Um novo pergaminho na história de Inpergoh – Dobrando o tempo

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

A batalha se encerra, a magia é drenada, a tecnologia se torna obsoleta. O mundo de Inpergoh está em caos. E os portões se revelam. O que há além deles? Hora de respostas.

pergaminho RPG

A torre é conhecida se trata de Symia, o reino vertical com seus 10 elevadores em construções, sem a cúpula dourada… Makkyn-nas trabalham no lugar que também não conta com a estação da Malha Ferroviária e não parece haver qualquer presença humana no mesmo além de vocês. Com certeza não é um sonho, ou visão, aquilo era real. O solo, o ar, o céu azulado, o sol quente, o som das ferramentas.

Lycan monta em Zephaniah e tenta contato com os Makkyn-nas que parece ignorá-los. Ahstan rastreia o lugar e acha um duto que alcança todos os andares com placas metálicas, ao ficar algum tempo ali, ele o puxa junto com as placas parando no 5º andar e despejando todo o conteúdo num grande pátio em construção.

Os demais tentam usar os elevadores ainda em obra e acabam tendo de ir pelo duto, se separando por um bom tempo até que finalmente todos se encontram no 6º andar.

6º Andar

O andar é composto por um salão gigantesco do tamanho de uma vila com placas metálicas no chão, nas paredes, colunas de sustentação por sua extensão, com mapas colados nas colunas, na verdade desenhos. É um apenas um prédio em construção com muitas portas, mas ainda inacabado.

Há também construções parecidas com casas e prédios, forrada por placas metálicas. Nada de destaque no lugar. Makkyn-nas trabalhavam ali. E era possível ouvir vozes, duas delas.

Dois homens assistem a tudo, um parece usar uma armadura prateada completa com olhos amarelados junto com um halfling de cabelos vermelhos encaracolados, óculos de lentes negras, com uma roupa com detalhes metálicos, uma sacola atravessada pelo pescoço e ferramentas num cinto, e com um homúnculo com forma de uma mulher no seu ombro.

Noldian 

H: — Aí está, a última das cidades do nosso projeto em pé, em tempo recorde. O que achou?

N: — Uma cópia barata de Majien.

H: — Fala como o povo daqui, que vieram da cisma. Gostou da forma do meu homúnculo?

N: — E a garota que deu nome ao reino não é?

H: — Minha filha mais querida. Por mais que ela não seja halfling.

N: — E para que fazer essa cidade tão perto do final do ciclo, onde nem guias ou jogadores foram escolhidos.

H: — Minhas apostas com Beid é que os heróis desse ciclo não irão vencer, já vi as almas que já foram escolhidas elas não têm força para isso. E só um guia. Talvez por escolha de Maego.

N: — Odeio Maego.

H: — O que meu querido irmão gosta além das Makkyn-nas?

N: — Da sabedoria dos homens para criar coisas uteis.

H: — Então somos dois.

N: — Falando nisso quem deu a ideia de criar esses tais hospitais que o bizarro Qlub fez aqui?

H: — Os dele são bizarros por que quem administra é Imansiz. Aqui os hospitais serão templos sem culto divino.

N: — E o que ganhamos com isso?

H: — Teremos com quem nos opor irmão Noldian.

N: — E por que gostaria de oposição Aled?

Aled: — Porque a oposição é a única maneira de uma vitória ser verdadeira. Aqueles que ganham sem batalhar são indignos, é sobre esse preceito que nossos criadores nos fizeram e a missão a dos Portões da Memória Perdida.

O grupo se dá conta que dois deuses conversavam ali abertamente e se aproximam, ambos estranham e pergunta de onde vieram. Zephaniah diz claramente que de um portão e Ahstan complementa diz que são do futuro, do 8º ciclo, e que realmente o grupo desse ciclo falhou, mas que os dele coletaram todas as chaves e começaram a atravessar os portões em busca das memórias.

Pergunta o que buscam aqui, onde estão as memórias e porque da criação do jogo. Os deuses falam que não há jogo propriamente dito, isso nunca foi chamado assim. Isso é uma missão, mas que não podem falar mais que isso.

Quando uma porta de luz se forma atrás deles, antes que desapareceram e o grupo continua seguindo achando que as portas são uma trilha para algo mais.

Além do portão, outra placa.

Reino de Majien: O Fim do Mundo ou um Novo Mundo

O grupo retorna no dia da invasão de Fabregas e Jacques a cidade.

Fabregas está paralisado no meio do salão de acesso a Casa Metálica e um clérigo de Noldian invoca bastões metálicos para impedir que qualquer pessoa com metal e contra a sua vontade se deslocasse ali, Jacques arremessa um barril e dá um tiro, a pólvora gruda na área imantada, mas o tiro acaba criando uma distração para que consiga resgatar Fabregas.

MURALHA DE MAGNETISMO

Dois guardas chegam e encontram o clérigo.

Guarda 1: – O que aconteceu aqui senhor?

Guarda 2: – Falaram em roubo e explosão?

Clérigo de Noldian: – Felizmente não houve roubo, só confusão e precisamos fortalecer a defesa, acho que sei o que desejam, é algo que fragmentado não tem tanto valor, mas montado é extremamente perigoso.

Guarda 1: – E o que seria?

Guarda 2: – Podemos saber ou é informação confidencial.

