Contos das Sombras – Teias de Ódio – Parte 2

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Nessa segunda parte veremos as ações de Kratos/Arthlong, os caminhos de Aztaroth e Abraão se chocando e como Anya e Serena encontraram o grupo, e que fizeram desde que foram procurar os irmãos cantores até agora.

CONTO DAS SOMBRAS

Kratos/Arthlong

Começa seu teste para um emprego em Symia.

O homem se levanta e o leva para uma sala isolada, pede que se sente e fala que vai fazer três perguntas de história: uma sobre Symia, outro sobre um reino aleatório e algo que aconteceu depois de que os portões foram abertos. Preciso que acerte com precisão em pelo menos 2 das respostas e conseguirá o emprego, precisamos de mão de obra para entender um acidente que aconteceu aqui nos dias de construção que até então não foram registrados.

— Primeira pergunta. Sobre nosso reino. Qual a data oficial de sua criação e como chamam seguindo a ideia dos ciclos?

Kratos/Arthlong:

— ano 96 do 6º ciclo, atualmente conhecida como ano 596.
” segundo os meus conhecimentos “

— Muito bem. Agora vamos ampliar o campo histórico.

— Qual o nome do grupo musical que representa a Igreja de Gamla?

Kratos/Arthlong:

— Os Harpistas é o nome do grupo.

— Muito bem conseguiu a sua vaga. Mas prefere ter 100% de sucesso ou só isso basta?

Kratos/Arthlong:

— Se tiver alguma vantagem em obter os 100% prossigamos

— Vamos lá. Por último qual o nome do elfo que supostamente ajudou Adelaide a voltar do mundo dos mortos?

Kratos/Arthlong:

— Nudriel, o ruivo.

— Parabéns 100%. Pode começar amanhã. O salário mensal de um analista de história é 250 moedas, o seu será de 450 por 100% no teste.

Kratos/Arthlong:

— Bom, onde posso alugar um quarto aqui, de preferência que aceite pagamentos mensais, pois estou sem dinheiro…. vim aprender sobre alquimia e não sabia que teria que ficar tanto tempo aqui para aprender devido às regras de segurança.

— Quarto de baixo custo encontrará do 1º ao 4º andar da torre. Lá podem aceitar seus pagamentos mensais, com sua carta de admissão.  Ele corre por um pergaminho e escreve com o mesmo tubo metálico de antes.

Kratos/Arthlong:

— Interessante esse tubo, parece melhor que essa pena.  Ia balançando a pena enquanto pegava o pergaminho com a outra mão.

— É um aparato inventado com nossa ciência misturada a alquimia.

— Boa sorte.  Entregando-lhe o pergaminho.

Kratos/Arthlong:

— obrigado….

Saia à procura de Abraão.

Abraão parecia preso em pensamentos quando saía da sala.

Kratos/Arthlong:

— Paladino, ta sonhando acordado ou conversando com Lukael?
Batia em seu ombro para lhe tirar do transe.

Abraão: — Lukael nem me responde mais. Acho que tem algo errado comigo não sei dizer o que?

E você conseguiu o emprego? Depois procuro algum.

Kratos/Arthlong:

— Consegui, fui tão bem no teste que vão me pagar quase o dobro do salário…. algo errado contigo não, não exatamente como pensa, e sim com suas ações, largar a adaga fez o anjo se revoltar.

Abraão: — Deve ser isso, mas tem um anjo também não é? E o seu te aceita como é?

Kratos/Arthlong:

— Nos não costumamos invocar o anjo, ele aparece quando é realmente importante, assim ninguém se irrita afinal a missão dele é proteger em situações críticas.

— Agora preciso comprar uma coisa antes de seguir com um teste, se quiser me acompanhar, depois irei aos andares inferiores alugar um quarto.

Acabava de falar e se direcionava novamente ao andar da lojas, procurando uma loja que vendesse materiais para fazer um boneco artesanal ou que vendesse um já pronto.

Abraão o acompanha. E os materiais que procura ficam nos mesmos andares.

— Um senhor vende um boneco de pano por 2 moedas de prata.

BONECO DE PANO

Após comprar o boneco, Kratos volta aos andares indicados pelo senhor e procura por um quarto barato para alugar que aceite pagamentos mensais.

Com o papel consegue seu quarto numa estalagem no 2º andar. Por 1 peça de ouro por dia, com duas refeições a sua escolha, quarto completo e banho.

