Jogadas de risco

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Aproveitando o intervalo das séries que assisto pensei em trazer algumas sessões que já fiz aqui no Você Vai Entender de volta, mas como elas demandam certo tempo resolvi falar de uma série que estou vendo junto as que comento aqui American Horror Story, Fringe, The Office, Supernatural e até então Dexter, que é nova e por isso não fiz reviews.

Antes de falar dela e sim terá alguns spoilers vou falar das tais jogadas que dão nome a matéria, todo ano seja Fall Season, Summer Season, somos bombardeados por dezenas de trailers de séries, quando o gênero já nos atrai naturalmente é meio caminho andado, quando tem um nome famoso por trás, já estamos lá vendo o piloto e muitos vezes isso dá em erros crassos.

jogadas de risco

 

Exemplos recentes, Flashforward uma das primeiras séries a ser vendida como a Nova Lost, seguida de Terra Nova, The Event, Falling Skies, Alcatraz, dessas todas vi Flashforward do início ao fim e para nos sacanearem mais, sabendo que a série seria cancelada eles criaram um final em aberto. Malditos sejam certos roteiristas. Das outras só cheguei perto de Alcatraz um somatório dos trailers, do estilo e do nome J.J. Abrams.

Sei que ele normalmente coloca o nome na série, as vende e a abandona foi assim com Lost, Fringe, Person of Interest, incluindo o fiasco Alcatraz, a série não saía do lugar, mistérios numa velocidade extremamente lenta, o risco que Lost correu e perdeu muitos fãs pelo caminho e outros tantos com o seu final, que muitos discutem.

Peraí, quatro parágrafos e nada da série que vou comentar. E ainda teria The Cape para falar, mas já gastei muito a ponta dos dedos criticando a série no passado, então deixa para lá.

Esse ano falei que ia pegar um só série nova para ver, a escolhida Revolution – de J. J. Abrams, olha ele aí de novo, só que quem mais me chamou a atenção foi que a produção seria de Eric Kripke que é o criador de Supernatural. Dez episódios depois o tira saiu pela culatra, a série se vendeu e ganhou temporada completa, se vai passar disso é um mistério.

Falando nele.

 Revolution logo

Com spoilers.

A trama de Revolution é a aparentemente simples. Toda fonte de energia, não só a luz, por que baterias e motores também pifaram pararam da noite para o dia literalmente, com a clássica cena do avião caindo – vide homenagem a Lost e repeteco de cena de FF (Flashforward) daqui para frente.

Um homem de família a qual desconhecemos chega em casa parecendo saber o que viria a acontecer e baixa algo para um pendrive parecido com um pingente, um pendrive de adamantium como saberíamos mais tarde, lógico que a série não tem relação nenhuma com universo Marvel, o adamantium é só por que já tentaram quebrá-lo e parece impossível. Avisei que tinha spoilers, ok.

Sem energia, o governo cai, pelo menos o Americano que é onde se passa a série, o país é dividido em alguns repúblicas e territórios inimigos, e o principal é a República de Monroe ou simplesmente a Milicia… traduzindo homens em cavalos, vestindo um uniforme com um design digno de final dos tempos, armados que controlam o estoque de comida e armas como avisa a introdução da série. Com cenários em destaque tomados pela vegetação que não pode ser cortada com uma foice manual antes de tomar o mundo. Olha eu reclamando de novo.

O homem do pendrive é Ben  Matheson que 15 anos depois do Blecaute – no piloto da série vive numa comunidade com outra mulher, a sua representada por Elizabeth Mitchell faleceu nesse meio tempo com os dois filhos crescidos, o mais novo Danny , alguém com asma num  lugar sem medicamentos, sempre a beira da morte e sua irmã Charlie, vivida por Tracy Spiridakos, a atriz tem um que de CW, é muito bonita, mas o padrão Dara do nosso querido Ricardo Macchi e do próprio Tom Welling em Smallville. Só que a série é da NBC.

Charlie

A Milícia chega ao vilarejo depois de 15 anos o procurando, não há explicação lógica para nada que demorou tanto tempo para acontecer na série e querem levar, seu filho, o asmático tenta impedi-lo, resultado Ben morre, o filho é levado, o pingente que era o alvo da busca na verdade – por mais que até então não soubessem disso fica nas mãos do nerd da história e se forma o grupo de busca a Danny.

Maggie, a outra mulher, uma inglesa chata que só mostra skills médicos no primeiro episódio e depois se arrasta na trama até morrer no capítulo 4 , Aaron o nerd que era empregado da Google milionário até o blecaute, hoje vive no vilarejo como professor é o portador do pingente por 8 episódios e no seu passado – marcado pelos flashbacks clássicos abandonou a esposa que parecia amá-lo além do seu dinheiro, só por que não podia defendê-la de um mundo de bárbaros que se instaurou com o blecaute, o acesso difícil a tudo e para completar o trio, temos Charlie.

Os três vão em busca de Miles Matheson o irmão de Ben, que era do exército,  para ajudar a resgatar o sobrinho, depois de um tempo onde vê que sua vida pacífica de alcoólatra não iria longe depois que a Milícia descobriu seu paradeiro seguindo Charlie, resolve ajudar. E mais tarde ele apresenta Nora, a especialista em explosivos, a La McGyver, por não temos muito tecnologia para nada e começa a jornada em busca de Danny x A milícia.

Elenco

Com tramas rasas e um repeteco atrás do outro, vamos sabendo que a mãe da protagonista está viva com o vilão, na verdade o melhor amigo de Miles, que antes era o General da Milícia, conhecemos Tom e seu filho, apaixonado por Charlie. Tom era um CDF que praticava boxe e se tornou um psicótico a serviço da Milícia.

O grande vilão é Bass Monroe, vivido por David Lyons, o protagonista de The Cape, sem mais palavras.

 The cApe

Os pingentes mágicos até agora o plot maior da série, podem gerar energia quando querem ou com algum comando que só Rachel conhece. Foram criados por Ben, Rachel – talvez, Grace  e Dr. Jaffe outros dois personagens, a primeira que apareceu logo no início da temporada e foi sequestrada por alguém do governo que parece ter muitos pingentes por que tem um base subterrâneo com tecnologia para rastreá-los e o outro preso por Monroe, torturado e depois morto por Rachel.

 Revolution-1x01-Pen-Drive-Final

Os dez episódios de 2012 terminam com todos em fuga da base da República e um helicóptero no ar ligando sua metralhadora, com uma máquina que amplifica os poderes dos pingentes que geraram o blecaute – a troco de que, por que, para que, ficam as perguntas, com tantas outras.

Com o mal de carregar a série até ser cancelada ou encerrada lá vou eu ver a continuação em março quando voltar. A espera de Miles ter bagos para matar Bass, Rachel morrer para parar de ser chata e Charlie ter tempo de treinar para ser um boa atriz e não só o contrário.

Até mais.

 

 

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