Mulher rodada e vice-versa 2…

POR FELIPE VALADÃO

mulher-rodada

Essa matéria é, digamos, um complemento em relação à matéria anterior (https://vocevaientender.wordpress.com/2013/06/08/mulher-rodada-e-vice-versa/). Resolvi fazer esse complemento devido aos comentários que ocorreram na matéria citada.

Vou então novamente “dissertar” sobre o tema tentando colocar em “xeque-mate” esse tema polêmico sobre o direito da mulher ser rodada.

Assim como o homem tem o direito de ficar com quem ele quiser, e ter o tipo de comportamento que ele bem entender, isso também se estende a mulher. A questão de comportamento não se limita ao gênero. Eu vejo todos como seres humanos.

Dessa maneira todos tem a liberdade de se comportar como quiser, desde que não ultrapasse a linha tênue que separa o “legal do ilegal”. Onde quero chegar com isso? Simples, você tem sua liberdade e seu ponto de vista. E o próximo também.

O termo mulher rodada talvez seja um tanto quanto “pesado”, mas os sinônimos como “vadia”, “galinha” e “periguete” também. Assim como existem sinônimos parecidos para o gênero masculino. Mas há uma diferença, um homem ser chamado de “galinha” acaba sendo motivo de orgulho, pois dentro de uma sociedade machista, ser o “pegador” é um motivo de orgulho pra grande parte das pessoas.

Esse machismo é correto? Nem pensar! Mas então veio o grande erro, colocar no mesmo patamar deturpado do machismo, o feminismo. Nesse anseio por liberdade, é até compreensível devido às várias décadas de submissão da mulher, houve uma escolha por um caminho tão execrável quanto o machismo. Muitas acabam por entender essa liberdade, como sinônimo para “libertinagem”.

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E o que é libertinagem? Libertinagem é o uso da liberdade sem o bom senso, parece liberdade, mas é ao contrário por auto se contrariar. Ou seja, como na descrição, essa falta de bom senso coloca muitas vezes no mesmo patamar esse confronto direto machismo x feminismo.

As mulheres ganharam muito nos últimos tempos. Estudam mais, se preparam mais, enfrentam o mercado de trabalho com o mesmo nível dos homens (talvez até melhor). Essa igualdade de direitos, que deveria ser óbvia, precisou ser descrita na Constituição Federal, “…Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;…”
Então qual o motivo de usar essa igualdade de direitos de maneira tão inábil?

marcha-das-vadias-color

Mas voltando ao eixo principal da conversa, temos que ser sinceros. Não devemos confundir mulheres com personalidade com mulheres rodadas. Muitos homens se sentem intimidados por mulheres assim, e acabam muitas das vezes “fugindo” delas ou as colocando em um sentido pejorativo.

Conhecer, experimentar e aprender nada mais é que viver. Há pessoas que dão sorte e acabam por encontrar sua cara-metade logo. E tem outras pessoas que acabam por ter decepções. O fato de conhecer pessoas não faz de ninguém um(a) “galinha”. Mas ultrapassar esse limite sim. Transar com meio mundo ou utilizar o sexo como algo banal jamais será correto.

Eu sinceramente não casaria com uma mulher assim, assim como também não casaria com uma mulher “fantoche” que se deixa ser manipulada ao bel prazer do parceiro.

piriguete-vs-mulher-de-verdade

Prefiro uma mulher com “sangue”, com personalidade, mas que acima de tudo se de ao respeito. Eu nunca fui de “bagunça”, então porque deveria ter alguém assim? Se dê ao respeito, tenha personalidade, experimente, viva. Mas a maioria das coisas precisa ter moderação…

Uma consideração sobre “Mulher rodada e vice-versa 2…”

  1. Seria melhor você revisar sua dissertação!

    Você se contradisse inúmeras vezes neste artigo. Fala de liberdade mas prende as pessoas em um padrão de comportamento. O primeiro ponto que você fez, corretíssimo é: todos tem o direito à gozar de sua liberdade, contanto que se estenda aos limites legais, e não os ultrapasse, tornando-se ilegal. Perfeito, desta forma a limitação da liberdade, para você, é a legalidade do ato. Mas depois você cita que a liberdade tem que ser explorada mas com “bom senso”, ou seja, sob uma restrição ainda mais rígida que a lei, a moralidade.