Pegando a chave e entrando para o quarto — “Bom vamos ver se essa coisa funciona” Se concentrando na alma de Arthlong e colocando o boneco em cima da cama — Esfera espiritual eu lhe invoco, projete essa alma desse corpo para esse boneco.

Fazendo um esforço sobre humano para passar pelo feitiço de ligação de alma, a alma de Arthlong sai do seu corpo original.

Se aproxima do boneco e tenta mexer com o mesmo esperando uma reação para ver se sua magia surtira o efeito desejado.

Do outro lado Arthlong sem entender, parece que algo havia mudado, ele tenta se mexer.

Não era simples se mexer, seus membros pareciam quebrados, mas era a falta de ossos que dificultava tudo, precisava se concentrar para qualquer movimento.

— Mexer parece que não consegue, eiii, consegue falar hospedeiro. Ouvindo aquilo, Arthlong tenta falar algo.  — O que?

— Sua voz sai – era a tarefa mais fácil por mais estanho que fosse – falar

“Parece que foi um sucesso, agora só preciso ter o recipiente correto, no entendo posso tentar fazer algo”. Concentrando e pensando na anatomia, Kratos tentava injetar no boneco uma estrutura interna no algo similar a ossos, músculos e ligações entre os mesmos os chamados tendões . “Vejamos se isso funciona” — Esfera corporal, eu lhe invoco torne realidade os meus pensamentos e crie estrutura nesse boneco para que ele possa andar.

Sua magia de esfera ainda não é suficiente para aquilo que desejava, sem seu corpo estava longe de ser o mago que era antes.

— Parece que é o máximo que consigo fazer nesse momento Arthlong, me falta poder, mas também os componentes certos, vejamos…. alguma máquina.

— Ham, do que está falando. Falava reparando o corpo que estava , isso esta passando dos limites, além de controlar meu corpo agora me expulsa dele.

— Relaxa, em breve poderei lhe dar um corpo igual a esse, talvez um corpo melhor ainda….

Arthlong tentava se comunicar com Rin,”Rin?”

Rin parecia fora de alcance.

Arthlong Se concentrava na comunicação para saber se o corpo lhe afetava ou era a distância mesmo…: tentava se comunicar com qualquer outro lobo.

LOBOSEscutava os lobos. Parecia algo da alma mesmo. E a ligação com Kratos o proporciona ter suas habilidades, sem sua alma, o que ele seria num corpo de lobisomem?

— Irei visitar a cidade parece ser bem tecnológica, quem sabe não encontro algo aqui que sirva, não tinha pensado nisso ainda….me acompanha.

Arthlong tenta se locomover, mas seguir no ombro de Kratos parece uma opção melhor.

Kratos anda pela cidade conhecendo a mesma, procurava sobre as tecnologias da cidade, quem sabe algo parecido com os MakKy-nas.

Makkyn-nas foram usadas no passado na construção da cidade, mas depois a maior parte do lugar é ocupado pelas raças humanóides. Vê muitos halflings, meio-elfos na cidade. E grande parte humano. Nenhum lobisomem aqui além de você.

— Maldito eu te pego quando tiver um corpo que preste. Arthlong tentava bater em Kratos com seus braços.

Na cidade só encontra pessoas com membros mecânicos, coletes de metal, nada de criaturas.

Kratos procurava uma das lojas que vendia as partes mecânicas para as pessoas. Subindo ao nível 8.

Vou ate o professor que falamos sobre empregos se tem algum trabalho..

O local onde encontrou o professor antes – que funcionavam com salas de aula pareciam fechados com o final da tarde. Dava para ver lá fora que estava prestes a anoitecer. Kratos vai descansar sem saber que quando despertar sua história em Symia teria mudado.

Aztaroth

Depois de ficar sem pistas do grupo teleporta com a habilidade da espiral para o Domo que parece vazio, começa a procurar nas salas que nunca entrou com códigos desconhecidos até se deparar com pessoas de olhos negros, sem pele, chifres com garras iguais a que manifesta com as habilidades do clã presas a camas de ferro.

Aztaroth ignora aquelas pessoas e continua sua busca encontrando uma mulher nos corredores, conhecida como Mil Faces, a arqui-inimiga de uma de suas paixões Dubhe. Mil Faces contesta quem lhe deu ordens e que se tivesse libertado os prisioneiros seu pescoço não estaria tão seguro, passando por ele e se tornando Dubhe antes de desaparecer.

