RPG online – Linhas Cruzadas

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Comentei aqui na penúltima matéria do processo para a escolha dos jogadores dessa segunda história e vou falar de algo que foi a maior dificuldade da primeira metade dessa aventura, juntar os players.

linhas cruzadas

Existem muitas saídas fáceis para tal feito, colocá-los já como um grupo formado, e ignorar todo o background anterior ou quem sabe usar isso na construção da trama dos personagens na história.

Levá-los todos a um cenário em comum e forçar os encontros novelescos, onde personagens que nunca se aproximariam precisam trabalhar lado a lado, ou são obrigados a conversar num cenário restrito.

Outro cenário que já usei algumas vezes é começar com uma breve cena que continua com eles normalmente presos no mesmo lugar, sem saber como foram parar aí e obrigados a trabalhar juntos.

presos

Nessa aventura que ficou sendo conhecido como Capítulo 2 – e vou à referência aqui a partir de agora – usei como base os históricos, quais personagens tinham histórias semelhantes, alguns até criaram um evento que era contado pela voz de dois personagens diferentes que tinham um passado juntos.

E com a ideia da história em mente, mesmo que certos jogadores não soubessem disso, peguei dois personagens um paladino e um padre para inserir através de seus prólogos, o que seria a história principal.

Os primeiros que trabalhei juntos foram Anya (personagem da jogadora – Juliana Coimbra) e Joseph (do jogador de mesmo nick) que eram ladinos e trabalhavam para contratantes distintos em busca de um misterioso pacote enterrado num cemitério.

cemiterio

Daqui surgiram alguns problemas, horários distintos que os dois jogadores entravam e saiam da sala das primeiras sessões, onde tive que interpretar Anya para que o turno de Joseph não fosse interrompido e inclusive criar um apelido para ela, que antes se apresentou como Kitty e não queria dar tanto na pinta ao outro jogador que era um nome falso, criei então o nome Soraya, que foi usado só durante o tempo que a controlei, voltando a ser Kitty e um pouco antes de Joseph abandonar o jogo – o jogador sumiu depois de 5 sessões sem se explicar – passou a se apresentar com o seu nome real.

O paladino que no início interagia só com seu anjo da guarda saiu em missão ao ver duas pessoas que precisava procurar um padre (personagem do jogador Deives) e o monge (personagem do jogador Matarazo). Abraão, o paladino, personagem do jogador Shamam seguiu nessa missão e na segunda semana, os três personagens já estavam juntos sobre pretextos comuns e únicos.

O monge buscava a noiva desaparecido de um médico que o ajudou no passado, o padre seu passado esquecido – que tinha pistas de que foi pecaminoso e o paladino uma missão divina que tinha caído no seu colo, com um objeto divino de grande poder que lhe foi entregue e não era o único.

paladino

Na contramão disso Aztaroth (jogador Henrique) e Dubhe (jogadora Revay) que fizeram o histórico em conjunto seguiam com outras histórias em separado.

Junto aos dois Arthlong/Kratos, os dois personagens do jogador Lougan.

Duas personalidades

Na próxima matéria do Capítulo 2 continua contando a jornada para juntá-los e dou mais detalhes dos personagens em si.

Até a próxima.

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