Um novo pergaminho na história de Inpergoh – Luz no fim do túnel

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Os portais do tempo levam cada vez mais próximos do início, descobrindo a origem de um grande herói, o General Rhyfel e a influência do próprio Zarpho na criação do reino de Fem e sua grande prosperidade mineral, além de um vislumbre rápido da passagem do cientista Sirius Lurzel, criador do TecV por tais períodos do tempo.

pergaminho RPG

Flashes rápidos na cidade em chamas e o grupo está na divisão entre um campo aberto e uma floresta. Gravado nas árvores.

Reino de Benedetto – Ano 008 do 1º Ciclo

Estavam há 8 anos do início de Inpergoh quando um raio de luz começa a se formar.

De uma coluna de luz sai uma criatura um homem de manto branco, ao tirar o capuz ele parece ter órbitas brancas nos olhos, cabelos prateados e lisos, sobrancelhas ralas prateadas, sem qualquer outro sinal de pelo no rosto.

Ele fala para alguém que não conseguem ver.

– Sou Agaren já nos encontramos não exatamente cara a cara por duas vezes desde o início da sua jornada, não tenho porque mentir, não é do meu feitio. Então serei honesto, a primeira delas na destruição do vilarejo que treinava e a outra quando chegaram a Fahrzeug e encontraram suas cópias de luz. Sim, sou eu um dos Filhos da Luz, dos Sábios de Antikythera e um Ilusionista. Isso tudo é transformando minha essência deixando o que parece ilusão em realidade, por um tempo, para não distorcer demais o espaço.

– Tenho uma longa história para contar, mas antes deixarei livre para fazer perguntas, espero poder respondê-la. Ao final de tudo, se quiser me atacar por vingança, ou apenas por ser um inimigo natural, esteja à vontade não vou reagir.

– Vou começar de algo que ficou conhecido como a Batalha das Seis Tribos na cidade de Antikythera. Naquele tempo durante o chamado 2º Ciclo, nós os Sábios de Antikythera tínhamos imunidade ao efeito da Reversão Zero dos Deuses, assim como os dragões e os sumo sacerdotes das divindades maiores. Porque disso não sei se existe resposta plausível ou se foi uma escolha dos Cinco Supremos, os deuses criadores de tudo, que escolheram que os humanoides, suas criações precisavam provar sua força abrindo os Portões das Memórias Perdidas.

–      Para isso era necessário à essência de 12 objetos, chamados chaves de portão, e cabia a nós, os Sábios de Antikythera escondê-los e alterar suas formas, e aos deuses escolherem as almas que passariam a cumprir essa missão seja como jogadores, inimigos ou guias.  Para isso mantínhamos um conhecimento muito maior que todos, e construímos uma sociedade avançada no que hoje é Belenus, que conseguiu juntar a magia e a tecnologia para o bem das pessoas.

CHAVE DE PORTÃO

– Mas com o tempo, um dos inimigos nasceu entre os 7 Filhos da cidade de Antikythera, ele sabia daquela tecnologia e replicou coisas dali para usar contra os jogadores, resultado, acabou o equilíbrio do local, a 7º Tribo se lacrou em Paikkhan e desapareceram com a chave que abria o local para as pessoas, as outras seis tribos entraram em conflito.

– Filhos do Fogo x Água. Ar x Terra e nós, Filhos da luz contra vocês Filhos das Trevas. A cidade foi destruída no processo, os Sábios e os Filhos restantes se espalharam pelo mundo, o pergaminho com informações sobre o futuro, foi lacrado numa pirâmide guardada por lobisomens, só que antes uma linha surgiu anunciando a Batalha em Meio a Trevas.

– Armas até então sem uso, foram removidas da cidade e usadas em conflitos ao longo do tempo, entre elas as Esferas de Contenção de Energia.

