Welcome to the Jungle, baby!

POR ROBERT R.R. HUDSON

Quem está acostumado com os temas recorrentes do site, pode estranhar esta matéria, mas eu realmente pedi para fazê-la. A matéria mais rock’n roll do site até o presente momento. Enfim, no dia 02 de novembro de 2012, dia de Finados, Slash, acompanhado por Myles Kennedy (vocal, Alter Bridge) e The Conspirators, que conta com Todd Kerns (baixo, Age of Electric, Static in Stereo e Sin City Sinners), Brent Fitz (bateria, Alice Cooper) e Frank Sidoris (guitarrista contratado, substituindo Bobby Schneck, guitarrista da turnê anterior) iniciou sua turnê “Apocalypse Love – Brasil Tour 2012”. E a primeira parada foi no Rio de Janeiro, na qual eu estava presente.

A expectativa era grande. O ex-guitarrista do Guns’n Roses tocaria músicas de seus dois álbuns solo, além de prometer tocar músicas de seus antigos grupos: Slash’s Snakepit, Velvet Revolver (atualmente à procura de um vocalista) e claro, Guns’n Roses. Aliás, creio que o público estava no aguardo das músicas do Guns, com a esperança que Slash pudesse fazer reviver por alguns momentos, os áureos tempos da banda.

O show estava marcado para começar às 21:30, mas se iniciou às 21:35, coisa boba, quem dera se todos os shows tivessem atraso de míseros cinco minutos.

A primeira música foi a pesada “Halo” do álbum mais recente, “Apocalypse Love”. E de cara, já se percebia que o show seria, algo no mínimo, sensacional. A música seguinte recompensaria os antigos fãs do Guns: “Nightrain”. E foi o primeiro momento em que a galera (me incluindo) foi à loucura.

Depois, ouvimos “Ghost”, “Standing in the Sun”, “Back from Cali”, “Been Then Lately”, “My Michelle”. Nesse meio-tempo, Myles desceu na area VIP e ficou lá por pouco tempo e depois subiu ao palco de novo. Também percebi um fato curioso: uma mulher carregada nas costas de um “cavalinho” estava sendo levada em direção ao palco para uma possível exibição no mesmo quando a organização “jogou um balde de água fria” na ação, frustrando as intenções da moça de invadir o palco.

E eis que na próxima música, “Rocket Queen”, outra da leva de músicas do Guns, Slash puxa o primeiro solo longo da noite. Um solo bizarro que fez o público ficar transitando emocionalmente pelo silêncio respeitador e pelo delírio extasiado.

Seguindo, tivemos “Bad Rain”, “Not for Me”, “Dr. Alibi”, “You’re Crazy” e “No More Heroes”. E a música mais “baladinha” da noite, “Starlight”, do primeiro álbum solo, foi outra que empolgou o público e na minha opinião, uma das que possui um dos solos mais delirantes e bonitos dos álbuns solo de Slash.

Após isso, tivemos uma “Blues Jam” emendada por “Anastasia”. Depois “You’re a Lie”, a música mais famosa de “Apocalypse Love”. E para fechar o show, o público veio abaixo com “Sweet Child O’Mine”, quase abafada pelo mesmo. E antes de começar “Slither”, Slash pegou uma bandeira do Brasil que jogaram para o mesmo, com o símbolo do Flamengo. Quando ele esticar a bandeira numa das caixas de som do palco, a organização agiu rápido e trocou a bandeira por uma sem o símbolo. E enfim, “Slither” fechou a primeira parte do show. Eu fui às nuvens, por ser um fã da música e achar uma das melhores músicas do Velvet e na voz do Myles Kennedy.

E no encore, a surpresa da noite. Pelo setlist do show, a música que viria a seguir seria “Fall to Pieces”, outra música do Velvet Revolver. Só que veio “Welcome to the Jungle”, esfregando na cara da sociedade o quão épico pode ser um show, especificamente uma performance de uma música. E aí sim, o público não se conteve mais e praticamente teve (em outro plano, óbvio) orgasmos múltiplos e consecutivos. Não havia uma viva alma em sã consciência na Fundição Progresso que poderia ficar inerte nesse momento. Não havia como! Era uma explosão de êxtase profunda e delirante! Enfim, eu não consigo encontrar palavras que possam descrever plenamente o momento.

E o encerramento foi com “Paradise City”. Final apoteótico, com direito a Slash com menos uma corda na guitarra, arrebentada durante a música e mesmo assim, mandou um “Fuck Yeah!” e ainda mandou um solo fantástico no final.

O show serviu para mostrar que Slash continua em boa forma, tocando como nunca, por pouco mais de 2 horas, acompanhado de uma banda afinada e um ótimo Myles Kennedy nos vocais. Falando em Myles, eu achei que ele evoluiu bastante desde o show gravado para o DVD “Made in Stoke 24.7.11”. Algumas poucas partes que eu achei que ele forçava a voz, atualmente ele alcança agudos de uma maneira natural e suave. Seguramente, um dos melhores vocalistas do rock em atividade atualmente.

É claro que havia outras músicas que podiam compôr o setlist como “By the Sword”, “One Last Thrill”, “Crazy Life” e “Patience”, seguramente fazendo o show passar das 3 horas de duração e ninguém (eu disse N-I-N-G-U-É-M!) iria ficar incomodado com isso.

E que venha ao Brasil novamente!

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