O “Relâmpago” pode salvar?

POR ROBERT R.R. FARRON

February 22nd, 2010 @ 20:47:39

Vamos iniciar a matéria com a seguinte pergunta: “As críticas ruins contra (a agora trilogia) Final Fantasy XIII são justas? Ou não?”. O que vêm a seguir, só pra constar, são opiniões pessoais sobre o assunto e o que cerca o mesmo. Preciso dizer que tem spoilers?

Se você mora neste planeta chamado Terra, já deve ter ouvido falar de Final Fantasy. Mesmo que não seja pelos jogos, mas pelos filmes, pelas músicas, pelo comentário de um amigo, colega, conhecido, familiar, desconhecido, pela matéria em blogs, sites, revistas, jornais, lojas, mercado informal (ou mercado do submundo, mercado negro entre outras variantes) ou sei lá mais o que. São inúmeras formas de alguém já ter ouvido essas duas palavras, mesmo não gostando, mesmo odiando do seu mais profundo, obscuro e depressivo ser. Mas se você ficou de coma nos últimos 25 para 26 anos ou algo similar, vou fazer um breve resumo (desnecessário para quem conhece) do que é Final Fantasy.

Final Fantasy XIII - Personagens

Final Fantasy é uma franquia de jogos, filmes, animes, livros, novels, etc criada por Hironobu Sakaguchi, desenvolvida e mantida pela Square Enix (antiga Squaresoft). Em 1987, a então Squaresoft passava por uma grande dificuldade financeira e como uma espécie de um suspiro ou sopro pré-morte, lançaram o que seria o seu último jogo. Daí o nome “Final Fantasy” ou “Fantasia Final”. Entretanto, o jogo fez um sucesso inesperado, salvou a empresa da falência e foi criada a série, sendo que os episódios numerados não são continuações um dos outros mas sim jogos com histórias, personagens, cenários e tudo mais, completamente novos. Mas há exceções de alguns episódios possuir continuações, seja em jogos ou em outro tipo de mídia. Final Fantasy XIII é uma destas exceções.

Final Fantasy XIII - Party All 3

Sabendo disso, chegamos aos jogos de numeração 13. Estes foram e estão envoltos em polêmicas, tanto pela crítica quanto pelos fãs, quanto pelos novos jogadores. Muitos dizem que a série foi descaracterizada, dizem que não tem mais a mesma pegada de antes, que a história é fraca, os personagens não são carismáticos, vilões meia-bocas, que só possuem gráficos, a jogabilidade é ruim, entre outras coisas. Mas há quem ache que não é isso tudo. E aí que eu entro na parada, dar a minha visão, a minha opinião sobre a trilogia de Final Fantasy XIII. A intenção não é convencer ninguém que o meu ponto de vista esteja certo. Apenas quero compartilhar opiniões. Quem sabe alguém não as usa como uma segunda, terceira ou milionésima opinião? Sei que vão me tacar pedras, mas continue a ler, assim como o nome do site, VOCÊ VAI ENTENDER. Tentarei ser breve…tentarei.

Final Fantasy XIII - Party All 1

FINAL FANTASY XIII

O jogo de numeração 13 foi revelado na E3 de 2006 e faz parte da compilação “Fabula Crystallis”. O primeiro jogo foi lançado no final de 2009 no Japão e março de 2010 na América do Norte e Europa.

Os gráficos impressionaram na época e em minha opinião (sempre humilde, claro), atualmente ainda são satisfatórios. As CGs (cenas desenvolvidas em computação gráfica) estão melhores do que nunca. Muito bem feitas (como de praxe da Square), são capazes de fazer brotar suor dos olhos…A CG do início do capítulo 12 então, é ÉPICA! Colocarei o vídeo no final da matéria.

Final Fantasy XIII - Party All 2

O sistema de batalha foi alterado priorizando o dinamismo das mesmas. Para definir os turnos, cada personagem possui uma barra chamada ATB, vindo de episódios anteriores, só que funciona de maneira diferente. A barra, quando cheia por completo com os personagens devidamente evoluídos e com as armas evoluídas, pode conter até seis espaços. Cada habilidade, ataque ou magia pode “custar” um, dois, três e até os seis espaços da barra. Só se pode controlar o personagem principal e os outros dois do grupo são controlados por inteligência artificial através das roles. Cada role mantém uma quantidade limitada e específica de habilidades e priorizando determinados tipos de comportamentos. “Commando” prioriza os ataques físicos e magias de dano não-elemental, “Ravager” prioriza as magias elementais, “Medic” prioriza as magias de recuperação de vida e de status, “Synergist” prioriza as magias de status positivos, “Sentinel” prioriza habilidades defensivas e “Saboteur” prioriza as magias de status negativos. E que podem ser trocados durante a batalha com o “Paradigm Shift”. Cada combinação de roles dos personagens do seu grupo formam um Paradigm Shift. Dependendo da situação que a batalha estiver, você pode troca-los. Você começa a batalha atacando o inimigo, seja com ataques físicos, mágicos, status negativos para desferir mais danos… Só que o grupo recebe um dano absurdo do inimigo, aí você vê a necessidade de curar o grupo. Você executa um Paradigm Shift para curar, defender e usar status positivos para aumentar as defesas do grupo. E depois, pode voltar a atacar o inimigo alterando o Paradigm Shift para um mais ofensivo. Cada inimigo possui uma segunda barra chamada “Chain Gauge”. Ela aumenta à medida que o inimigo recebe algum ataque e quando chega a seu limite, ela “estoura”, causando um “Stagger” (ou atordoamento) e os ataques ficam mais efetivos causando mais danos e os status negativos têm mais chances de afligirem o alvo. Eu gostei do sistema de combate com ressalvas. Não gostei de não poder controlar os outros personagens do grupo, mas é uma coisa que se acostuma (ou não). E os inimigos não deixam dinheiro quando são derrotados e sim, itens, que podem ser vendidos ou que podem ser usados para evoluir equipamentos. Eu detestei isso pois é muito ruim juntar dinheiro no jogo.