MIL FACESCumprindo ordens, Aztaroh volta a Hanes sem saber qual seria seu próximo passo. Ainda sem rumo vê folhas voando mesmo que não tenha árvore por perto e do nada um pergaminho que gruda em sua roupa. Ele tinha três símbolos numa língua que não entendia.

Ao tocar no primeiro símbolo a cidade começa sumir e surge dentro de uma torre, o chão é formado por peças metálicas, algo aconteceu ali, há um portão como o conjurado no Vilarejo Tri Partido com o número 3, uma foice desenhada no chão, corpos de demônios pelo lugar, Makkyn-nas destruídas e algumas pessoas mortas como as que viu no domo há poucos minutos.

A cidade estava silenciosa, até que escuta sons metálicos se aproximando. Não dispara sua noção do perigo.

Após escutar os sons se vira para ver a direção que os mesmos vinham pegando sua kusariadaga e esperando ver quem se aproximava

Duas máquinas surgem. As conhece mais de história do que experiências reais.

— Olá senhor, procuramos por sobreviventes na cidade. Diga seu nome para verificar na lista.

— Ele não está na lista… deve ser como o outro que levamos para Franz.. FX0379.

FX0379: — Exatamente tinha me esquecido disso FX 0378

Aztaroth: — Exatamente eu não estou na lista, mas que outro e este que vocês falam?

FX0379: — Especifique o outro senhor… o homem com o animal ou Franz?

Aztaroth:— Homem com animal.

FX0378: — Pelo meu banco de dados era um lobo da família dos canídeos.

FX0379: — O homem parecia perdido, mas não estava doente, não lembro se falou de ontem veio só queria ver Kratos, um dos sobreviventes, um estudante de alquimia, recém contratado como historiador antes do acontecimento da nuvem negra que se espalhou pelo duto de ar e foi contaminando todos praticamente.

FX0378: — Segundo meus cálculos entre os vivos estão somente 0, 002% dos habitantes da cidade.

Aztaroth: – Onde posso encontrar este Kratos agora ?

FX0378: — Está na sala de recuperação aprendendo com curar os infectados. Mas ele parece ser chamado por outro nome…o que é estranho. O homem com o lobo não está mais lá…foi embora com o lobo procurando pelo ponto onde a área anti-encantamento termina.

Aztaroth:— Entendo, me levem até este local, por favor.

FX0379: — Falamos de dois locais. Quais deles senhor: a sala de recuperação ou fora procurando pela área anti-encantamento. Seja preciso senhor para que nos entendam.

 Aztaroth:

— Área de anti-encantamento.

FX0378: — FX0379 avise Franz que estou levando um desconhecido, fora da lista e não infectado pra fora da cidade em busca da área anti-encantamento.

FX0379: — Pode deixar que eu o farei. Boa sorte.  Levantando o braço mecanicamente.

A outra Makkyn-na o leva até o elevador local e passa um cartão que libera a descida ao nível 0, sem os trem é preciso seguir a pé.

Percebe rastros de algumas horas, um homem e um animal quadrúpede.

Aztaroth:
— Me explique quanto tempo para chegar aonde foi o outro homem , eu vou na frente sou mais rápido

FX0378: — Tempo não sei senhor, nunca ficamos sabendo ao certo onde é a área segura para usar magia ou similares em Symia.

 Aztaroth:

— E qual a direção ? Esta mesmo ? Certo ?

FX0378: — Só seguir as pegadas a princípio, o a linha de trem maior.

Aztaroth:

— Ok, obrigado.

No máximo que consegue de sua velocidade, ampliado pela noite bem dormida depois de muito tempo e pelo tempo agradável do lugar mesmo ao entardecer. Encontra um acampamento improvisado sem tendas, com um cobertor e algumas folhas. As pegadas levam até ali.

Indo procurar o cara que seria seu novo alvo, sabia que não estava ali por destino, procurando alguém nas tendas

Na tenda improvisada encontra Abraão e Vendetta. Nem o animal sente sua presença.

Aztaroth:
Se aproximando. — Olá eu conheço você de algum lugar certo ?

Abraão se vira, usava uma máscara e sem pensar duas vezes se posiciona na frente de Vendetta e saca sua katana.

