Conto das Sombras – Portas de saída – Parte 2

POR LEONARDO “SILVERBOL” DIAS

Aztaroth e Anya em suas jornadas solitárias descobrem um vínculo perdido com o passado e informações que podem mudar sua visão sobre o Clã.

CONTO DAS SOMBRAS

 Aztaroth

Aztaroth aproveitava para ir trabalhar em suas bombas de tipo O fabricar mais delas já que ha muito não produzia. Vai fazendo suas bombas no tempo livre. Ninguém aparece ou volta para a cidade. O que é tudo estranho, por que já tinha passado mais de 1 semana que veio aqui antes.

Após concluir uma única bomba cansado de ficar só saia em busca de encontrar alguém mais uma vez, teleportando-se para Chateau Plaza inicialmente. Outra cidade vazia, só com uma limpeza depois do dia do ataque, não sente barreiras levantadas, a habilidade da invocadora deve ter sido desfeita.

Teleportava para o domo lembrando-se das portas indo na porta do símbolo que ainda brilhava.

O símbolo do x … Lacrava a porta. Mas algo além daquilo havia mudado ao ver a porta ao lado onde não tinha entrada sua visão parece mudar… Seus olhos parecem ver além de outra porta, uma sala onde repousa um objeto ao ver o mesmo em detalhes, sua mente vagueia para o momento em que perdeu seus pais.

Ele vê sua mãe cuspindo sangue e seu pai Maethor, com o corpo cheio de ferimentos e a adaga de prata que escorria um líquido verde, a mesma adaga estava na sala.

Caindo de joelhos ali doía ainda relembrar o forte momento de sua maior tristeza e de tamanha dor de sua vida tentava ir de encontro ao objeto que lhe trouxera a recordação.

Você abre a porta sem resistência e caminha…outras memórias voltam.

Novamente ele se lembra do guarda olhando seu rosto e falando algo. O rosto que ele mantinha oculto, e volta novamente no tempo, seu pai no alto de uma árvore com ele.

Maethor: – Um velho amigo veio me procurar meu filho, disse que corremos perigo, mas não sei se ele está com razão ou magoado, por nos desfizemos nosso grupo há muito tempo, eu e a maioria do nosso grupo vivo, 5 dos 6 originais constituíram famílias, cada uma sua maneira, a nossa é a única formada só por elfos.

Naeret e Saelvaethor viram o amores em seres de outras raças e não vou os condenar por isso. Vou só dizer… caso Fain tenha razão, esconda seu rosto, só mostre para quem confiar de fato. E não fique cheio de vingança, por é um sentimento perigoso.

Continuava a se aproximar sentindo uma tristeza por estar fazendo o oposto do que seu pai pedira, mas agora ele queria ir ate o fim. Ao abrir a porta do final do corredor com as garras, vê a adaga que causou tanto sofrimento.

Aztaroth analisa o local vendo se não ha nenhuma armadilha e vai pegar a mesma. Havia armadilhas, mas sua aproximação parece desarmá-la, mas Hentel surge na sala.

– O que faz aqui, Aztaroth?

Aztaroth: — Estava apenas a passeio, algum problema ? (mentindo descaradamente como de costume)

Hentel: — Dessa vez não posso deixar barato.  Um golpe de Hentel e seu corpo começará a esfriar como se congelasse e cuspirá a mesma gosma negra que antes entrou no seu corpo.

Cuspindo a gosma e esperando o sangue — Não imaginava que sempre estive tão perto de meu destino e nem sequer havia me tocado, vá me mate, não foi por isso que me retirou a gosma ? Mate-me logo.

Hentel: — Não vou matá-lo… e tem um motivo para isso que já sabe… Suma daqui…vai ser a última vez que pisa aqui como um membro.  Criando uma espécie de tentáculo do braço esquerdo e prendendo a adaga.

Aztaroth sem forças para se erguer não imaginava que seria capaz de fazer nada contra o mesmo e também não suportava o fardo de estar impossibilitado apenas continuava caído de joelhos no local.