March 6th, 2010 @ 20:38:50

Outro ponto de polêmica, as invocações. Cada personagem possui a sua invocação e somente uma. Gostei da ideia de parecerem máquinas, assim como os fal’Cie, e possuem duas formas. A forma normal e uma outra chamada “Gestalt Mode” (Driving Mode no Japão). Por exemplo, Odin em sua forma normal aparece como um cavaleiro de chifres e na forma Gestalt, se transforma no seu cavalo, Sleipnir, de outros episódios, para Lightning montá-lo. Shiva, no caso de Final Fantasy é composta por duas irmãs gêmeas, Nix e Styria, que se juntam na forma Gestalt, formando uma moto para Snow. Brynhildr, uma valquíria de fogo (invocação nova na série), se transforma num carro de corrida (sim, um carro) para Sazh. Alexander, uma espécie de rei blindado se transforma numa fortaleza gigante protegendo Hope e atacando os invasores. Hecatoncheir, um ser de incontáveis braços se transforma num mecha parecido com um Magi-Tek utilizado por Terra em Final Fantasy VI sendo invocado por Vanille e temos Bahamut, o rei dos dragões de outros episódios que em sua forma Gestalt, se transforma numa espécie de dragão mecânico voador invocado por Fang. Apesar de muitos não terem gostado disso, achando um pouco “Transformers”, eu particularmente gostei bastante. Achei bem inovador e interessante. Ah, e outra coisa. Antes de poder invocá-las, você deve enfrentá-las em batalhas que exigem paciência e uma boa estratégia, pois algumas são realmente difíceis (em algumas eu penei).

A exploração ainda é do modo convencional, acessando portões e save points, sendo que os mesmos servem como lojas. A câmera pode ser movida livremente. A progressão das fases é em sua maioria, linear, um dos motivos de muita reclamação. Sinceramente, eu achei bom. Tive trauma da exploração extremamente aberta do episódio anterior, XII (Sim, o XII foi o que menos gostei dos que joguei, apesar de ter uma ótima história, não nego). Para mim, o fato da exploração e progressão das fases serem lineares não me incomodou NEM UM POUCO, mas respeito quem detestou. Ah, e pode-se ver os inimigos no cenário, mas isso não é tão novidade assim pois já se podia fazer o mesmo no episódio anterior (XII).

Final Fantasy XIII - Lighting 01

A dificuldade, em sua maioria, é aceitável, mas em certas partes ela sobe de nível repentinamente, exigindo estratégias bem feitas em lutas simples e personagens bem evoluídos, demandando algum tempo para serem alcançados. Pra quem não está acostumado, verá algumas telas de “Continues” por algum tempo.

A história, no meu ponto de vista, é boa e é dividida em capítulos. Treze, para ser mais exato. Não é aquela grandiosidade como vi em outros episódios da franquia e prefiro não comentar quais são para evitar ameaças de morte (não agora). No meio de fal’Cie, l’Cie, Cie’th, cristais, Cocoon, Gran Pulse, há uma história interessante mas como pode ser visto nos Analects contidos no menu do jogo, há muito mais coisa para ser explicada e explorada “nas entrelinhas”. Talvez uma das motivações das continuações. Aliás, acho que desde o começo, eles já pensavam em continuações, pois eu tenho a impressão que esse primeiro episódio serve como introdução da mitologia da trilogia. Sinceramente, a história demora um pouco pra engrenar, é um pouco lenta, os fatos se desenrolam mais devagar e quando começa de fato a engrenar, você começa a se empolgar e… o jogo acaba. Sim, acaba. O final do jogo é bom mas me deixou com aquela sensação de “faltar alguma coisa”.

final-fantasy-xiii

O sistema de evolução é parecido com o de Final Fantasy X, sem a presença de níveis e evoluindo os personagens através da compra de atributos e habilidades através de Crystals Points (CP) num tabuleiro chamado Crystarium. Só que ao contrário do episódio X, a compra de atributos e habilidades é limitada pelos capítulos e não dá uma sensação de evolução dos personagens. Eu comprei todos os atributos e habilidades de todos os personagens e não tenho a sensação que os personagens estão tão poderosos assim, como eles deveriam ser. Tem a evolução das armas, sendo que cada uma possui três níveis, só que para evoluí-las até o máximo do nível 3 delas, exige muito tempo, dinheiro, materiais e…paciência, muita paciência e muito dinheiro (de novo).

