TOP 3 – Aberturas de Jogos de RPG que deveriam ter uma continuação

POR ROBERT R.R. TOP

Achou complexo? Confuso? Você Vai Entender! A seguir, mostrarei o MEU top 3 de aberturas de jogos de RPG (que por coincidência, a maioria são jogos de PS1). São os jogos que eu joguei (em minha tenra infância e adolescência), gostei bastante e que além de possuirem cenas de aberturas fantásticas (ao meu ver), têm também motivos de sobra para uma continuação ou um remake…decente (e não ports, por favor).Vamos lá. Então prontos?

3 – The Legend of Dragoon

Legend_of_dragoon_banner

Desenvolvido pela Sony e originalmente lançado em 1999 em 4 CDs, The Legend of Dragoon causou um grande alvoroço na época por possuir um bom enredo e principalmente, um sistema de batalha inovador. Tanto prova o sucesso que rivalizou com Final Fantasy (isso na época era muito, pessoal). Na época, tinha até uma chamada na contra-capa do jogo e era exaustivamente citado na mídia por além de ser um dos projetos mais ambiciosos da Sony, ter sido produzido por 3 anos e com uma equipe de mais de 100 funcionários.

A história gira em torno de Dart Feld, um jovem guerreiro que quando criança, teve seus pais mortos por uma criatura a quem ele chama de Black Monster, que também destruiu sua vila natal. Foi criado na vila de Seles e ao completar 18 anos saiu para caçar o monstro e vingar seus pais. Cinco anos depois, toma conhecimento da guerra entre os reinos de Basil e Sandora e preocupado, retorna à Seles, encontrando a cidade em ruínas e grande parte da população massacrada. Os sobreviventes contam que os soldados levaram Shana (que nomezinho sem-vergonha), sua amiga de infância, e Dart decide rumar para Helena Prision para resgatá-la e lá conhece Sir Lavitz, um cavaleiro de Basil que veio resgatar dois de seus soldados. Os dois unem forças e conseguem salvar Shana e os soldados. A partir daí, os três iniciam uma jornada, onde irão descobrir os poderes dos Dragoon Spirits e que por trás desta guerra entre Basil e Sandora está algo bem maior e que pode significar a destruição do mundo.

Após o lançamento, boatos sobre uma continuação fervilhavam (até por ter conteúdo para isso) e com o PlayStation 2 sendo lançado no ano seguinte, muitos diziam que era só uma questão de tempo. Mas o tempo foi passando, os boatos foram diminuindo, os fãs perderam as esperanças e outros jogos foram surgindo e chamando a atenção também. Até hoje, há um murmurinho aqui e outro ali, normalmente alimentado por fãs. Foi lançado na PSN recentemente, mais precisamente em maio do ano passado.

Mas vamos ao que interessa (também): a abertura. Música cantada por Elsa Raven, ela se chama “If You Still Believe”. Confiram abaixo!

E a música na versão completa, com cenas do jogo.

2 – Chrono Trigger / Chrono Cross

chrono-trigger-wallpaper

Chrono Trigger e Chrono Cross fazem parte da série Chrono, que envolve, além destes dois jogos, mais um outro chamado Radical Dreamers,  um anime promocional, Dimensional Adventure Numa Monjar e dois relançamentos, isso sem contar a trilha sonora (uma das melhores que eu já ouvi, tanto de Trigger quanto de Cross) e um perfil de personagens.

Chrono Trigger eu acho que não merecia comentários. Não porque não merece e sim, pelo contrário, afinal é considerado o melhor RPG lançado para o Super Nintendo e ponto. Foi lançado pela, na época, Squaresoft em 1995 para Super Nintendo, depois numa versão aprimorada para o primeiro PlayStation em 1999, sendo relançado nesta versão para a PSN em 2011 e em outra versão para Nintendo DS em 2008,  e desenvolvido pelo considerado “Dream Team” na época: Hironobu Sakaguchi (produtor da série Final Fantasy), Yuji Horii (diretor da série de jogos Dragon Quest), Akira Toriyama (criador de Dragon Ball), o produtor Kazuhiko Aoki e Nobuo Uematsu (músico da série Final Fantasy). Só isso…

A história gira em torno de Crono, um jovem silencioso (protagonista mudo) que luta com uma kataná, e suas amigas, Marle (a princesa Nadia) que vive no castela de Guardia (a cidade onde moram) e Lucca, que é uma gênia em mecânica. Tudo começa quando Crono e Marle vão até a feira milenar de Guardia para assistir uma demonstração do teletransportador de Lucca. Marle se candidata como voluntária e o seu colar interfere na máquina, criando um portal do tempo e a suga para dentro dele. Crono e Lucca conseguem gerar o portal novamente e vão ao resgate de Marle. Depois disso, as viagens no tempo tomam conta no jogo, envolvendo encontros com os profetas, alienígenas, reinos esquecidos e destruição da linha do tempo. Os personagens que compõem o grupo são pertencentes a diversas eras, desde a era pré-histórica até o mais remoto e desolado futuro.