 Aztaroth:

– Calma eu não vim lutar com você, será que não podemos conversar ?

Ele grita por algo e sua katana se energiza, um grito em idioma do oriente.

Aztaroth não consegue ver o rápido movimento da katana e é acertado, utilizando uma bomba ninja, pra gerar fumaça e tirar a visão do paladino acertando com um ataque furtivo com seu ninjitsu para cortar sua respiração para que se sufoque.

Dificultado pela fumaça, Abraão erra o seu ataque. Aztaroth liberta suas garras atacando mais uma vez protegido pela nuvem de fumaça que ainda não havia dispersado. O paladino sente um corte no braço e tenta finalmente acertar um segundo golpe no ninja do clã do Dragão Duplo, com evasão o mesmo esquiva mais uma vez conforme a nuvem se dissipa. Agora vamos contar como Abraão chegou aquele lugar antes do resultado do embate entre paladino x ninja.

paladino vs. ninjaAbraão

O paladino sozinho faz um tour por Symia.

No Andar 0 é a estação de trem e o comércio de poções.

Nos andares 1 a 4 estão os moradores de classe média e suas lojas de necessidades básicas, alimentação, vestiário, ingredientes de poções, laboratórios de testes, um templo de Aled menor, além de hotéis para os viajantes. Com o custo e conformo maior do que nos outros reinos.

No 5º andar fica o Templo de Aled, o deus da alquimia, para aqueles que precisam de orações ou querem visitá-lo apenas. O templo parece comum por fora, mas dentro parece um hospital misturado a um laboratório de alquimia.

Nos andares 6 a 9 ficam a moradias de classes altas.

No 6º Andar as escolas de alquimia aqui e todas as suas vertentes.

O 7º Andar é do Hospital. O 8º Andar é dos Mecânicos daqui e os laboratórios de testes de tecnologia.

No último andar livre está à fábrica de Construtos de todos os tipos, criaturas comuns aos alquimistas.

Ao chegar ao último andar há grandes galpões com as poucas Makky-nas da cidade e outros tipos de construtos como golens de pedra, metal e máquinas variadas. O acesso é livre, mas observado por pessoas vestidas como aqueles que te venderam as máscaras.

Depois disso resolve sair da cidade, descendo até o andar zero e seguindo a linha férrea.

Abraão segue a trilha do trem do lado, lembrando de sua mãe seu pai e caminhando em passos lentos…

O trem seguia por duas rotas diferentes, isso a alguns minutos de distância da cidade. Na primeira a linha terminava bruscamente, na outra seguia além.

Seguia além caminhando até amanhecer…

Você sente muito cansaço sem sono e sem comida. Sem seu anjo, E algo ruim, uma sensação estranha, até que amanhece e perdeu a linha do trem de vista e não chegou a nenhum outro lugar.

Volta à cidade e chega no meio da tarde. Os elevadores estavam parados, não havia trem de volta a estação, um luz amarela piscava, tendas de comércio fechadas.

Os elevadores estavam travados no andar 0, só podia subir escalando ou por outro lugar que desconhecia.

Consegue escalar até uma das possíveis entradas. Ao entrar vê flashes, vozes no meio da multidão, alguém no alto de um prédio disparando uma flecha, um homem igual a um lobisomem de mãos dadas com uma mulher branca de cabelos negros com mechas azuis. E peças metálicas voando pelo lugar que entrou. Quando começa a flutuar. Junto ao seu lobo.

O paladino joga o corpo protegendo seu lobo das flechas e tenta se agarrar para não cair, o túnel abre e outra porta e o arremessa no que parece ser o primeiro andar da torre. Lá dentro sinais de algo grave aconteceu. O lugar vazio, marcas de cinzas no chão, máquinas reviradas, e um pouco de sangue.

Penas voam pelo lugar e Lukael surge.

Lukael: — Não há mais vida nesse lugar como antes.

Olha para Lukael sem gostar muito dele — Porque?

Lukael: — Houve um ataque enquanto esteve fora. Igual ao de Chateau Plaza e do Vilarejo Tri Partido. Um halfling se tornou um pilar negro e espalhou a doença pelos dutos de ar controlado da torre. Demônios foram convocados, médicos e clérigos com uma única exceção levados. A cidade caiu para o mal. Não há mais aulas, ou máscaras, nada disso.

O paladino ignora seu antigo companheiro anjo e procura por Kratos.