Os personagens têm lá seu carisma e sua história. Lightning, cujo nome verdadeiro é Claire Farron, é a protagonista do jogo e pra mim, uma das melhores personagens da série Final Fantasy. Mesmo alguns dizendo que ela é a fusão de dois outros protagonistas da série (Cloud Strife de Final Fantasy VII e Squall Lionhart de Final Fantasy VIII), ela tem carisma para tal. Sazh Katzroy com seu mini chocobo escondido em seu afro tentando achar uma maneira de encontrar seu filho, entrando na história meio que sem querer. Snow Villiers, como o líder do time NORA, um grupo de resistência contra a opressão imposta por Sanctum, o governo de Cocoon e PSICOM, uma espécie de polícia. Hope Estheim, inicialmente um menino mimado e chorão, perde sua mãe na rebelião contra Sanctum, é um dos personagens que mais evolui em termos de personalidade e atitude. Oerba Dia Vanille e Oerba Yun Fang são do extinto vilarejo de Oerba em Pulse e apesar de terem personalidades bem distintas, guardam grandes mistérios da história. Eu particularmente gosto da Lightning e da Fang. Os personagens masculinos nesse jogo não me foram tão atrativos, apesar de achar engraçado Sazh e seu chocobo escondido no afro, Snow e seu jeitão de herói e a evolução de Hope durante o jogo. As mulheres se destacam mais, com certeza. Os vilões também não são tão marcantes mas também possuem suas motivações. Temos Jihl Nabaat, tenente-coronel da PSICOM, Yaag Rosch, um dos braços de Jihl Nabaat e antigo superior de Lightning. Cid Raines, um brigadeiro da Força Áerea de Sanctum e Galenth Dysley (ou Barthandelus), são os que têm mais destaque. Cid tem até um visual legal, bem estiloso e Barthandelus é o responsável por uma das lutas mais difíceis do jogo. E tem um outro que aparece só no final, Orphan. Temos os personagens secundários como a irmã de Lightning e noiva de Snow, Serah Farron, Dajh Katzroy, filho de Sazh, Rygdea, um capitão que trabalha sob as ordens de Cid e os outros integrantes do time NORA, Gadot, Lebreau, Maqui e Yuj.

Final Fantasy XIII - Lighting & Snow (Landscape)

Agora, um ponto que foi bom e continua sendo, sem sombra de dúvidas, é a parte sonora. A música de batalha, “Blinded By Light”, é sensacional, uma das melhores de toda a série.

Mas, pela primeira vez, a música-tema da versão japonesa é diferente da versão americana. A versão japonesa é “Kimi ga Iru Kara” interpretada por Sayuri Sugawara e a versão americana é “My Hands” interpretado por Leona Lewis. Uma música em especial, existente também só na versão japonesa chamada “Eternal Love” também cantada por Sayuri Sugawara, é a que eu achei que deveria ser a música-tema do jogo e inclusive ter uma versão em inglês. Pena não ter pois é uma bela canção… Mas tudo bem, nem tudo é perfeito.

Final Fantasy XIII não é um jogo ruim de tudo. É bom sim e é válido jogá-lo. Como disse antes, alguns pontos que foram muito criticados, eu não me importei tanto, principalmente a linearidade. Mas a história, sim, de fato, demora para engrenar mas é boa. Quem é fã, joga mas quem não é, pode não ser um bom começo para se iniciar na série (mas jogue também hehehe).

Final Fantasy XIII - Lighting & Cocoon

A Square-Enix podia ter acabado por aqui. Ter se dedicado a outros jogos, outros episódios…mas ela quis continuar.

FINAL FANTASY XIII-2

A história de Final Fantasy XIII-2 começa dois anos depois do final de seu antecessor. Lightning não é mais a personagem principal (jogável), sendo substituída no papel por sua irmã, Serah e um personagem novo, Noel Kreiss. Por algum motivo, Lightning desapareceu e Serah parte numa jornada com Noel e Mog (sim, o bichinho de pelúcia capaz de se transformar na arma de Serah, ser arremessado, entre outras habilidades) através de viagens no tempo, um recurso no jogo chamado de “Historia Crux”, indo do passado ao futuro visitando lugares em diferentes eras para solucionar paradoxos. Mas o futuro não guarda boas surpresas… A história, ao meu ver, apesar de não ser ruim, como um todo é inferior em relação ao jogo anterior. Eu creio que não tem o mesmo “peso”, apesar de ter cenas boas.

Final Fantasy XIII-2 - Lighting & Serah

O sistema de batalha é uma evolução do anterior contendo até mais opções de personalização. O grupo ainda é composto por três integrantes, só que desta vez, o terceiro personagem é um “monstro” capturado nas batalhas abrindo mais opções de estratégias, sendo que cada um destes “monstros” possuem um ataque especial e eles também podem ser evoluídos através de itens. Não existem invocações neste jogo, ao contrário do anterior. E as roles e paradigm shifts ainda estão lá, só que com melhorias. Aliás, o sistema de combate foi vencedor na categoria “Melhor Sistema de Batalha” no RPG of the Year Awards 2012 feito pela Game Informer.

noel_serah

A dificuldade está mais dosada que o anterior. A exploração ganhou algumas mudanças como o pulo e a existência do Mog, podendo arremessa-lo para alcançar itens inalcançáveis e localizar itens escondidos. E a progressão do jogo não é mais tão linear, dando uma maior liberdade ao jogador para explorar áreas visitadas anteriormente, ao contrário do jogo anterior. Os save points não servem mais como lojas. Esse papel coube a uma nova personagem (exótica) chamada Chocolina. A duração do jogo está menor que o anterior. Se você demorou umas 60 horas para terminar o primeiro Final Fantasy XIII, como no meu caso, este dá para terminar fazendo uma coisinha ou outra extra em 45 horas (Sim, sou lento e gosto de aproveitar a jogatina). Tudo bem que depois do final do jogo, tanto nesse como o primeiro é possível continuar a fazer coisas no jogo, algumas somente possíveis de se fazer justamente depois de terminar o jogo. Há também um recurso chamado “Live Trigger” onde você pode escolher respostas para certas questões no jogo e dependendo do que responder, alguma coisa pode mudar. Não tem o impacto de alterar pedaços da história, como pode ser visto em outros jogos como “Mass Efect”, mas somente cenas.