– Tais esferas eram feitas para suprir as chamadas Formas Encarnadas, quando o elemento por si vencia os Filhos, os contaminando e apagando suas memórias e controle, os Filhos das Trevas são os mais suscetíveis a isso, por sua visita ao Plano das Trevas.

– As esferas podem conter isso, e algo mais…

A cena virará é possível ver que ele conta a história para Lycan.

Nesse momento já que escutaram parte da história, Lycan finalmente conta que havia sido tomado pelas trevas ao deixar se dominar pelo Plano das Trevas e o poder que aprendeu com Raizo de criar itens da substância colida naquele lugar, até que viu no futuro que o seu até então aliado usava seu corpo para ficar mais forte e enfrentar o grupo o descartando com um qualquer.

Agaren que havia surgido como um inimigo colocando réplicas de luz para enfrentar Lycan, Zephaniah e Kamali bem no início de sua missão como jogadores, quando desconheciam o grupo revelou que a esfera que ele tinha prendido o Ajuball poderia ser usada junto com a Flecha Caçadora para destruir a Esfera de Energia que prendia uma das 12 Bestas impedindo Arancione de ser destruída durante o pronunciamento de Manyard Smith, o levando a morte, só que uma das almas em sua manopla tomou seu corpo e o trouxe de volta, já apagando a escuridão acumulada e o tornando um Sábio de Antikhytera.

FLECHA COM DUAS PONTAS

A verdade é finalmente revelada aos aliados.

Antes

Na cidade dos sábios eles veem tecnologia e magia sendo usadas, esferas de contenção como as que prendiam criaturas que Lycan e Zephaniah conheciam, flechas de ossos com duas pontas, espelhos com criaturas dentro, esfera de vidros com iluminação colorida, portas metálicas que abrem automaticamente com a passagem das pessoas.

Cinco homens de mantos brancos com capuz sem mostrar o rosto estão numa mesa de reunião esperando alguém e é Zero que entra.

Zero: – Por que me chamaram aqui sabem que estou ocupado com a impaciência da mulher samurai e sua busca.

Agaren: – Sabe para que serve essa busca, senhor Zero?

Zero: – Recuperar as memórias do mundo. O que me importa se elfos e anões que tem mais de anos e não se lembram do passado.

Agaren: – Parece que não importante agora, mas daqui a seiscentos anos estará fazendo essa mesma pergunta.

Zero: – Seiscentos anos? Como sabe disso.

Agaren se levanta e mostra um gigantesco rolo de pergaminho, ao seu toque o porta mapa some e ele começa a correr pela mesa, parece escrito em todas as línguas conhecidas e desconhecidas.

Agaren: – Esse pergaminho revela o que irá acontecer no futuro, se nada mudar. Lógico, pessoas com conhecimento do futuro podem alterá-lo ao seu favor.

Zero: – Se sabem o futuro, onde falhamos porque não nos avisar, assim não precisamos cumprir a missão por mais seiscentos, setecentos ou mil anos.

Agaren: – Nós os sábios de Antikythera não podemos interferir em nada, nem você, esquecerá o que leu no pergaminho ao sair daqui até o momento que sua versão do futuro vir até aqui após pegar a chave de Paikkhan nos Cinco Desertos de Ghassan.

Zero: – Hã.

Agaren: – Chamamos aqui só para que saiba que sua missão é importante, dê tudo por ela a partir de hoje, será a única coisa que irá lembrar.

Algum tempo depois, Zero volta ali e lhe entregam o pergaminho ele o coloca na Pirâmide dos Espíritos da Lua e a fecha derramando o seu sangue no punhal de prata deixando uma ferida que não cicatriza.

Agaren: – Agora ele está lacrado, espero que o futuro que vimos antes de trancá-lo aí seja alterado.

Na Floresta de Fayas próximo a Glauben

Agaren sai da floresta e encontra uma mulher morrendo com o abdômen cortado por garras e com os olhos sem vida.

Agaren: – Olá posso curá-la.