Com outro tentáculo com o braço direito o envolve e parece rolar por uma cratera.

Após cair sem entender porque ele não poderia acabar com a sua dor ali naquele momento, pegava o frasco de veneno que Hentel lhe dará outrora e abrindo o mesmo bebe metade de seu conteúdo deixando o resto para uma analise futura se sobrevivesse.

Seu corpo gelado volta a ficar quente – em chamas por dentro – seus olhos queimam e sangram.

O calor desaparece do seu corpo, só sente o chão quente e ao olhar havia uma marca nele. A gosma negra estava no seu corpo novamente o que permitia usar os itens e os poderes de antes, com um contaminado sem vínculo com o clã.

Sentado no alto da cratera, como se soubesse que alguém chegaria ali, um elfo com um cajado maior que ele.

 ELFO COM CAJADO

Aztaroth:— Quem e você e o que quer comigo ?

— Meu nome é Fain. Sou um antigo amigo de seu pai… Lamento pela morte dele… e sei que agora sabe contra quem deve lutar, eu vi o dia de hoje com o Poder de Ullana, sabia que viria por aqui. E tenho algo para você… que será outra surpresa a princípio…mas acho que depois do dia de hoje está preparado.  Ele desce pela cratera como se andasse numa superfície reta.

Aztaroth se levantando e olhando não creditando ainda que alguém dos que conheciam sua família estivesse ali como um “auxilio”. — Por que não veio ate mim antes quando eu era pequeno? Para me ajudar e me preparar por que demorou tanto?

Fain: — Eu avisei seu pai que precisávamos estar juntos e me isolei para criar algumas defesas… demorou mais que o imaginei, sabe como é o tempo para os eflos, uma década é como uma semana.

Aztaroth: — Certo e o que seria, isso que você tem a me dar ? E como eu devo seguir daqui pra frente ?

Fain: — A lembrança o levará a procurar a alguém em questão e ele te dará um caminho a seguir.

— Vai hesitar a princípio sabendo que de quem se trata, mas…  Estendendo-lhe o cajado.

Aztaroth: –Hesitar como assim?  tocando no cajado — Quem e que pode me ajudar que eu não queira receber ajuda ?

Numa planície cercada por árvores grandes, ao sul é possível avistar montanhas de gelo, ao norte além da floresta há estradas de terra com marcas de uma caravana que passou recentemente, a leste perto de um rio tem um acampamento onde um grupo de aventureiros aguarda.

O grupo é formado só por elfos, no total de 6 deles: Maethor, Golwen, Saelvaethor, Naeret (a única elfa), Ithit e Fain.

Outro grupo de desconhecidos observados pelos elfos conversa entre si.

Henrique: — Montanha de Gelo? Elfos? Tudo mudando de repente, Shaka o que houve lá. Onde está Tristan? Eu quero minha vingança. Achei que estava tão perto. Mas Maisa me segurou, achou melhor esperar o que iria acontecer contigo.

Shaka: — Ele disse que essa hora chegará. E só. O resto ou você já sabe ou…

Henrique: — OU…. desembucha logo.

O mais alto entre os elfos – Saelvaethor se levanta. – — Ouviram? Achei que as duas caravanas já haviam partido.

Luna: — O que deveríamos fazer? Interromper prefiro saber o que vão fazer primeiro! – Falava loucamente ao leu.

Juan Stark Franziu seu cenho. “Elfos? De onde sairam esses elfos?”

Maethor: — Deixe que eu e Ithit cuidamos do perímetro.

Ithit e Maethor seguem na frente seguido do mais alto. E parecem passar por uma barreira invisível dando de frente com o grupo. Ithit saca um arco, Saelvaethor grita e fogo cobre o seu corpo como uma armadura. – — Espere não sabemos quem eles são. – Diz Maethor.  — Vieram do oceano, portal, de onde?