    Depois você comete o infeliz erro definindo algo complexo como o machismo pela valorização do homem ao chamarem-no de “galinha” e ainda define o feminismo por esse mesmo caráter. O machismo se trata resumidamente à alocação da mulher à um padrão, qualquer que seja, de comportamento, de ideal, psicológico, emocional ou sentimental, que seja submisso ao homem. Desta forma, o machismo está, neste caso citado, na valorização do homem ao ser chamado de galinha, enquanto a posição da mulher galinha está submissa à do homem, socialmente. O homem pode ser galinha, a mulher não. Este machismo está incorreto, ou seja, esta submissão da mulher está incorreta, evidentemente. Mas o problema reside na afirmação sobre colocar o feminismo no mesmo “patamar do machismo”.

    O falso feminismo se banha nestas mesmas águas, tentando submeter o homem à elas, como já vi e ouvi inúmeros casos. Mas o verdadeiro feminismo não comete este erro, pois ele busca a IGUALDADE. O machismo não possui a mesma natureza que o feminismo, enquanto o machismo é estático, cultural, o feminismo é novo, mutável, um manifesto em busca da culturalização dos direitos da mulher e seus objetivos são pró igualdade de direitos e liberdades.

    Você afirma que o feminismo atinge o mesmo “patamar do machismo”, desta forma, pejorativo, ao buscar a mesma liberdade cultural, mas este é um julgamento que subordina a mulher ainda a uma posição inferiorizada. Como ela buscará os mesmos direitos que os homens, sendo que eles já possuem este direito mas elas não podem alcançá-los porque este é um caminho execrável!? Você diz que o feminismo não deve seguir o mesmo caminho execrável que o machismo, mas ainda sim se seu filho for ativo, sexualmente, você comentará em uma mesa de amigos “Esse é meu garoto!”. O que você sugere então!? Para que homens e mulheres tenham o mesmo direito reduzir os direitos dos homens!?

    Liberdade não é sinônimo para libertinagem!? Se você continuar buscando suas fontes no Dicionário inFormal você continuará pensando desta forma errada. O Dicionário inFormal é uma péssima fonte para palavras que tem atribuições morais no seu significado pois ele é uma fonte aberta, desta forma todos podem adicionar conceitos ou editá-los assim havendo a tendência de pessoas atribuírem opiniões morais individuais ao significado das palavras. Libertinagem é o cúmulo da liberdade, o uso desenfreado da liberdade em prol de uma submissão à conduta imoderada dos prazeres sexuais.

    Mas aí é que está. Rodada, vadia, biscate, puta, piriguete, qualquer que seja o adjetivo que você queira usar, não são suficientes para adjetivar pessoas libertinas. Os limiares da libertinagem vão muito além da busca do prazer com vários homens, mesmo que seja indiscriminado. Os sinônimos mais adequados para libertinagem são depravação e promiscuidade. Em pleno século XXI você escreve um artigo contra a Revolução Sexual que no exterior aconteceu a 55 anos atrás.

    A psicologia, pelo menos nos países sérios, tem estudado a sexualidade sem discriminações, sem pré-julgamentos e sem pudores, estudando os limites do cérebro humano à eles. Você diz que buscar a liberdade sexual social da mulher é seguir caminhos tortuosos por um julgamento pessoal seu. Pra VOCÊ, a liberdade sexual é tortuosa e pra VOCÊ ela é está em um patamar inferior. A busca da mulher e do homem ao auto conhecimento está também nas órbitas das condutas sexuais. Conhecer aquilo que te da prazer não se resume à conhecer os pontos corporais que lhe dão boas sensações, mas estende-se aos estímulos mentais e psicológicos que ultrapassam as fronteiras que o prazer limitado do corpo pode te levar, em outras palavras, as idéias que lhes causam êxtase.

