dos Anjos na série. Afinal o Arcanjo do Mal fez muito pouco.

E as tramas secundárias dos Stynes, Tábua dos Demônios, Livro dos Condenados e a morte da “Morte” foram abandonadas, ou resolvidas em pequenas frases espalhadas por 23 episódios.

O pior de tudo é o que virá agora. Mary (a mãe dos Winchesters) foi revivida, só que numa timeline normal o que isso faria, os aposentaria de vez, e a série o ganharia com isso? Ressurreição de familiar já teve e foi um tiro no pé? Ou não se lembram do avô Samuel?

E os ingleses Homens de Letras? O que eles têm de mais? Sam morreu (de novo)? Se sim a nova Morte cumprirá sua promessa de não deixar que eles revivam? Para onde a série por ir agora depois da Escuridão? Boas perguntas que só começarão a ser respondidas em Outubro desse ano.

Até lá.

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