Juan Stark: — Hey, esperem! Não somos inimigos!
— Ò ô ô, abaixa esse arco aí ô. – Juan apontava para o elfo que empunhava um arco.

Morgana: — Queria ter vindo do oceano com Thorn e Yunni. Mas não viemos não sei de onde, para não sei onde. Algo que está me fatigando.

O elfo abaixa o arco e o outro parece absorver as chamas.

ELFO ARQUEIROHenrique: — Achei que teria um embate homem a homem e já interrompem.

Juan olha feio para Henrique. – — Xiu ferreiro. – Juan olha novamente para os Elfos. – — Sou Juan Stark, filho do famoso espadachim Antônio Garibaldi Stark e da linda donzela Roberta Stark. – E se curvou. Novamente levantando seu corpo começou a retrucar. – — Para que tanta hostilidade tenha calma. Quem são vocês?

Maethor: — A garota disse que não sabem de onde vieram. Como chegaram a Perendimor?

— Eu vim para cá falando as palavras mágicas! – diz Pengikut

Maethor: — Eu sou Maethor, um ranger e esse é meu irmão Ithit. O bárbaro é Saelvaethor. Os outros são do meu grupo. Um deles entende de magia talvez possam ajudá-los se estão tão perdidos assim. Já estivemos logo que chegamos aqui. Também surgimos do nada nesse terreno.

— Pode me dizer algo sobre os deuses, e a criação deste mundo? – pergunta Luna

Juan Stark: — Na verdade, estávamos em outro lugar e aparecemos aqui do nada. Mas não somos inimigos, não temos a intenção de ferir ou atacar ninguém. Até por isso é que estamos perguntando para vocês, quem são vocês e onde estamos para que entendamos melhor a situação em que nos encontramos. Até onde sabemos, somos um grupo de pessoas do futuro e estamos passeando por um passado distante para entender e tentar recuperar as memórias perdidas de Inpergoh. O que vocês faziam antes de aparecer aqui? – Juan explicava e aproveitava para perguntar.

Ithit: — Nenhum de nós aqui tem conhecimento a respeito disso, quanto mais da criação, mas se quiser o básico pode perguntar a Fain ou Naeret.

Pengikut: — Então finalmente o que faziam como o nosso colega ali lobisomem falou! – Fortalecia a fala do Juan

Maethor: — Parece que vocês falam o idioma dos elementais. De tão complicado podemos nos reunir com os sábios de nosso grupo. Não entendi metade do que falou amigo Stark. Só a parte que perguntou como chegamos aqui. Fugidos do reino de Imansiz por um portal aberto por Golwen.

Juan Stark: — Chame-o logo então. Enquanto chama vou lhe acompanhar, me fale mais sobre Imansiz, por que fugiram de lá? – Juan caminhava ao lado do elfo.

Maethor: — Se quiserem pode nos acompanhar todos. Sinto muito pela primeira impressão, mas é o medo de onde viemos. – Caminhando até os outros companheiros. – — Imansiz é um reino com mais de 20 anos de fundação no meio da Floresta Antiga que tem como base caçar todos os não-humanos em suas proximidades, combater o culto a religião e treinar pessoas para a caça as bruxas como chamamos.

Vocês chegam perto dos outros três elfos, só um deles é mulher, Naeret a Discípula de Ullana como Maethor responde. – — Acho que ela pode ajudar a responder algumas de suas questões. Esses são Golwen que salvou nossas vidas conjurando um portal sem saber tal magia e Fain, o druida.

Pengikut: — Sr. Golwen, o que pode nos dizer sobre portais de tempo e espaço? É que estamos em muitos portais no momento e acabamos parando aqui já já vamos parar em outro lugar, mas caso diga podemos parar com isso sabe?

Juan Stark: — É um prazer conhece-los. Sou Juan Stark, filho do famoso espadachim Antônio Garibaldi Stark e da linda donzela Roberta Stark. – Se curvando para frente e agarrando a mão da elfa, num movimento rápido, beijando a mão da mesma e novamente se levantando.