E agora a abertura. Essa é a da versão do PlayStation. A música, “Crono’s Theme” é orquestrada e épica! Sem mais.

Créditos da imagem: http://www.zerochan.net/890522
Créditos da imagem: http://www.zerochan.net/890522

Chrono Cross foi lançado pela Squaresoft em 1999 para o PlayStation e relançado na PSN em 2011. Apesar de ser uma “continuação” de Chrono Trigger, não tem muita ligação com o primeiro (fora alguns detalhes), possui protagonistas diferentes e não envolve viagens no tempo e sim, viagens dimensionais. Apesar de eu achá-lo levemente inferior a Chrono Trigger, não deixa também de ser um bom jogo. A história é focada no adolescente chamado Serge e na temática de mundos paralelos. De cara com uma realidade alternativa na qual morreu ainda criança, Serge parte em busca da verdade em torno da divergência entre os dois mundos. A ladra Kid e outros quarenta e três personagens o ajudam na sua jornada através do arquipélago tropical de El Nido. Na luta por revelar seu passado e encontrar a misteriosa Frozen Flame, Serge é várias vezes confrontado por Lynx, um antagonista sombrio trabalhando para capturá-lo por motivos desconhecidos.

Mas é inegável dizer que a abertura, chamada “Scars of Time” é empolgante e muito bem feita.

Enfim, depois do relançamento de Chrono Trigger para Nintendo DS, a Square Enix nem toca mais no assunto de uma possível continuação ou um REMAKE (verdadeiro e não ports). Por volta de 2001 e 2002, a Square registrou o nome Chrono Break, pois a equipe que desenvolveu Chrono Cross estava interessada em desenvolver uma sequência, mas ficou por isso mesmo e o nome foi liberado em 2003. Boatos dizem que a Square não tem mais pretensão nenhuma de mexer na franquia, deixando-a viva somente para os fãs. Como a Square anda pisando muito na bola com os fãs ultimamente, não fico muito surpreso e sim, triste pois é uma franquia com um bom potencial e merecia um novo jogo. Faria sucesso pois tem tanta porcaria atualmente.

1 – Wild Arms

wild arms

Wild Arms é uma série de jogos de RPG desevolvida pela Media Vision e sendo uma franquia da Sony. Cada jogo conta uma história diferente com personagens, músicas e tudo o mais, diferentes mas contém algumas particularidades em comum ou similares, como o mundo, Filgaia, raças, tecnologia, etc. Devido a algumas variações e diferenças de estilo contidos em cada jogo, os títulos podem ser considerados com temática “Weird Western”, algo como Western sobrenatural ou fantástico, por conter atributos dos gêneros de fantasia tradicional, ficção científica e steampunk, além, claro, do gênero Western.

O primeiro jogo da série foi lançado em 1997 para o primeiro PlayStation e foi um dos poucos que conseguiu bater de frente com o considerado todo-poderoso “Final Fantasy VII”, lançado pela Squaresoft na mesma época. Só por causa desse fato, já garante créditos infinitos ao jogo. Mas de fato, ele é bom e não foi considerado rival de FF VII à toa e não se deixe enganar pela sinopse aparentemente comum. Depois, recebeu um remake no fim de 2005, com conteúdo extra e mais personagens controláveis. E depois foi relançado na PSN em 2007.

O jogo narra as aventuras de um bando de aventureiros chamado “Caçadores dos Sonhos” que vagam pelo mundo em busca de emoção e felicidade. Somos apresentados a Rudy, um jovem que possui a capacidade de operar armas poderosas chamada de Ancient Relic Machines (ARM), Jack, um Caçador de Sonhos e mestre em Fast Draw, uma habilidade que faz dele um excelente espadachim, e que anda sempre com seu companheiro, um rato muito esperto chamado Hanpan, que o auxilia nas aventuras e a jovem princesa Cecilia, uma estudande de magia que possui um item raro chamado Tear Drop, roubado por demônios e precisa resgatá-lo antes que ele seja usado para reviver um antigo líder do mal fecham o trio principal de protagonistas do jogo. Os três (junto de Hanpan) vagam pelas terras de Filgaia, explorando os vastos calabouços abandonados, utilizando de suas respectivas habilidades para salvar o mundo e impedir que o mal triunfe.