Sem respostas suas Lukael some. Como os acessos estão restritos aos andares altos resolve sair da cidade com seu lobo, acaba encontrando uma Makkyn-na ativa que o ajuda a encontrar um caminho seguro para fora.

Abraão:–Pode me dizer se vocês tem alguma pista de quem fez essa injustiça com a cidade?

Makkyn-na: — Até agora sabemos que alguém parece ser o foco de tudo, uma fumaça que se espalhou pelos dutos de ar e alterou a composição física de muitos, matou outros e desapareceu com os que restaram. Com pouquíssimas exceções que estão numa sala de segurança no andar abaixo. Posso levá-lo até lá.

Colocando a máscara. — Vamos ate tal sala…

Makkyn-na aproxima do elevador e passa um cartão, o mesmo volta a funciona e sobem até o andar 7 do hospital, sendo levado até a sala em questão.

Olha entre os sobreviventes e procura Kratos…

Entre uma dúzia de pessoas e um só médico. Vê algumas makkyn-nas fazendo segurança e Kratos.

Abraão:

— Onde você estava Kratos?

Escuta o médico e ele conversando.

 — O que houve aqui? Onde estou? quem é tu – cof, cof, tossia e coçava a cabeça.

— Sou Franz Charcot, o curei da doença a tempo, meu nível de efetividade não foi dos melhores, mas fui o único médico que restou.

Abraão:

— Do que esse cara ta falando?  Eu quero sair daqui onde e a saída para ir para fora dessa cidade?

Arthlong/Kratos:

— Franz… parece que tenho uma dívida contigo tem algo que possa fazer por tu, Franz esse nome não me é estranho aconteceu algo recente contigo….

Franz: — Isso não importa agora só saber que estão bem e sim deixá-lo sair da cidade antes do pior.

Arthlong/Kratos:— Sim… Larissa agora lembro de onde associei seu nome.

Franz: — Conhece Larissa?

Arthlong/Kratos:

— Algo pior a cidade ainda está sob ataque ou é só pela falta de impaciência dele?

— Não exatamente, estive investigando seu sumiço há alguns dias atrás. Ela continua desaparecida

Franz: — O ataque foi contido no 5º andar, mas a doença se espalhou. E eu tinha avisado procurando por Larissa, mandei uma carta ao governo dizendo que se os clérigos eram alvos, os médicos também deveriam ser.E olhe o que aconteceu.

 Arthlong/Kratos:

— Acho que agora realmente terei que achar sua noiva, estou em dívida e um homem sempre paga sua dívida não importa sua conduta. Por hora me deixe te ajudar com os demais infectados ou a lidar com a infecção se tiver como me ensinar aprendo rápido

Franz: — Você que chegou, pode perguntar se tiver algum dúvida.

Abraão:

— A mesma duvida de antes , como eu saio desta cidade?

Franz: — Agora só a pé. Ou se tiver magia pode teleportar quando sair da zona anti-encantamento.

Abraão:— Ate aonde vai a zona anti-encatamento?

Arthlong/Kratos:

— Algum morto durante o ataque Franz? — Morador ou Invasor?

Franz: — Não sei ao certo a distância.

Abraão sem resposta procura a saída por contra própria e com a ajuda das Makkyn-nas volta ao andar zero e segue adiante em sua viagem sem Kratos e com seu lobo Vendetta, até o embate contra Aztaroth. 

Anya e Serena

Seguindo para a parte do vilarejo que pertence aos serenges, primeiro encontra um caminho de destruição pelo caminho. Os corpos foram retirados, mas há sangue, árvores queimados, marcas no chão, até que chega ao lugar em questão uma casa simples de madeira abandonada.

Como parecia abandonada, entrava sem bater para poder investigar onde mais poderia encontrá-los.  A casa parece abandonada, mas não às pressas, quem morava aqui saiu antes do ataque.

Anya procurava alguma dica de para onde eles poderiam ter ido encontrava alguns bilhetes foram deixados para trás… eram curtos… vinham com endereços e lugares diferentes e notas simples “Estamos bem/ Mamãe e papai voltaremos em breve/ Aproveitem sua vida de casal que lhe foi roubada, etc.” Assinados por Luna e Pengikut Bulan.

 Anya:

– O que acha disso tudo? Você é mais perceptiva que eu!

