RPG – Hora dos testes – parte 03

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Primeiro dia de testes – ainda dia só mesmo – continua.

Hora dos testes 03

O próximo teste ainda cobrindo perícias de “situações” necessárias que os PCs às vezes não possuem é de escalada, esse é um teste de risco máximo na maioria dos RPGs e recursos de médio ou longo prazo acabam o anulando como vôo e teleporte.

Quase todos os sistemas pedem testes de escalada por x metros de deslocamento, o que tornam uma escalada de fato tediosa, imagina escalar uma montanha de 100 metros, com o deslocamento padrão de D&D de 9m, e com metade dele por sucesso, quanto tempo de jogo demoraria isso. A 4ª edição do sistema criou algo que compensasse isso chamado skill chagelling, ter regras que dão XP para esses testes foi algo válido da edição, mas a mecânica em si não é funcional.

Escalada

Resolvi cobrir escaladas nesse teste até para evitar transformar toda sessão na sequência de escaladas em algo mais simples, um pessoa sem a perícia teria uma penalidade de -3 (a penalidade média) e não era necessário equipamento especial para a escalada e dois sucessos consecutivos à pessoa chegava ao topo. Como disse considerando isso uma maneira rápida de testar algo, em regras reais demoraria muito mais.

Sobre os riscos normais, a pessoa sem proteção pode cair no meio da escalada, e por mais que alguns RPGs incluindo SIF não tenham regras de morte automática por queda livre, o dano seria alto considerando o tamanho da montanha e se não acontecesse à morte em si, o estrago seria grande.

O terceiro teste de perícia cobria a travessia de um rio com correnteza média, que concede o penalisador base no teste de -1. A pessoa que não nadasse não se movia, com dois erros seguidos era arrastada, por mais que a correnteza fosse fraca, sem fazer nada na água ela te leva. E dependendo do tempo debaixo d´água o fator afogamento entrava em ação.

Regras de afogamento e asfixias já existiam em SIF. Os testes aqui foram para cobrir situações corriqueiras com personagens sem perícia, vendo o que era possível fazer. Nadar dos três aqui era o mais comum de se acontecer e não ser evitado com magia ou “jeitinho”.

No quarto teste, eu fui colocar obstáculos no que seria um teste de corrida, vendo resistência da pessoa, seu deslocamento correndo com ou sem perícia – o que é diferenciado e o gasto de saúde – uma estatística do sistema que juntos com PVs pode matar um personagem.

Corrida com obstáculos

Seria como uma segunda barra de energia que vai descendo conforme faz esforço, luta, não dorme, fica sem comer ou até usa uma habilidade de classe. Com 1 de saúde que normalmente varia de 10 a 15 no nível 0 – o nível base – a pessoa entra em coma e só se recupera com cuidados clericais ou médicos – por que o universo de Inpergoh onde jogo tem medicina também. E zero na estatística é igual à morte, independente do seu valor de vida e aí sim retorno só com ressurreição.

O problema do teste não foi à saúde perdida, nem o teste de corrida, foi algo chamado aleatoriedade, é por isso que evito encontros aleatórios, as armadilhas aleatórias que incluíam venenos, causaram mais dano aos personagens de nível baixo, o eliminando da corrida como se fossem pássaros caçados na floresta. O “sobrevivente” nas duas vezes, teste às cegas ou com personagens de perícias venceram.

Teste valeu, mas resolvi tomar mais cuidado com o aleatório nos testes dali para frente, é bom ter controle de certas questões, como disse na matéria anterior no teste de Caça as pessoas podiam simplesmente matar a caça e não usar de perícias, era algo que fugia do teste, mas uma opção, aqui os jogadores não tiveram essa opção.

Encerrando esses testes de perícias teve um simples teste de Cavalgar, que mesmo as cegas não se diferenciou tanto dos testes com personagens com as perícias e o teste de Forja que era para ver quem faria mais rápido uma arma – nesse caso não havia teste as cegas, porque precisa ser treinado para usar a perícia, era um comparativo entre uma habilidade de anão que podia forjar mais PVs de armas por dia que alguém comum, uma vantagem que se mostrou de médio porte, dependendo da perícia do concorrente e de sorte. Sempre ela.

Forja

Que os testes prossigam.

Até lá.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s