A abertura é simplesmente perfeita, e talvez ela seja o motivo de eu te-lo colocado em primeiro. “Into The Wilderness” é perfeita com seus assovios. Só isso. Abaixo, as duas versões, tanto do jogo original quanto do remake.

Versão Original:

Versão do remake:

Ok, os jogos seguintes também tem o seu charme e aberturas muito boas com destaque para esta. Ela é a segunda abertura do segundo jogo da série, lançado também para o primeiro PlayStation e a segunda que mais gostei.
Caçando o nome dela na net, ela é chamada de “Extended Version”.

Resumindo, Wild Arms 2, lançado em 2000 para o primeiro PlayStation, conta a história de um grupo antiterrorista internacional chamado ARMS formado para combater a organização terrorista chamada Odessa que quer conquistar o mundo (todo mundo quer, né?). Eles recrutam vários heróis para ajudar, incluindo Ashley Winchester, um pistoleiro; Lilka Eleniak, uma feiticeira adolescente, e Brad Evans, um ex-herói de guerra. Mas outros personagens, Tim Rhymeless, Kanon e Marivel Armitage se juntam ao grupo posteriormente.

Wild Arms 3, lançado para PlayStation 2 em 2002, contando de maneira resumida, se passa em um mundo deserto quase totalmente desprovido de grandes corpos de água onde bandos de aventureiros e bandidos percorrem as terras em busca de fortuna, seja através de roubos ou caça a tesouros. Quatro desconhecidos unidos pelas circunstâncias, Virginia Maxwell, Jet Enduro, Clive Winslett, e Gallows Carradine, são os principais personagens que devem enfrentar um grupo de místicos que tentam reviver o mundo, e um demônio que o teria destruído. Possui 5 aberturas. A música de abertura, “Advanced Wing”, se mantém nas cinco, só que algumas cenas se modificam conforme a progressão no jogo. Na primeira versão, ela é vocaless (sem vocal), mas nas outras 4, quem canta é Samantha Newark.

Versão vocaless:

Versão cantada:

E pra deixar na curiosidade, não vou citar o 4 e o 5, mesmo porque não tive oportunidade de avançar muito no 5, que é um jogo lançado em homenagem aos 10 anos da série. Os dois jogos foram lançados para PlayStation 2, sendo Wild Arms 4 lançado em 2006 e Wild Arms 5 em 2007. Apesar de achar as aberturas mais fraquinhas. A do 4 achei a voz da mulher um pouco irritante aos ouvidos e a do 5, não seguiu o padrão das aberturas animadas em anime.

Boatos dizem que a Sony anunciou Wild Arms 6 em 2009, mas aonde ele está se nem trailer saiu e nem ela toca mais no assunto? Acho que Wild Arms se destaca um pouco das outras séries de RPG eletrônico devido a sua temática. Difere do habitual capa e espada ou até do futurista. Há magia, há tecnologia futurista mas há armas de fogo, máquinas a vapor, deserto (na maioria deles, como nos filmes de Western americano), e isso aliado a elfos, vampiros e guardiões. E a combinação, acreditem, dá certo. Espero que a Sony não desista da franquia Wild Arms assim como parece ter feito com Legend of Dragoon.

E eu sei que muitos vão discordar, pois existem séries tão ou mais famosas do que essas que citei. Exemplo: Breath of Fire, Suikoden, Shining Force…Mas como disse, são jogos que eu joguei e senti falta delas por não ter jogos mais recentes.

Para os que não conheciam nenhuma das séries que citei no TOP, espero que tenham apreciado os vídeos e para os que já conheciam, espero que possa ter revivido o saudosismo da era em que esses jogos foram lançados.

Se tiverem um TOP3 também, deixe aqui nos comentários. Mas lembre-se, TOP3 das aberturas (que acham boas) de jogos que deveriam ter uma continuação ou um remake decente. Até a próxima!

Uma consideração sobre “TOP 3 – Aberturas de Jogos de RPG que deveriam ter uma continuação”

  1. TOP 3 – Aberturas de Jogos de RPG que deveriam ter uma continuação | vocêvaientender Descubra quais são os caminhos que você pode seguir para viver de games! Conheça incríveis histórias de Youtubers, Cyber-Atletas, Empreendedores, Gamers de sucesso, pessoas que vivem de games no Brasil! Acesse https://goo.gl/JuS6SU e Saiba Mais!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s