Serena:

— Que eles de fato existem e pareciam preocupados com os pais. Quem sabe sabiam que algo de ruim aconteceria e os tirariam daí.

— Exatamente isso menina.  Uma mulher deslumbrante surge na porta.

Anya:

– Quem é você?  Olhando para a porta, e procurando alguma coisa de especifico na mulher, inclusive se era perigosa.

— Sou Luna Bulan e atrás de mim meu irmão Pengikut.

Pengikut: — Quem é você com ela… o que estão fazendo em nossa humilde casa?

 Anya:

– Muito prazer! Sou Kitty, e essa é Serena. Procurávamos por vocês! Pelo menos não foi tão difícil assim. Vocês por acaso já a viram e algum lugar? Olhando para os dois, com um sorriso amistoso.

Luna: — Não podemos mentir que vai saber não é?

Pengikut: — Isso mesmo ela é uma detetora de mentiras, o tipo mais perigoso que enfrentamos.

Luna: — Então sim sabemos quem é ela é? E não gostamos nada disso. E ouvimos também a parte de recuperar seus poderes, deve estar completamente enganada Serena… engasgando para dizer o nome sabe que nossa missão é exatamente acabar com os seus irmãos. Só que o tiro…

Pengiktut: — Saiu pela culatra. Afinal nossos desejos meio que se tornaram realidade em partes, mas o resultado saiu pior que a imaginávamos.

Anya:

– Porque acabar com os irmãos dela? Qual o problema? Serena não é alguém ruim!  – Olhando para eles – Além do mais… não sou perigosa, a não ser que realmente me provoquem! Porém, não tenho nada contra vocês!

Luna: — Sabe quem ela é?

Pengikut: — Diz aí.

Anya:

– Claro que sei! Serena…. porém ela não é minha Serena não é?

Pengikut: — O que disse ficou confuso, como se eu dissesse. Ou algo que Juan dissesse… Juan quanto tempo.

Luna: — Esquece nossa família por ora. Eles quiseram desse jeito não foi. Não entendi também Serena.. porém não minha Serena?

Pengikut: — Ela é do tipo faz uma pergunta e responde com outra só complica minha vida.

Anya:

– Eu sou confusa? Nossa… simplificando… porque queriam matar os irmãos dela? E me digam então, quem é a pessoa que eu chamo de Serena? Apontando para Serena.

Pengikut: — Isso demanda saber algo antes, sou assim, quando vou responder uma pergunta explico desde o início, algum problema?

Luna: — A minha música.  Senta no cama. — Podemos ficar dias ouvindo ele agora.

Anya:
– Suspira, pegando uma cadeira e se sentando.  Não… tenho algum tempo para ouvir!  Prestando atenção.

Pengikut: –Quando atravessamos os portões, descobri algo sobre o meu passado e de minha irmã que foi como uma faca cortando a garganta. Nossos pais tinham depositado a fé deles em dois deuses que nem de fato existiam nesse mundo. O Deus Sol que deveria ser o vilão e o Deus da Lua, nosso patrono até então. Ambos vilões e cúmplices dos 20 deuses que conhecíamos e dos 5 que os criaram. Ao sair de lá nossa missão era arrumar uma maneira de acabar com os deuses como eram cheios de jogos e sem conhecimento total do que acontecia em Inpergoh. Cegos. Recebemos uma bênção que era um empecilho e uma graça divina, nossos pais ressuscitados, ficamos com eles, nossa primeira família, mas o sangue fervia pela vingança e fomos visitar alguns lugares que vimos durante a passagem pelos portões e em nossa jornada com a segunda família.

Anya:

– Muito bem… e o que Serena tem a ver com isso tudo?  Entendendo a história, porém querendo pegar o conhecimento que aqueles dois poderiam fornecer.

Luna: — Ele chegará lá.

Pengikut: — Passamos por Arancione afinal foi lá que o Deus Sol ressuscitado por nós estava com Henrique, um de nossos irmãos de comportamento mais difícil como aliado, eles preparam um ritual. Descobríramos que o ritual que aconteceu em Arancione parecia ter sido feito para que ele recuperasse seus poderes ou seu corpo, na época eu era o receptáculo do Deus Sol e minha irmã ocupava meu corpo, nossa história é um pouca confusa, se quiser eu explico melhor. Só que o resultado na verdade só liberou alguns itens pelo mundo, que talvez nem tenham a função de destruir os deuses propriamente dito. Só que ao abrir o local, ou separar esses itens ou por algo que aconteceu antes um fenômeno conhecido como a Grande Lufada se iniciou removendo poderes de alguns deuses, alterando outros do panteão sem que a maior parte da população tenha sequer certeza se suas preces devotadas chegarão a quem desejam.