Colocando as mãos sob o seu abdômen.

Mulher: – Nem me conhece por que me salvou, nem questionou como me feri.

Agaren: – Não preciso questionar. Sei que é. E que graças ao nosso encontro terá uma filha chamada Selyne, que será uma inimiga natural minha, uma Filha das Trevas.

Mulher: – Se sabe disso por que me curar.

Agaren: – Por que sua filha terá duas meninas importantes. Uma poderá restaurar a ordem do mundo e a outra se será igual a mim, uma Filha da Luz, só que mais do que especial, nascida nas trevas. Ela salvará a muitos. E sempre será lembrada. Independente de partir cedo.

Mulher: – Isso é tão confuso.

Agaren: – Eu sei. A sabedoria é uma benção e uma maldição. Às vezes quero só falar o que sei, e não posso.

Mulher: – Mas me contou.

Agaren: – Por que sei que vai guardar isso. Em troca da cura e de saber sobre o futuro.

Mulher: – Como pode ter certeza?

Agaren: – Eu tenho certeza de tudo.

De que pessoas nos observarão no futuro e alguns ficarão felizes com o que eu fiz e outros irão chorar por muito tempo.

Lycan conta que também já viu essa cena procurou as netas da mulher que Agaren salvou, mas elas pareciam ser de outra dimensão, uma outra Inpergoh onde os Portões da Memória perdida foram abertos no 6º Ciclo com ajuda de uma guia conhecida como Adelaide, com ajuda de Maisa, a neta menciona pelo Sábio de Antikhytera, uma delas pelo menos.

A floresta começa a desaparecer, sentem a água do oceano batendo em seus pés e quando se recolhe para o mar aparece na areia da praia.

Reino de Arama – Ano 006 do 1º Ciclo

Ullana e S. Sparrow estão à beira da praia

S. Sparrow: – A hora chegou.

Ullana: – Está preocupado?

S. Sparrow: – Gostaria de poder criar só o que bom.

Ullana: – Tem de criar tudo relacionado ao mar. Tubarões comem peixes. E assim por diante.

S. Sparrow: – E as vidas que vão ser perdidas pela minha criação.

Ullana: – Zarandhes irá guiá-las aos planos corretos e quando forem chamadas de volta aqui estarão para nova jornada.

S. Sparrow: – E o lobisomem Zero, você ajudou na sua criação. Não é cruel o que acontece com ele, sofrendo e sofrendo sem sentido, até que … volte para começar tudo de novo.

Ullana: – Ainda somos novos nisso. Não é por que seremos chamados deuses pelos nossos devotos que sabemos de tudo. Sim precisamos questionar, e tem até um grande questionador entre nós. Tutte.

S. Sparrow: – E do que adianta questionar, se o livre arbítrio não é de todo verdade.

 Ullana: – Parece que não.

S. Sparrow: – Não é. Faço o que é ordenado, não o que quero.

Ullana: – Eles sofreram, viveram muito mais do que nós até agora e pela contagem normal do tempo essa distância sempre será igual. Sabem o que é melhor. Por que é melhor. Tem explicação que nós ainda teremos.

S. Sparrow: – Então que seja feito a vontade dos Cinco.

Do mar começa a surgir criaturas de variados tamanhos, nadando rápido para todas as direções possíveis, incluindo o fundo do mar. Bem no fundo a criatura que devorava navios surge, krakens, elementais, a Concha Oceânica se abre, a Hidra de Gelo chega ao Groauss Leste. O mundo parece vazio ainda. Sem navios, com poucas pessoas andando por terrenos sem vida.

BESTA MARINHA

A origem das bestas enfrentadas pelo General Rhyfel e seu exército do deserto e o questionamento de um deus sobre a criação, só os Portões das Memórias poderiam conectar tais coisas e por isso essa passagem que estava muito próxima do final, 6 anos para ser mais exato, era importante aos jogadores.

Continua além dos Portões.

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