Final Fantasy XIII-2 - Trailer 01 003

A evolução dos personagens continua sendo feito através do Crystarium, desta vez sem limitação por capítulo, mas agora os níveis voltaram, mas não da maneira normal. Eu vejo mais como níveis que cada personagem tem em cada role e não seriam os níveis convencionais de personagem.

Agora um ponto polêmico: Os gráficos continuam bons, continuam bonitos mas não causando o mesmo impacto do jogo anterior. E a quantidade de CGs foi drasticamente reduzida em prol de caber somente em uma mídia para o XBOX360 (o jogo anterior coube em três DVDs para o 360). Eu achei que isso prejudicou bastante o desempenho do jogo e principalmente para quem tem o videogame da SONY pois existem cenas no jogo que seriam melhor desenvolvidas e causariam mais impacto se fossem desenvolvidas em CG. Para quem entende do assunto, comparem o que pode ser feito em um DVD de dupla camada e um Blu-ray simples. O engraçado é que reclamaram que o jogo anterior tinha três DVDs e tinham que ficar trocando a mídia (sério que reclamaram disso) mas na época do primeiro PlayStation, existiam jogos com até quatro CDs e me lembro bem que na época, achavam isso o máximo, pois em sua maioria era sinal de jogo grande e bem-feito. E ninguém (não que eu saiba) se importava de levantar para trocar de CDs. Ok, tudo bem, a gente supera essa (#contrariado #chateado).

Final Fantasy XIII-2 - Elenco

Os personagens…Serah mostra pulso ao enfrentar uma jornada arriscando a própria vida para conseguir achar a irmã. E mesmo todos duvidando de seu sucesso, ela segue em frente. Noel também é um bom personagem. Tudo bem que sendo o último sobrevivente da raça humana, eu esperava que fizesse um estilo mais “largado” ou pelo menos, um pouco menos “clean”, “playboy”, se é que entendem. Sua relação com os “antagonistas” é bem interessante. Lightning só é controlada no começo do jogo e mostra um visual diferente do jogo anterior, trajando uma armadura estilo nórdico e desta vez, protegendo e servindo uma divindade chamada Etro, deusa do mundo invisível, também chamada de deusa da morte. Os outros personagens do jogo anterior estão presentes mas não podem se juntar a jornada de Serah e Noel pois tem suas próprias jornadas pessoais, sendo Hope, que está mais velho, o mais atuante na história do jogo mas não como personagem jogável. Yeul é uma menina que não é do grupo de protagonistas e acompanha o que eu posso chamar de “antagonista” (entre aspas mesmo). Ela possui uma habilidade chamada “Os Olhos de Etro”, na qual pode conceber visões do futuro, mas uma coisa acontece com ela após ter tais visões. E Caius, de longe, o melhor personagem de Final Fantasy XIII-2. Não pode ser considerado vilão pois suas motivações para agir do modo que age são totalmente plausíveis e de certo modo, dá contade de torcer pelo sucesso dele. A destruição do mundo (que muitos vilões clichês buscam) é só uma consequência de seu objetivo. Sua popularidade é tão alta que foi considerado pela própria Square, um dos antagonistas mais poderosos criados na série, comparado até com antigos e carismáticos vilões da série como Kefka e Sephiroth. Inclusive também foi votado como foi vencedor na categoria “Melhor Vilão” no RPG of the Year Awards 2012 feito pela Game Informer.

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E quanto a parte sonora, mais uma vez não decepciona. Temos mais de uma música de batalha. Temos “Dash” e “Last Hunter”.

E também “Knight of the Goddess” para a parte de Lightning. E a música-tema é “New World” interpretada pela cantora Charice.

Temos as polêmicas DLCs, que vão desde roupas e armas, passando por monstros e personagens para enfrentar no Coliseu e extensões da história principal que são em três. O que Sazh, Snow e Lightning estavam fazendo enquanto Serah, Noel e Mog estavam no meio de suas aventuras temporais? As DLCs fornecem estas respostas e depois de concluí-las, é possível tê-los no grupo como “monstros” ou terceiro integrante.

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Final Fantasy XIII-2 melhorou e aperfeiçoou muitos aspectos do jogo anterior. Mas pecou em alguns outros aspectos. É um jogo razoável e para quem jogou o anterior, deve jogar este obrigatoriamente. O sistema de batalha é ótimo, há uma quantidade razoável de extras a serem feitos inclusive reunir 160 fragmentos para liberar um “final secreto”, um antagonista (não consigo considera-lo um vilão) memorável, mas com personagens com pouco apelo, história como um todo, levemente inferior ao primeiro (minha opinião, pois existem pessoas que acham melhor, é questão de gosto) e o fato da redução das CGs.

Final Fantasy XIII-2 - Trailer 01 002

Pelo final do jogo seria impossível não haver uma continuação. Eu tinha um trocadilho infame e sujo para fazer a respeito do final em aberto do jogo mas muitos me chamariam de desbocado. Mas enfim, assim como esperado, mais que aguardado, a Square fez o anúncio…

LIGHTNING RETURNS: FINAL FANTASY XIII

O terceiro e último jogo da trilogia foi anunciado ano passado e teve seu trailer divulgado recentemente.