Anya:

– Então… o que aconteceu a esses deuses que perderam o poder?  Ainda prestando bastante atenção nele.

Pengikut: — Até agora só conseguimos concluir nossa pesquisa sobre um deles. Zarpho, o antigo deus da Forja. O mesmo foi arrastado pela Grande Lufada, por falta de um termo melhor. Pelos que eles sabem o deus caiu, e um nova pessoa assumiu seu posto, aquele que se diz o líder do Clã do Dragão Duplo responsável pela doença de Chateau Plaza e pelo que entendi aqui nas proximidades também. Ela seria um deus relocado. Serena na verdade é Zarandhes, a deusa da morte substituída.

Anya:

– Compreendo…  Parecendo um tanto perplexa pela história. Como se realmente não soubesse do fato que Serena era a deusa da morte.  Então… dois deuses assumiram o posto de Serena, é isso?

Luna: — Não. O Deus Negro pegou o lugar de Zarpho e Mothan Joefhi, o legítimo Deus da Morte assumiu o posto de Serena.

Serena: — Exatamente o homem que me enviou. Quer dizer que meu irmão anão preferido morreu?

Pengikut: — Eu espero que sim.

Anya:

– E vocês por um acaso sabem quem foi o que deus que assumiu o posto de Serena? O nome dele? Olhando para eles um tanto cansada com as informações, porém bem.

Luna: — Acabei de falar Mothan Joefhi, ou para encurtar MJ.

Pengikut: — MJ estava preso em essência junto com o Deus Sol e o corpo de minha irmã preservado, lembra quando falei que estava no corpo dela, antes ela estava no meu, não sexualmente falando, somos irmãos sabe.

Anya:

– Um tanto pervertido isso… porém entendi sim! E como vocês foram parar em corpos separados?

Luna: — Juntos. Na verdade meu pai prometeu ao Deus Sol a vida de meu irmão, e depois fez um pacto com uma seguidora do deus da lua, aquele maldito, resultado, gêmeos, um corpo, duas almas nome mesmo.

Anya:

– Vocês tem uma família complicada em… pelo menos a minha só me largou por aí….. E o que mais podem me falar a respeito desse Deus? E por que Serena não se lembra de nada?  Olhando para ela agora um tanto preocupada, pois estava silenciosa demais.

Pengikut: — Sim bem complicada.

Luna: — Não sabemos por que ela não sei lembra. Por que nos procurava. Nada disso. 

Serena: — Quem mais morreu?

Pengikut: — Espero que todos morram não vamos te atacar aqui, por que tem alguém que não tem nada a ver com isso e sua falta de memória já é um castigo e tanto…

Luna: — E por que gostamos de MJ. Foi o único que nos ajudou de fato recuperando o corpo de meu irmão de Luminaire.

Pengikut: — Mesmo que parte de nossos objetivos seja fazer os deuses pagarem pelo que fizeram, não pretendíamos matar civis no processo ou substituir deuses, farinha do mesmo saco por outros.

Anya:

– E como um ser é selecionado para ser um deus? Eu não entendo dessas coisas!

Pengikut: — Parecem que nascem para isso. Queremos matá-los não saber sua origem.

Luna: — Só que ao invés de simplesmente morrer eles são substituídos. Estamos tentando entender o que acontece antes de interferir, foi o pacto que fizemos com a família

Anya:

– Vocês que o sabem… porém, realmente eu não permitiria que tocassem nela. Mas seria interessante saber como os deuses são substituídos, e …. bem… Existe algo a mais que vocês achem importante eu saber para estar perto dela… como os poderes que podem aparecer do nada…. gostaria de saber como são, o que são, e como controlar caso ela perca o controle. Seria possível? Pelo que sei…. vocês sabem mais sobre ela do que eu!

Luna: — Se ela perder o controle, procure os itens do tempo perdido é a única coisa que mata um deus. Se ela ainda é um deus.

Pengikut: — Deuses tem poder de criação pelo que parece, exceto o deus da morte. Fora isso não sabemos o que podem fazer, o que conhecemos agiam como humanos sem conhecimento das memórias e tal.