Golwen: — Não preciso me chamar de senhor, só um detalhe nessa história dos portais. Maethor ainda não entendeu que eu abri um portal por acaso. Eu não sei muito sobre eles. Minha vontade de sobreviver e salvar a minha família foi maior que meu poder mágico.

Naeret: — É prazer ver um lobisomem depois de tanto tempo. Juan…

Lougan: — Essa história de portais é interessante, eu se soubesse também os abriria.

Juan Stark: — Como sabe que sou um Lobisomem? – Juan arregala os olhos.

Morgana: — Não vejo vantagem atualmente em abrir portais, se não posso ir ao encontro de quem desejo, ou atender aos meus companheiros. Presa a vontade alheia aqui e lá.

Naeret: — Cheiro. Unhas. Presas. O que mais é necessário?

Juan Stark: . – Juan olhou rapidamente para a sua mão. – — Meu deus, me desculpe, é…faz tempo que eu não aparo as unhas. Estamos tão concentrados e tanto tempo nessa correria, que nem tive tempo para me cuidar. Naeret, certo? Você não perceberia que eu era um lobisomem se eu estivesse me cuidando, eu juro! hahaha.  Você é adorável.  Bem, mas… E como pretendem sair daqui? Juan Stark encarou todos os elfos.

Lougan: — Golwen, você disse que abriu um portal, acidentalmente, mas conseguiria refazer o fato, ou teria noção do que usou ou como fez?

Maethor: — Há caravanas para o noroeste. Só que deixamos outros grupos irem à frente. Tal continente foi recém-descoberto por um pirata chamado Cervelle. E a primeira cidade está sendo construída alguns meses de viagem daqui com o nome de Cidadela dos Sábios.

Naeret: — Também gostei de te conhecer Juan.

 ELFA DRUIDAGolwen: — Como foi por acidente. Não sei como criá-lo. Sinto muito meu amigo halfling.

Juan Stark: — Bem, provavelmente somos do futuro e acabamos encontrando vocês aqui. No nosso tempo, já era o ano 99 e faltavam 3 dias para acabar o tempo de Inpergoh. Qual era o ano antes de vocês aparecerem aqui? – Juan olhava e perguntava ao grupo, depois olhava sem nem piscar para a Elfa e sorria discretamente.

Os elfos começam a ficar distante ou vocês. Eles arrumam o acampamento e partem para o Noroeste.

Aztaroth desperta da visão. Olhando ao redor procurando ver ainda precisa esclarecer umas duvidas.

Fain: — De volta ao nosso mundo.

Aztaroth:— Ótimo algumas coisas ficaram mais claras mais ainda tenho dúvidas quem devo procurar ? Por favor, me responda logo.

Fain: — Não percebeu… Golwen. Lembra-se desse nome?

Aztaroth: — Por favor, ele e o grupo dele não, eu não sou muito bem visto por lá. Deve haver outro Fain qualquer um outro.

 Fain: — Eu não posso orientá-lo.. Golwen está mais por dentro do que acontece. Saelvaethor e Naeret estão longes. Os irmãos mortos.

Aztaroth: — Ótimo que seja, agora que sei o desejo de meu pai não tenho motivos para não gostar deles, alias pelo contrario tenho motivos para querer me unir a eles, diga-me onde posso encontrá-lo agora? Irei ate ele imediatamente.

Fain: — Pelo que sei está no Vilarejo Trio Partido a pedido de Akim para estudar o segundo ataque ao local.

 Aztaroth vai até Fain e segurando sua mão começa a formar a espiral negra e falando para o vilarejo tri partido, desaparecendo com o mesmo dali, e surgindo no vilarejo. — O teleporte e comigo, por favor, me guia ate onde ele esta.

Surge bem próximo onde viu o ataque com Anya, Hentel o Tal Deus. Golwen anda pelo lugar, criando plantas em determinados lugares e anotando algo em pergaminhos.

Se aproximando . — Olá Golwen lembra de mim ? Ou eu deveria chamá-lo de mestre. Se curvando frente ao mago.