LR - Wall

Pouco foi revelado da história até o momento em que escrevo. O que se sabe é que Lightning será a única personagem jogável, com um visual novo e exercerá o papel de Libertadora, a serviço da divindade Bhunivelze. O jogo se passará 700 anos depois de FFXIII-2, e o mundo, agora chamado de Novus Partus, dividido em quatro continentes, sendo possível acessá-los, seja por linhas férreas ou a pé, está bem diferente por causa do final do jogo anterior e por causa disso, as pessoas não morrem mais por idade. E as pessoas não sabem mas o mundo está fadado a se extinguir em treze dias e Lightning desperta para salva-lo. A cidade mostrada no trailer chama-se Luxerion e a exploração dos cenários dispõem de novos recursos como Lightning saltando, escalando e descendo por barras. E como sendo a única personagem controlável, nas batalhas, é possível colocar habilidades em cada botão do controle. Lightning ainda vai poder trocar de roupa que segundo informações da própria Square, são por volta de 20 roupas, com habilidades diferentes. Para aumentar mais ainda o fator customização, irá ser possível mudar as cores das roupas, de acordo com o seu gosto. Legal, não?

LR - Map World

Ao contrário de alguns, tenho boas expectativas (eu sou suspeito pra falar) com relação a este jogo. Primeiro porque eu sou fã da série e também porque vai concluir a trilogia. Como disse antes, Lightning tem carisma e é uma das melhores personagens que a Square já criou e com um jogo sendo focado só nela, pode ser que seja, no mínimo, bom. Aguardo também o retorno de Fang, quem sabe. Será Lightning capaz de salvar a saga de número XIII de uma das melhores séries já criadas? O jeito é aguardar.

LR - Battle 01

Vamos ver se depois de dois jogos razoáveis, a Square nos entrega um terceiro jogo digno do nome Final Fantasy. Eu sinceramente espero que sim.

O trailer me deixou uma boa impressão (pelo menos, eu achei) apesar de ser uma versão sujeita a alterações. E espero que desta vez, ignorem os pedidos de diminuir o número de CGs para que caiba em um mísero DVD de dupla camada.

Vou colocar abaixo um texto publicado no site Dilly Dally, Shilly Shally (http://dilly-shilly.blogspot.com.br) em 18 de janeiro de 2011 e traduzido pela A Itinerante (http://aitinerante.blogspot.com.br). É uma transcrição do texto de um vídeo exibido na Conferência da Square-Enix no mesmo dia 18 de janeiro. Vamos a ele:

Era uma vez um deus que governava o mundo. Ele era chamado de Buniberzei*.
Buniberzei derrotou a sua mãe, a deusa Muin, e tomou o controle do mundo para si mesmo.
Muin desapareceu num mundo não visto – o mundo invisível.
Buniberzei era um deus com muitos problemas.
O mundo, isso era certo, estava destinado a morrer.
Ele acreditava que isto era uma maldição lançada sobre o mundo por sua mãe Muin. Buniberzei sabia que tinha que destruí-la.
Para fazer isso, ele devia procurar a porta. A porta para o mundo invisível, onde a mãe esperava.
Usando a sua vontade, ele criou o primeiro fal’Cie.
Primeiro, ele criou o fal’Cie Pulse.
O dever que ele colocou sobre ele era abrir o mundo, e procurar a porta para Muin.
Em seguida, ele criou a fal’Cie Etro.
Mas foi um erro. Inconscientemente, ele a criou exatamente à imagem de Muin.
Buniberzei a temia, e não deu a Etro poder próprio.
Em vez disso, ele criou a fal’Cie Lindzei.
O dever que ele colocou sobre ela era proteger Buniberzei de todos os que poderiam tentar destruí-lo.
Buniberzei deu a Lindzei um dever especial. Para acordá-lo quando chegasse a hora.
Depois transformou-se em cristal, e caiu em um sono eterno.
Pulse pretendia expandir o mundo, então ele criou muitos fal’Cies e l’Cies.
Lindzei pretendia proteger o mundo, então ela criou muitos fal’Cies e l’Cies.
Mas Etro era impotente, e não podia fazer nada por conta própria.
Solitária, ela pensou em sua mãe, que parecia muito com ela.
Etro rasgou o seu corpo, deixando seu sangue fluir pela terra e desapareceu do mundo visível.
A partir desse sangue, arrancado de seu corpo, a humanidade surgiu.
Criaturas que nasceram só para morrer.
A destruição do mundo visível não é nenhuma maldição, apenas fato.
O mundo estava dividido em duas metades, o visível e o invisível.
Se o equilíbrio entre esses dois fosse destruído, o próprio mundo seria destruído.
A deusa Muin não podia fazer nada para impedir esse destino.
Ela estava sendo engolida pelo caos do mundo invisível.
Pouco antes de seu último momento, Etro passou a seu lado.
Muin disse a Etro que ela devia proteger o equilíbrio do mundo, antes de cair dentro do caos para sempre.
Mas Etro era tola e não sabia o significado por trás das palavras de Muin.
Etro estava sozinha, mas sentia carinho por aqueles seres humanos que viviam apenas para morrer.
Como eles morriam, ela sorria, e deu-lhes o caos.
O caos que Etro lhes deu, os homens chamavam de “coração”.
Seus corações se tornariam o seu poder, mas os humanos ainda não sabiam disso.
Logo, eles chamavam Pulse de “governante onipotente”. À Lindzei deram o nome “de sua protetora”, e Etro … Etro eles a chamavam de “morte”.
Os seres humanos viviam no mundo, mantendo o caos dentro de si.
Porque eles mantinham caos tão perto, o mundo mais uma vez ficou em equilíbrio.
E Buniberzei ainda dorme. Num cristal.
Até o final do “para sempre”…

*Também chamado de Bhunivelze.

LR - Artwork

Final Fantasy XIII não é ruim assim como algumas pessoas jogam no vento. Se tiver oportunidade, dê uma chance ao jogo antes de sair metendo o pau. Como disse antes, como um todo, não é o MELHOR episódio da série mas também não entra na lista dos piores. Eu particularmente gosto de alguns elementos sim, não nego mas reconheço que algumas coisas poderiam ser melhores.