Clérigo de Noldian: É até melhor que saibam. Vamos para uma sala onde teremos menos olhos nos observando.

Eles chegam a uma sala e o clérigo a tranca.

Clérigo de Noldian: – Um cientista de uma de nossas famílias criou algo com uma esfera de energia, aquelas que deveriam ser usadas só para efeito de guerra. Pelo que entendemos é um objeto que permite viajar no tempo e com o mesmo ele juntou tecnologia de vários países e eras para deter um futuro que vislumbrou. Algo que deu o codinome de TecV.

Guarda 1: – E isso é uma arma?

Guarda 2: – Por que está fragmentada?

Clérigo de Noldian: – Mais que uma arma ela dá controle absoluto de qualquer objeto tecnológico e depois pode transformar a pessoa num híbrido humano/máquina com as vantagens de cada parte e foi fragmentado por que isso é só uma parte do que Lurhzel descobriu, ele mesmo fez muito mais que imaginava, o TecV é uma bomba que cria um efeito de eliminar todas as possibilidades do tal futuro…

Guarda 1: – O que havia nesse futuro?

Guarda 2: – Eliminar todas as possibilidades desse futuro. Sinto medo só de ouvir isso.

Clérigo de Noldian: – Um futuro dominado por Makkyn-nas, sem vida, triste, onde fomos muito além do que se imaginávamos e o preço foi muito alto.

Guarda 2: – Então porque devemos temer a “outra” função do TecV?

Clérigo de Noldian: – Porque para não existir esse futuro, nós, o povo de Majien não podemos existir, será um preço alto para quem o fizer… a devastação completa de um reino dentre outras tantas vidas que até lá estarão utilizando tecnologias nossas ou similares.

Aquela cena se segue de outra.

ANO 090 DO 6º CICLO

Muitos anos antes.

Clérigo de Noldian: – Senhor não queria perturbá-lo, mas…

Noldian: – Não perturba. O que houve?

Clérigo de Noldian: – A máquina de Lurzel foi recuperada.

Noldian: – E o que fez com ela?

Clérigo de Noldian: – Viajei ao futuro.

Noldian: – O que viu?

Clérigo de Noldian: – Vi que o futuro ainda é indefinido.

Noldian: – Como assim?

Clérigo de Noldian: – Num dos futuros nossa cidade não existe mais. Toda a tecnologia foi destruída por um objeto conhecido como TecV. Em outro o senhor assume o panteão num mundo devastado e controlado por Makkyn-nas e cientistas. Num terceiro…

Noldian: – Num terceiro?

Clérigo de Noldian: – Um invasor apresenta provas contra a cidade sob os prisioneiros e suas penas, vamos a Carancasto e a Casa Di Ventini, lacra a cidade e tira o governo das famílias. Somos expulsos do lar. Por contrariarmos as Leis dos 20 Reinos.

Noldian: – Não há um quarto futuro?

Clérigo de Noldian: – Acredito que existam infinitos futuros dependendo de decisões e conhecimentos do passado. O senhor não gostaria de governar o Panteão?

Noldian: – Para se sincero. Não.

Clérigo de Noldian: – Então devemos procurar um futuro que nos seja favorável.

Noldian: – E como faremos isso?

Clérigo de Noldian: – Vou tentar usar as Makkyn-nas ou o conteúdo da Sala 813. Posso?

Noldian: – Esteja à vontade.

O grupo parece ver a última cena através de um espelho e ao atravessar uma película invisível se deparam com Noldian numa espécie de cadeira alta.

Noldian: – Invasores!

Ahstan: – Se lembra de nós?

Noldian: – Porque deveria me lembrar.

Jacques: – Conversamos agora a pouco.

Noldian: – Com certeza conheceria suas fisionomias.

Lycan: – Ele não se lembra porque por mais que tenhamos ido além do portão voltamos mais no tempo, esse encontro acontece antes do anterior na visão do deus.

Noldian: – São viajantes do tempo? Usaram a máquina de Lurhzel?

MÁQUINA DO TEMPO

Jacques: – Não. Atravessamos os portões das memórias perdidas. Os jogos… esqueci que não os chama de jogos.

Noldian: – Isso que chama de jogos são as provações dos Supremos sobre o mundo mortal não é? São os novos participantes.

Zephaniah: – Na verdade não tão novos assim.

Seth: – Viemos de 200 anos a frente. Do 8º ciclo.

Noldian: – Mais 200 anos de falhas e novos resets. Pois bem o ideal é esperar o meu clérigo voltar.

Seth: – O que ele foi buscar?

Noldian: – Armas para uma guerra pesada, o que temos para encarrar o TecV e os futuros.

Lycan: – O senhor pode nos dizer quais são as regras dessas provações ou jogos?

Noldian: – Não tenho autorização.

Jacques: – Como é um Deus e não tem autorização?

Noldian: – Também tenho superiores, logo que meu clérigo voltar quero desfazer o nó que fizeram nessa história toda e vou a Ilha perguntar o que posso contar a vocês…

Antes de terminar sua frase a sala começa a se quebrar e tudo some restando só uma buraco com luz na parede, outra porta a atravessar para um destino desconhecido.

Porque certas perguntas eram tão temidas assim? E outras ainda nem foram feitas? Era hora de mencionar o verdadeiro inimigo ou herói disso tudo: Marco De Lucca.

Continua além dos Portões.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s