Golwen: — Fain e você? Mestre…algo deve estar errado.

Fain: — Nada errado é o filho do nosso líder Maethor.

Aztaroth: — Acho que não deve ter me reconhecido, mas preciso de sua ajuda agora e creio que não ira me negar.

Golwen: — Desde quando sabe disso Fain?

Fain: — Só consegui essa informação há algumas semanas.

Golwen: — Akim devia de saber de algo. É por isso que ele não deixou e criar uma mácula na minha alma indo mais longe aquele dia.

Aztaroth: — Desculpe ai à intromissão, mas preciso saber se irei ter a sua ajuda afinal fui enganado e eles assassinaram minha família, meu pai e mesmo que ele não queria que eu tivesse o sentimento de vingança não posso deixar sua morte passar em branco

Golwen: — Vou ajudá-lo no que posso. Deve muito a Maethor e Ithit.

Aztaroth: — Tem a minha fidelidade agora, assim como todos os meus conhecimentos e minhas habilidades ao seu dispor, e de seus aliados, mestre. Reverenciando o mesmo e se ajoelhando.

Golwen: — Não precisa me chamar de mestre para começar. Somos aliados agora, tenho certeza disso, não importa se o seu pai deseja ou não vingança, faremos o clã pagar. E o que posso fazer para começar?

Aztaroth:– – Eu esperava que me dissesse algo, estou acostumado a cumprir ordens, e o Fain disse que você saberia me orientar/ajudar melhor que ele.

Golwen: — Sinto que ainda carrega os poderes dele. Talvez devêssemos começar com o que tem de informação e analisar por que tem a doença e ao invés de mutação ou sofrimento, tem poderes. Talvez seja a própria chave que busca.

Aztaroth: — Quanto a isso, eu tinha os poderes, os mesmos foram retirados de mim antes de Fain me encontrar, no entanto eu consegui usando uma poção recriar em mim todos os poderes que tinha antes de ser expulso do clã, posso recriar a poção só não sei se o efeito que ocorreu em mim poderá ocorrer igualmente em alguém que nunca teve os poderes do clã.

Anya & Serena

Anya: –Você é Mothen Joefhi acredito eu! Obrigada por me receber. Fazendo uma leve reverência a ele. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer por me curar, não tinha a obrigação, porém o fez!  Mais uma vez o reverencia.

MJ: — Não precisa disso. Fiz por Serena pediu – prefiro chamá-la assim agora, eu faria sempre, por mais que eu saiba que está do lado que ela deveria combater e não ajudar quando a mandei para Inpergoh, tomando o lugar da antiga deusa da morte, ela, para proteger dos efeitos da Grande Lufada.

Anya: — Então… você é contra esse lado que ela deveria combater? Seria possível que eu pudesse saber por quê? Ou seria só pelo efeito da Grande Lufada?

MJ: — Vou explicar alguns fatos. Pode deixar sua pergunta para o final da história.

Anya: — Com quiser! Esperando para ouvi-lo.

MJ: — Sim sei que deve ter dúvidas e por que ela que vê o mal em todos não consegue ver nada em você. Mesmo contaminada para ser um sacrifício é um sentimento puro que a motiva, amor e não vingança como de seu companheiro Aztaroth, mas vocês se uniram pelo destino e não foi à toa. Posso dizer que a morte dos pais dele e o seu abandono estão diretamente ligados.

Num passado muito distante, seus pais – sim só os “pais” literalmente eram companheiros de grupo, poderiam ser um grupo comum, mas eles começaram sua jornada ativando um dos primeiros portões de trilha hoje usados como meio de viagem mais rápidos pela Malha Ferroviária de Fahrzeug.

Dali foram parar num continente novo recém-descoberto e a ser explorado, batizado de Perendimor, um grupo de seis elfos, com cinco homens e uma mulher, Naeret, que não é a mãe de Aztaroth, mesmo ele sendo um elfo puro.