E numa boa, Square, depois de terminarem a saga XIII, que tragam Versus XIII! Ou pelo menos, mandem notícias pois ninguém aguenta esperar mais.

E para os tarados de plantão, fiquem com esta sublime imagem:

sigpic23558_1

E pra terminar mesmo, a CG épica do início do capítulo 12 de Final Fantasy XIII. Só pra constar: CONTÉM NÍVEIS EXTREMOS DE SPOILERS!!! OK?

EDIT 17/01/13: A Square revelou mais alguns detalhes acerca de Lighting Returns.

O primeiro é o anúncio de um novo personagem. Na verdade, nova personagem. Seu nome é Lumina, possui uma semelhança com a finada Serah, irmã de Lightning, mas tem um visual mais lolita gótica, é misteriosa e parece ser uma espécie de guia para Lightning, e parecendo saber onde a mesma vai, em certos momentos parece ajudar mas em outros, atrapalha, como se brincasse com a protagonista.

Lumina
Lumina

O segundo é a respeito do sistema de customização das roupas de Lightning, conhecido agora com Styles. As novas roupas e armaduras adquiridas no jogo são chamadas de Wear. Será possível equipar até três Wears para serem usadas e trocadas durante as batalhas em tempo real. Cada Wear possui a sua barra de ATB, habilidades e mecânica de jogo diferenciada de outra, além de trazer elementos dos Paradigms e Jobs combinados. E até o momento foram reveladas duas roupas, Dark Muse e Alone In The Dust.

Alone In The Dust
Alone In The Dust
Dark Muse
Dark Muse

O terceiro detalhe reside no sistema de quests e como elas afetarão o tempo de jogo. O jogador terá acesso a uma espécie de boletim de bordo com as missões disponíveis, algo similar ao sistema de caçadas de Final Fantasy XII. À medida que o jogador conclui as missões, o “tempo restante” para o fim do mundo será expandido, o que permitirá mais tempo de exploração.

LR FFXIII - Quest Slide

Esperemos por mais informações.

14 comentários em “O “Relâmpago” pode salvar?”

  1. Entao, vc diz que nao fãs detestariam o game, sou fã e odiei! Pelo fato de nao ter NADA pra fazer, a nao ser andar para frente e lutar, nao temos itens, armas nao importam, lugares para ir…? para frente!
    Achei a historia chata, mas depois fica MUITO boa! Odiei as personagens, todas elas! E odiei mais ainda os sumons, alias zordis!!!!
    FF sempre teve a pegada, da descoberta e esse titulo,……..sistema de batalha legal, rapido, porem…mas pra esse game foi necessario ser assim! dificuldade eu nao vi alguma, e se FF13-2 está mais facil….
    As unica criaturas dificeis sao os dinossauros, e tem um tipo q é facil demais so meter a porrada! E no sidequest, sei la se é um quest mesmo, pq tava tudo marcado no mapa, chatissimo, isso, nem preciso me esforcar, pq ja ta la mesmo ne!
    Paredes secretas que nao sao secretas, pq aproxima-se delas e as danadas brilham em vermelho, afff, e o chocobo que pula sozinho, tirando a graça da descoberta nos paredoes….
    Eu sou fa, e digo que nao gostei do FF13, e tive medo de voltar a andar em um corredor no FF13-2, por isso nao comprei e dificilmente comprarei!
    Pelo que ja li de FF 13-3, o diretor resolveu trazer antigos elementos ao game, como nao recuperar status apos sair de lutas, tocar no save nao recupera tb, logo isso faz o gamer se importar com as coisas dentro do game, ou nao? Passa a prestar atencao, do contrario morrerá! So falta agora para com essa coisa de continue automatico, pra que serve o save point mesmo???
    Vale a pena jogar esse game? Pra quem tem preguica de jogar pensando sim, pra quem quer passear, e muito por cenarios é válido sim!

    1. Obrigado pela visita, Ariel.
      Respeito a sua opinião. Como disse antes, essa foi só a minha visão dos jogos. Não disse bem que os não-fãs não iam gostar. Sei que teve muitos fãs que não gostaram. Mas assim como teve fãs que gostaram, teve gente que não era fã e gostou. É questão de gosto mesmo, não tem jeito. Concordo que o primeiro jogo é muito linear sim. A história no começo é muito parada (talvez pelo desenvolvimento dela ser bem lento você tenha achado chato) mas depois quando engrena, fica boa, mas o problema é que bem no fim do jogo. Em relação às personagens, gostei mais da Lightning e da Fang. E a ideia dos summons eu achei interessante, mesmo preferindo que tivessem mais, como nos antigos, como VI, VII, VIII, etc. Quanto a dificuldade, realmente os dinossauros são difíceis e depois uns monstros que aparecem depois que você faz quase todas as side-quests dos cristais, mas há algumas partes que se você não tiver preparado ou vacilar, pode dar um game over. No segundo jogo, eu achei que a dificuldade caiu um pouco pois vi a tela de “Game Over” menos vezes heheheehe. Deve ser por isso. Se a sua preocupação com o segundo jogo é ser linear, pode ficar tranquilo que não é. Mesmo que não compre, mas tente pegar emprestado com algum amigo. Tem suas qualidades, acredite. E o terceiro vamos ter que aguardar até sair. Vão trazer algumas coisas clássicas de volta mas será que vão conseguir implementar de maneira satisfatória? Então aguardemos.