Anya:

– Mas não é minha intenção matá-la, apenas segurá-la!
Porém…. que itens são esses que podem matar um deus? Como eles são?

Pengikut: — Um cajado, um cubo, um molho de chaves, todos estranhos e comuns, sabia onde estavam antes, mas alguém os mudou de lugar depois que o Deus Sol os recolheu e usou para destruir Arancione.

Anya:

– Então… eu teria que ter um rastreador?  Olhando para Serena.  Talvez ela?

Pengikut: — Como disse antes não faço ideia, se já cumpri minha tarefa de matar sua curiosidade, acho que é hora de partirmos, Luna.

Luna: — E aí, algo mais que queira saber?

Anya:

– Como sabiam que eu estava a procura de vocês?  Falando um tanto amistosa, antes de eles partirem.

Luna: — Quando faz perguntas, recebe cartas, rastreando tudo mesmo.

Anya:

– Compreendo… pelo visto meus métodos de abordagem andam realmente fracos!  Falando com um sorriso frouxo. Preciso melhorar minha habilidade! Porém. Agradeço muito a ajuda dos dois! Se precisarem de algo, que possa estar ao meu alcance, farei! Se levantando.  Vamos Serena?

Serena: — Meus irmãos morrendo. Levanta só escutando vamos, ainda em prantos.

Luna: — Ok.

Pengikut: — Boa sorte com essa daí.

Anya:

– Essa aí tem um nome! E é Serena…. respeite-a, pelo menos em minha presença por favor! Agradeço por tudo!  Pegando Serena pela mão e a levando para fora, tentando acalmá-la.  Fique tranquila…. eu não sei o que é perder uma família. Mas sei que você vai achar eles, e vão conseguir viver em outro lugar!

Serena: — Com a conversa não lembrei de poderes, mas dos irmãos que te falei de todos eles e de MJ.

Anya:
– MJ!! E como ele é?  Perguntando a Serena, enquanto entregava a ela um pedaço de pano para que pudesse limpar o rosto.

Ele tem olhos negros, cabelos longos negros, veste todo de preto… sei lá como ele é? Não entendi.

Anya:

– Digo em personalidade… ele é muito mau?

Serena: — Ele só falou que precisava vir e tal e perdi a memória. De resto ele te curou, deu informações para o grupo lá, e até essas pessoas que odeiam meus irmãos gostam dele. Acho que ele é bom.

Anya:

– Entendo! Quem sabe um dia então, eu não consiga agradecer a ele.  Sorrindo e fazendo carinho nos cabelos de Serena.  Então… vamos encontrar aquele grupo?

Serena: — Quer ir para junto deles?  Mudando a cara de tristeza, para de surpresa.

Anya:

– Por que não? Você parecia estar feliz com eles, não é?

Serena: — Feliz não era a palavra certa, achava que com eles encontraria os irmãos, que não restauram meus poderes, contaram histórias antigas e de grande tristeza e me deram notícias que não queria ouvir.

Anya:

– Sinto muito por isso! Mas acredito que independente do que acontecer, aquele grupo pode ajudar você, talvez mais do que eu! Vamos…. Ficar vagando por aí… não vai ajudar em muito…. o que acha? Porém se preferir, podemos tentar encontrar seu irmão, o que me curou… e depois através dele, os outros.

Serena: — Ele só vamos encontrar se desejar. Ouviu o que ele é… um deus…o Deus da Morte…o original.

Anya:

– Sim… Então somente se ele quiser vir a nós? Bem, então acho que é melhor, nós irmos ajudar aquele grupo… porque vi da ultima vez… eles são muito desorganizados, e vão acabar se matando… E se Aztaroth tem uma queda por Dubhe… como dever por ele ter me salvado, devo ajudar ela, mesmo que sem muita vontade!

Serena: — Ok. Vou tentar usar minhas habilidades. Quem eu procuro?

Anya:

– Bom… provavelmente eles estão juntos… então… a própria Dubhe.

Serena: — Dubhe….

Novamente chuva negra. Dessa vez parecem demorar mais e surgem dentro de uma sala com muitos livros na parte superior – dá para ver lá embaixo Sasaki e Mugen e socando a porta a frente o monge.

Anya:

Indo até ele. – Posso ajudar?

Pontos conectados dessa extensa teia.

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