Aquela passagem poderia ser simples, mas foi escolhida como um meio de revelar informações aos heróis que atravessaram os portões, e aqueles elfos – todos eles foram marcados para o bem e o mal.

Saelvaethor, um bárbaro da Tribo do Fogo foi o último a sair daquela vila e floresta ainda sem nome, mesmo com Fain pedindo que seguissem jornadas juntos. Ele se afastou do grupo, procurou meio de voltar para sua cidade de origem e viveu isolado, até que a praga de Imansiz começou a se espalhar, conhecendo uma prisioneira na cidade que passava por testes contra uma doença que chegou a gosma negra que foi inserida em você.

Ela ganhou imunidade aquilo depois que a mesma não a afetou e o amor daquele bárbaro, que abandonou as armas e resolveu formar família nas proximidades da antiga cidade de Paikkhan, agora isolada, ali você nasceu, e 1 mês depois seu velho companheiro veio avisá-lo de que poderia correr perigo por dois motivos, uma ligação do destino entre duas peças que se moviam numa mesma direção, sendo uma plantada no passado com o encontro entre seu pai e os heróis e outra no futuro com sua mãe e a imunidade a infecção primária.

Com rios de lágrimas, sua mãe a deixou em Gaetano, sob a tutela de um antigo amigo hoje clérigo de Apnhes que cuidou de você a distância a apresentando a deusa e seus preceitos. E mais tarde o destino a ligou a Hentel, mesmo longe de seus pais queria que o destino a levasse ao meio de tudo que estava para acontecer.

E aqui estamos. Você é até então a última peça na mudança do mundo que os deuses criadores lutaram para que fosse diferente, só que ambição por conhecimento e a vida separaram as pessoas que deveriam passar esses valores – e o mundo só ganhou novas cores e sabedoria sobre seu passado, não sobre a mensagem que significava os jogos, fortalecer as criaturas de Inpergoh para os inimigos do futuro.

E agora os filhos que se calaram por ordem dos pais, hoje são arrastados para um Novo Mundo renasça a partir das ideias daquele que chamam de Deus Negro – e eu conheço de minha experiência com o grupo de heróis – de Marco De Lucca.

Anya: — E qual a minha relação com Aztaroth nisso tudo? Hentel foi um meio de eu entrar no clã? Meus pais estão vivos? Minha missão é ser parte do que vai impedir o clã de dominar? Fazendo um monte de perguntas que surgiram na sua mente do nada, mas que realmente eram importantes.

MJ: — Aztaroth e você são crianças nascidas com essa maldição de mesmo abandonados serem guiados pelo destino ao clã. Hentel foi sim, o meio que o destino usou para que chegasse ao clã de qualquer forma. Seus pais estão vivos.
Você é parte importante – não sei de que lado ainda por que mesmo sendo Deus tenho minhas limitações.

Anya: — Além disso… há algum parentesco de sangue entre eu e Aztaroth? Pois não compreendi bem… já que nossas famílias andaram juntas.  Ela o olhava ainda mais curiosa.

MJ: — Não os elfos dessa missão eram amigos, não compartilhavam laços de sangue.Perguntou da Grande Lufada ela altera o panteão, os poderes dos clérigos, e ajuda a doença a se propagar. Faz parte do plano do inimigo… Infelizmente posso fazer muito pouco, por que se não posso causar mais caos do que já existe.

Anya: — Entendo… pelo visto, se eu lhe pedisse para ficar do lado em que eu estou atualmente… você não iria. Parecendo que sabia o que ele iria responder.

MJ: — Não posso se não eu e Serena corríamos risco de deixar de existir também… e vou falar um detalhe….certos deuses tem tanto poder sobre a criação que o desaparecimento de Zarpho, ou sua queda do panteão ocasionou o sumiço de dezena de milhares de anões pelo mundo sem explicação.

Anya: — E não há nenhum modo de ficar do nosso lado… sem que isso ocorra? Se eu conseguir você para o nosso lado… posso não morrer como um pilar! O encarando agora, aqueles olhos vermelhos davam certo medo nela, porém ele tentava o olhar o máximo que podia.