      Abraços

  2. Muita gente falando mal do FFXIII e não tenho certeza se entenderam a história ou se jogaram até o final.Não achei que foi um jogo ótimo como FFX, mas ruim não foi mesmo. Eu sinceramente adorei como a história se tornou mais madura, todo o tema do FFXIII é bem mais maduro que os jogos mais antigos (mesmo eu tendo uma paixão por FFVI , FFX e FFXII).E no final o jogo mostra todo o potencial que ele tem ,mas o pessoal repete o que fica lendo por aí e acha que quem achou a série XIII boa não está certo apenas por ter uma opinião divergente, para mim foi uma evolução até natural dos FFs, eu não me incomodei tanto com a linearidade também , apesar de em alguns momentos como VIle Peaks ela ser muito grande, eu agradeceria se não tivesse tal linearidade, mas não acho que ela tenha sido tão ruim como muitos apontam. Os summons foram um caso a parte, eu preferi muito cada um ter seu summon do que ter doiz bilhões de summons inúteis e uns três mais fortes, eles foram um espetáculo a parte. E além do mais FFXIII-2 trouxe um vilão que dá um banho em qualquer Sephirot, uns dos poucos que não é “mau porque é mau” ,gostei dele ter um motivo tão nobre e no final conseguir apenas o que o Kefka tinha conseguido , a história concordo que não teve o mesmo peso do que a do anterior , mas acho muito boa (ainda acho melhor do que a história do FFx-2 e FFXII por exemplo) , os monstros adicionais eram muito legais de colecionar. O que eu queria nesse jogo que não teve foram mapas maiores (apesar que pegar os 160 fragmentos precisa de uma paciência divina e explorar a Academia era brilhantemente horrível XD), como Archyltte Steppe foi bem diminuída. O jogo do LR está me parecendo muito bom até agora, não tenho nada a reclamar. PS: quem disse que FFXIII foi um fiasco tá fora da realidade,os fãs orientais amaram o jogo (motivo pelo qual a Light venceu a votação) e a SE nunca admitiu que o jogo tinha sido um erro como fizeram com FFXIV. Tipo, muita gente ama FFVII e eu acho ele um FF mediano, longe de ser o melhor.

    1. Só pra saber, joguei ate o fim, e peguei 80% dos monstrengos que ja estavam marcados no mapa! (Isso me deu um tapa a cara), é como dizer, TA AQUI SEU BURRO E LERDO PREGUIÇOSO!
      A maioria das pessoas que jogou o game e gostou, é mais jovem, a geraçao que gosta de ver graficos lindos e ja reclamam dos gráficos do ps3, como se houvesse algo TAO melhor. Nao sou da velha guarda, mas…nunca joguei o FF 7 tambem, so conheço a historia que é das mais incriveis, acho ser a melhor delas!
      A birra maior no FFXIII é a quase total falta do que fazer, a nao ser ir para frente e zerar! De pensar que FFXII tinha coisa até demais pra fazer! Nunca fiz 100%, no máximo 70%! Quanto a história é boa e densa, e o povo que curtiu o game se baseia nisso, e somente nisso…nunca citam mais nada pra falar do game! É válido pq realmente é boa e é só o que tem!
      Quanto a FFXIII-3, acho que a SE, resolveu ouvir os fãs, pq elementos antigos, que deixam o game mais interessante e com a necessidade de prestar atençao! So pra saber, quem foi o desafio a parte em FF3? Assim como foi, OZMA, OMEGA em FF10, FF12, FFV, que foi um dos ultimos que joguei, e nao matei o Omega e nem o Shiriu! Ali sim sao apeloes, estrategia é tudo neles e level alto tambem!

      1. Eu quis dizer quem é o monstrego mega hard, de FF 13, realmente nao sei se teve algum, como disse nos demais títulos! Alguem sabe dizer se tem? Quem sabe valha a pena enfrentá-lo!

    2. Obrigado pela visita, Tiago.
      Bom, concordo com você em algumas partes sim. FFX, na minha opinião, é muito bom sim. Tanto que provavelmente jogarei o remake. Sobre o que disse das summons, ok. Sobre a linearidade, ok também. Esse ponto, eu acho que fiquei mais aliviado, pois apesar da história de FFXII ser muito boa (em partes, pois a ideia do principal do jogo ser apenas um coadjuvante da história como um todo não me agrada nem um pouco), devido a liberdade excessiva que eles dão, você pode morrer na primeira dungeon do jogo ou então ficar perdido e não lembrar o que tem que fazer (aconteceu de eu ser forçado a ficar um mês sem jogar e quando voltei, não lembrava direito o que tinha que fazer e isso é horrível). Realmente, o vilão de FFXIII-2, Caius, é um ótimo vilão. Palmas pra Square nesse ponto. Os 160 fragmentos ainda estou na saga para junta-los hehehehe. Quanto a LR, eu não estou querendo juntar muita expectativa ao redor do jogo. Vou esperar sair mais informações. Sinceramente, estou preocupado em como vai funcionar a função do tempo no jogo. Esse negócio das ações determinarem a diminuição ou o aumento do tempo restante tem que ser bem feito senão vai cagar tudo…
      E quanto a FFVII, eu gostei bastante. Foi meu primeiro RPG do PS e o acho mais do que mediano, na minha opinião, é um dos melhores. Mas é minha opinião e respeito que você ache ele mediano. Acho que é por aí, tem que haver o respeito e não obrigar o outro a aceitar sua opinião, né? Se você gostou ou não gostou, ninguém tem que te obrigar a gostar, né? Tem gente que gostou de FFXIII e tem gente que não gostou, como o Ariel. E é a opinião dele, pronto. Certo?