    Estes são os chamados fetiches, e prender mulheres e homens, aos entraves morais significa impedir eles de explorar os desejos e prazeres mais vorazes e selvagens que sua imaginação e sua mente desejam. Significa tornar o homem ignorante aos prazeres que ele pode experimentar, a até onde tais prazeres podem se manifestar. Ai se desenvolve o fetiche. Em uma sociedade cheia de entraves, aqueles que se abrem dão a si mesmos a liberdade de explorar desejos que outros incompreendem ou até mesmo acreditam ser impossíveis de sentir. Explorar a sexualidade do ser humano em um mundo com padrões de condutas pré estabelecidos se trata exatamente disto, superar as fronteiras morais, algumas delas pequenas, outras delas grandes demais, significa perverter-se.

    Não tem espaço para julgamentos individuais e pessoais nesta discussão, como você o fez, se você o fizer então você não está pronto para ela. O que você julga como tortuoso e execrável a psicologia aponta até mesmo como saudável, dado as devidas cautelas é claro. O que você aponta como pejorativo outros pensam como libertador, prazeroso. Vemos muitos explorando suas mentes e suas imaginações e satisfazendo-se até onde suas mentes mermitem.

    Hoje entramos em “sex shop” e vemos roupas para o desempenho de papéis, ferramentas que nos permitem explorar novos prazeres, livros, filmes e etc e em certas regiões ainda encontramos casas de “swing”, onde casais querem manifestar seus fetiches sem julgamentos alheios e querem conhecer a si mesmos e aos seus parceiros. Mais raros, mas ainda, existem casas de “BDSM” onde pessoas com fetiches menos usuais como o ‘bondage”. Mas pense bem, eu lhe pergunto, saudável seria reprimir estes prazeres!? Encontramos ai uma congruência com o assunto sobre homossexualidade onde gerações mais velhas reprimem seus prazeres por pressões sociais, se casam, tem filhos, e hoje tais gerações tem sofrido com o fim de casamentos, problemas psicológicos e etc.

    Voltando ao assunto principal, temos o “bondage” e temos a interpretação de papeis, então pergunto: como distinguir a libertinagem do fetiche aceitável!? A resposta está exatamente na pergunta, não cabe a você aceitar ou não o que o outro gosta, precisa, quer ou deseja. Seu julgamento pessoal, individual não ilustra a discussão. São seu julgamentos de aceitável, seus julgamentos de caminhos tortuosos ou não.

    A tendência de categorizar a mulher, generalizar sua personalidade, seu caráter por apenas uma única preferência que ela tem na vida — vários homens, ou poucos, sempre ou nunca, com um ou com vários –, como as imagens que você postou neste artigo fazem, é o problema. Existem mesmo SÓ dois tipos de mulher!? Dar a liberdade à ela, à suas ações, suas decisões, a liberdade para que ela se explore como os homens fazem já à milênio, sem que isso a categorize. A categorização não é o problema, mas quando você estende esta categorização ao caráter dela é que é o problema. Todas as mulheres rodadas são mal caráter!? Todas elas trairão seus namorados, maridos, futuros namorados ou futuros maridos!? O que ela fez solteira, sem restrições, sem comprometimentos realmente dita suas atitudes quando elas encontram alguém que realmente elas se dispõe à se comprometer!?

    Todo meu esforço nos parágrafos acima e minha dissertação que se desprendeu do assunto principal, mais ainda sim propositalmente foi para concluir: o assunto é mais profundo do que você fez parecer neste artigo. A luta pela mulher devia ser a luta de TODOS OS SERES HUMANOS, que é exatamente desapegar estes adjetivos da moralidade que os submetem à um mal julgamento. Significa chamar uma mulher de rodada nada mais será do que dizer que ela sai com vários caras ao invés de pejorar sobre a imagem e o caráter da mulher. Chamar um homem de galinha não mais significará que ele tem valor. Porque é assim que o homem terá total conhecimento de si mesmo, é assim que o homem será capaz de trilhar o caminho importantíssimo para a autocompreensão.

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