MJ: — Se eu for para o seu lado – você deixa de morrer – e os outros… e o mundo… deixaria o condenado por sua vida? E olha que é o Deus da Morte questionando isso.

Anya: — Ela dá um sorriso para ele.  Bem… não custava nada tentar! Afinal, como você mesmo disse… você é o deus da morte…. Porém assim como a história que você me contou…. morta posso ser mais útil para todos os deuses.

MJ: — Vou oferecer para tentar evitar sua morte… afinal ela será no final. Será minha última interferência.

Anya: — Não entendi… vai oferecer o que? Olhando para ele.

MJ: — Vou tentar impedir que morra como um pilar, por Serena. Tenho tempo de analisar como não interferir.

Anya: — Agradeço por isso! Eu sei o que tenho que fazer para não morrer como pilar, devo impressionar o clã… só ainda não sei direito como. Porém a algo que me preocupa pelo que você falou. Se eu levar Serena para aquele lugar, ela pode morrer mesmo?  Realmente preocupada com ela.

MJ: — Serena ficou imune aos efeitos da Grande Lufada, não vai ser afetada por ela, mas desconheço o poder dos líderes do clã, se seriam capazes de quebrar as defesas da antiga deusa.

Anya: — Eu a quero do meu lado, porém realmente temo por ela. Mas não a quero deixa com qualquer um… é realmente um dilema, pois não sei se caso aconteça o que você falo agora, sobre eles tentarem quebrar as defesas, eu serei forte o suficiente para defendê-la.

MJ: — Pode confiar em deixá-la comigo e voltar assim que dizer = EU QUERO A MORTE DE KODHI.

Anya: — Então… ela volta para mim quando eu disser isso?

MJ: — Ou você para cá. Depende do seu pensamento

Anya: — Sendo assim… ela confia em você… e agradeço o que está fazendo. Como disse antes não tem obrigação, e mesmo assim está me ajudando. A algo que deseje de mim? Se estiver ao meu alcance, o farei por você!

MJ: — Que siga o caminho certo… mas precisa ver o que quer que seja para que isso ocorra, não pode ser forçada.

Anya: — Tentarei ver o certo onde eu for!  O agradecendo mais uma vez com um sorriso.

Ele some e Serena aparece. — Procurei e nada dele aqui, vamos para o próximo.

Anya: — Não ha necessidade! Porém Serena, estive considerando algumas coisas… e bem, acho que você tem razão quando diz que não deve se aproximar do lugar para onde eu tenho que voltar… Temo por você! Acho que seria melhor… você ficar com deus da morte. Afinal, você gosta dele não é?  Deixando um sorriso amistoso escapar.

Serena: — Sim, mas onde ele está. Não viemos procurá-lo.

Anya: — Bem.. Se não me engano, pense nele e diga: EU QUERO A MORTE DE KODHI. Tentando não pensar em nada, para que ela não fosse carregada.

KODHI

Serena: — Ok. EU QUERO A MORTE DE KODHI.  Serena começa a ficar translúcida e some.

Anya: — Cuide bem dela por mim! Respirando fundo e segura um pouco as lágrimas. Porém se recompõe e pega a moeda. Saindo do templo. Falcon?

Hentel surge parece respirando pesado. Corre para você e a segura pelos ombros e antes de perguntar qualquer coisa a beija por um longo tempo, até que começa a ficar sem ar.

Anya o abraça forte enquanto ele a segura e beija, ela não sabia bem o porquê de ele estar daquele jeito, porém retribuía o beijo na mesma intensidade e com amor e carinho. Quando começa a ficar sem ar, vai afastando ele aos poucos. – Não estou reclamando, amo te beijar, mas… o que houve? Você está eufórico!

Hentel: – Te procuro há 7 dias, para onde foi que não podia fazer contato. Aí o Aztaroth…deixa essa parte para depois.