      Ariel, sinceramente essa parada de gráficos é fogo mesmo. Falar que os gráficos de PS3 já estão defasados…sem comentários. Você disse que não jogou FFVII, mas se tiver oportunidade, jogue. Mesmo o jogo sendo “quadradão” para os padrões atuais, é um jogo incrível, assim como FFVI, que embora não tenha terminado, também gostei. Em relação a inimigos secretos, como disse antes, depois que você terminar 63 das 64 missões dos cristais em Pulse, os dinossauros desaparecem e no lugar, aparecem inimigos mais fortes. Como ainda não cheguei nas 63 missões completadas, não sei te dizer o nome deles, mas dizem que é mais difícil. Quanto a alguns chefes secretos que você citou. O Ozma do FFIX eu tive que evoluir bastante meu grupo principal e ter um pouco de sorte pois só sobrou o Zidane vivo. O Omega do FFX pra mim foi fácil pois estava evoluído e tinha todas as Celestial Weapons. Moleza! Os do FFXII, eu tenho raiva de muitas coisas extras de se fazer no XII, então eu pulo essa.

      Enfim, é isso.
      Abraços

  3. Alice ,eu não me enquadro nesse quesito, sou do tempo do nintendinho, joguei todos os FFs (menos FFIX) na ordem que iam lançando e mesmo assim gostei muito do FFXIII , ele tem muitas coisas que os antigos não tem , e eu acho que a maturidade é a principal delas. Não acho que alguém iria gostar dele só por causa dos gráficos, pois pra isso seria só jogar um CoD e ser feliz, e jRG não funciona assim ,mesmo quem ame gráficos e não está acostumado ia desistir no começo,porque todo jRPG tem um começo bem lento, e eu já me acostumei por isso, tenho não classificar o jogo nas primeiras 10 horas.
    FFXIII tem superbosses absurdos, não chegam no mesmo nível do Penance ,mas ainda sim são muito difíceis (bem mais que o omega) , Adamantoises são a parte já que você pode achar eles a qualquer mometo , mas Lon Gui depois das Cieth missions são absurdamente fortes, assim como Vercinoretrix (ele tem um velocidade absurda) , Neochu foi praticamente impossível pra mim vencer sem Death e Attacus (preparar para se curar muito). E todos esses chefes são impossíveis de se ganhar usando auto-battle.
    No FFXIII-2 os superbosses estão em mapas diferentes, tirando o Lon Gui e o Yomi em Archyltte Steppe, todos os mundos tem um portal secreto que leva pra uns Cieth muito difíces e pro Don Tonberry . Mas o melhor e mais difícil chefe desse jogo é o Gilgamesh, e achei triste demais ele ser por DLC….
    No FFXII só tive problemas com Yiazmat, porque o Omega era bem facinho (apesar de tirar bastante dano). Eu gosto muito do mundo do FFXII, sonho em um novo FF que seja em Ivalice, mas realmente um mundo tão cheio de possibilidades realmente te deixava perdido, eu estava jogando o Zodiac Job System esses dias e não foram poucas vezes que tive que ver um detonado. Como você disse a história do FFXII é muito boa, mas ainda acho Vaan uma pedra no enredo, queria que ele pelo menos fosse igual a Terra (não era uma protagonista tão importante pro plot,mas tinha seus momentos).Além do mais acho a história muito curta,foi quando joguei o Zodiac Job System depois de ter jogado o jogo original que percebi como a história é pequena, o que te dá mais tempo extra são as Marks e a criação de armas. Eu realmente queria uma história um pouco maior e com uma narrativa melhor….
    Não acho que no LR a square pegou opinião dos fãs, acho que ela fez isso para o FFXIII-2, agora pra esse novo ela parece estar rumando o caminho que eles querem, colocando todos os elementos que derem na telha deles, e espero que eles saibam o que estão fazendo (e que não tenham DLCs….)

    1. Tiago, acho que você trocou o nome aí. Não é Alice, é Ariel hehhehehe. Espero que não se ofenda.
      Mas enfim, acho que vai ter DLCs no LR sim, mas pelo que sei, em questão de história, ele vai vir completo, sem DLCs que completem ou complementem a história como existe no XIII-2, mas é provável que tenham os DLCs de roupas (ou as styles).

      1. Que mancada minha XP me desculpe \o
        Se forem só roupas (ou fantasias como no FFXIII-2) eu nem me incomodo , só não quero que seja partes da história nem lutas contra superbosses ( Gilgamesh merecia muito estar incluso no disco). Isso acaba dando um tapa na cara dos fãs.

  4. Concordo, tem coisas que tinham que vir no disco mesmo. Mas fazer o que, né? Mas acho que vai acontecer isso que eu te falei. Todo o conteúdo relacionado a história, vai vir toda no disco e sinceramente espero que eles não façam o sacrilégio de colocar tudo num só DVD do Box…que coloquem em até 3, 4 DVDs, mas que façam uma coisa mais decente do que fizeram no XIII-2, onde cortaram CGs pacas.

    1. kkkkk Um ano depois! Eu conclui a série toda. Bhunivelze não é um deus tão estúpido. A Série XIII são um Final Fantasy Diferentão, assim como como o XV foi agora, que aliás pra mim esse sim foi um saco. A Mitologia de Fabula Nova a mim foi muito mais interessante que a Mitologia de Eos do XV. Pois Fabula Nova tem algumas pontas soltas, como em toda mitologia, já o XV é muito previsível. Lightining Entrou pro hall das melhores personagens já criadas pela Square, Noctis é um retardado, sem carisma. chaaaaaaaaaato pra caralho, o único ponto interessante em FFXV é a exploração, apenas. Nem a estória convence. De resto até os Summons, que a mim sempre foram um chamariz, ficaram insonsos. Aff Comparado ao XV o XIII foi épico.

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