Anya: — Também não sei direito… Andei com o grupinho maravilha, e com Serena. Ajudei-a em encontrar os irmãos Bulan, e depois fomos parar em uma espécie de biblioteca… com algumas portas que tinham enigmas. Tentei-te contatar, porém não conseguia também. Parecia que havia alguma interferência por causa de uma ponte ou algo assim.

Hentel: — Foi até algum dos santuários. Isso pode ser útil na sua promoção… por assim dizer. Depois de me dar tempo para matar a saudade, me conte mais detalhes. Mas onde gostaria de ir?

Anya: — Que tal para o mesmo lugar onde ficamos da ultima vez? Como você pode notar, eu adorei aquele lugar… ou talvez um semelhante! O abraçando, feliz de não ter perdido o amor dele, por nada que tenha feito.

Hentel: — Ok. A Fonte Mágica.  Já surgindo dentro do quarto que ficaram antes, sem portas ou janelas, mas bem iluminado, com comida, banheira, roupas.

Anya: — Você me falou de Aztaroth? O que houve com ele? Olhando para o quarto, feliz de poder finalmente ficar em um lugar mais calmo. Aquele grupo realmente havia a irritado, e fazia um tempo que ela não tinha paz nem para tomar um banho.

Hentel: — Ele descobriu algo que escondemos dele, uma arma… que foi usado no passado dele…e matou seus pais. Em fúria e antes que acontecesse o pior, removi sua gosma e o enviei para longe…ele pedia pela morte…mas…por saber que adquiriu certos sentimentos por ele, não o fiz.

Anya: — E porque vocês tinham a arma que matou os pais dele?  Olhando agora para Hentel um tanto intrigada.

Hentel: — Lembra das adagas que mencionei. Conseguimos três durante a abertura de um portal em Arancione. Os líderes as usaram para matar pessoas importantes… pessoas que podiam interferir com o curso do plano, os pais deles estavam incluídos nessa lista…. e os seus também. Mas eu consegui protegê-los.

Anya: –Quando você conseguiu proteger meus pais?

Hentel: — Eu apaguei documentos com a localização deles e os avisei, depois que sumi na cidade élfica.

Anya: — Então… Você sabia que meus pais estavam vivos e nunca me falou? Não pensou em me dizer isso?  Começando a ficar chateada.

Hentel: — Se soubesse estaria na zona de ameaça do clã e não seria aliada deles.

Anya: — Não que eu iria procurar por eles… mas agora sei… isso interfere em algo? Ou será que você simplesmente não queria me contar? Você pensou no clã Hentel… você não pensou em mim.

Hentel: — Espero que não. O feitiço usado para protegê-los é coisa muito potente espero que não. Não pensei no clã se fosse assim teria matado Aztaroth e não correria o risco de me sujar com eles. E não te contaria isso agora, poderia continuar escondendo, o máximo que saberia é que deixei algo no ar com sua habilidade.

Anya olhava para ele como se tentasse entender o que acontecia, e o abraçava novamente.  – Desculpa… passei tempo demais com aquelas pessoas. Do que eu estou resmungando? Meus pais para me “proteger” me largaram, e nunca mais vieram procurar saber de mim… enquanto que você sempre esteve comigo.  Ela dava um beijo demorado nele, ainda o abraçando.

Hentel retribuía. — Que bom que entendeu. E agora descanse para conversarmos sobre o que descobriu no Santuário é importante para sua transformação em “pura”.

Anya: –Igual da ultima vez?  Ela falava o segurando? E puxando para a banheira.  O acompanhando. Deixando ser levado.

1) Uma foice com uma corrente branca (símbolo profanado da Deusa da Morte), um templo, penas,  um braseiro,um livro de capa branca e por fim sangue num jarro.

2) Símbolo do deus das forjas riscado com um x vermelho, uma forja, uma espada de lâmina vermelha, sementes, uma pena, um livro de capa branca e fios de cabelo negros.

Os contos continuam a ser escritos. 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s