Um novo capítulo na história de Inpergoh – Os Fantasmas do Mar no Passado

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Após rever cenas de carnificina e conseguir a segunda parte do item que buscam, o grupo que parecia escapar da Torre de Mármore acaba indo parar 40 anos no passado, no continente ainda despovoado de Perendimor.

Depois de pesquisar nos livros e do grupo descansar de tudo que passaram na Fortaleza, antes de escolher que rumo seguir e como sair daqui. Claire reúne todos para contar sobre a história da descoberta do continente Perendimor, que descobriu em seus livros.

Há 13 anos – ano 047 – as pessoas temiam atravessar o Oceano de Groauss rumo oeste com medo de desembocar na parte conhecida o “Oceano de Sangue” devido ao número grande de incidentes dos mais variados tipos naquele lugar.

Alguns marujos resolveram desafiar as leis do mar e formaram uma bandeira pirata conhecida como “Caçadores dos Espíritos Náufragos”, sua bandeira um fantasma atravessado por um sabre.

Eles saíram em suas primeiras viagens sob o comando de um homem com mais de 30 anos de trabalho no mar, o Capitão Marcel Chevalle. Suas primeiras viagens rumo a oeste não correram muito bem, o navio sempre sofria avarias o suficiente para não seguir viagem, tal lugar no Oceano ficou conhecido como “Cemitério das Rochas”.

O Capitão era teimoso e insistia em suas viagens chegando a ver terras desconhecidas, mas sendo parado por um navio que surgiu do nada se chocando contra “Triumphatus”, o navio de Chevalle e destruindo-o e matando parte dos tripulantes.

Ainda assim eles gastaram parte dos tesouros recolhidos de navios que afundaram antes, consertaram “Triumphatus” e seguiram para a que seria sua última viagem. Um novo encontro com um navio que veio do nada, o nome do lugar passou a “Rota dos Espíritos”. O desastre foi ainda maior que a vez anterior, Marcel foi o único sobrevivente e antes do ataque ouviu um dos tripulantes da embarcação fantasma se aproximar e informar o que era aquele local, pedindo que esperasse 5 anos para retornar quando eles não estivessem mais ali e lhe entregando uma mensagem, que o ex-capitão nunca divulgou o conteúdo.

Dali ele abandonou os mares, casou-se e mudou para Rauptasalick e usou o que restava do seu tesouro de pirata para formar um negócio com vendas de alimentos, inaugurou algumas estalagens, e depois expandiu o seu comércio para entregas marítimas com a ajuda de outros capitães que conheciam a reputação de Marcel.

Com o tempo ele ficou adoentado logo depois que seu primeiro filho veio ao mundo, Brandon.

Depois disso o que houve com Marcel o último sobrevivente e se sua mensagem é guardada até hoje é uma incógnita.

Quando Carancasto assumiu o controle de Inpergoh, ela prestou uma homenagem concedendo ao Capitão o título de descobridor de Perendimor, mas seu filho e esposa não tinha interesse disso depois do seu falecimento.

Depois da história de Claire o grupo pode ter duas opções viáveis a investigar, ou três, mas duas delas apontam para o mesmo lugar.

A primeira é esperar uma caravana para ir a Cidadela dos Sábios, já que magias de teleporte não poderiam ser usadas, por que não conheciam aquele lugar naquele tempo.

Outra opção é se guiar pela história de Claire ou do Mapa de Fabregas que aponta para o sudeste.

O grupo escolhe seguir para sudeste, mas Fabregas sai antes deles que resolvem explorar a floresta do futuro vilarejo de Ross, que ainda continha as Bailarinas Gêmeas que davam nome a lagoa do futuro.

Fabregas procura um barco no porto em busca da 5ª peça da sua TecV.  Os poucos navegantes na cidade aceitam uma forma mediana de ouro. Que ainda não é forjado na quantidade como no futuro. E o levam até o local que o TecV aponta, a viagem dura 3 horas. Os piratas o abandonam lá, logo que ele entra.

As cavernas são escuras, mas com as lentes que conseguiu na Torre de Rocha Branca ele consegue seguir em frente, há marcas ali com runas parecidas com as da TecV. Depois de algumas horas andando pelos corredores, guiado por sua memória, ele chega a uma Lagoa de Água Quente com coloração alaranjada.

A temperatura ali é muito alta e a mesma tem propriedades mágicas que drenam a energia do corpo. Fabregas tem de ser rápido por que não defesas contra aquilo. Sem saída e longe do grupo, ele mergulha.

O mapa indica o fundo da lagoa, onde existe uma espécie de tabuleiro de pedra com conchas naturais, no total de 15 conchas. Três de cada cor: vermelha, azul, verde, branca e preta. E um espaço sem nada. As conchas precisam ser alinhadas nessas cores, que são as cores da magia, mas sem conhecimento disso Fabregas confia na sorte e luta contra o tempo afinal ele não conseguirá prender a respiração e resistir ao calor por tanto tempo.

Ao vencer o desafio ele consegue a 5ª peça do TecV.

TecV com 5 peças – Passa a ocupar todo o braço com um aspecto de uma manopla de metal leve e branco.  Recebe mais tech points para controlar tecnologias e analisá-las. Fora isso pode usar Tech Points para se curar ou sua vida para gerar novos tech points se precisar.

Com Fabregas desaparecido, o grupo resolve tentar a sorte e teleportar para Kaupellinen, o teleporte acontece sem falhas.

Jacques que entendeu mais da história contada por Claire que os outros. Sabendo que Marcel é o nome do seu avô, um antigo pirata e que seu pai é Brandon Costeau, resolve procurar pelos familiares.

Ao chegar a sua cidade de origem Jacques, sente a diferença não nem metade dos portos da sua era. A movimentação na cidade é bem menor, os trajes são mais simples, a quantidade de pescadores e trabalhadores dos portos é bem maior do que a de comerciantes.

Não há grandes prédios na cidade. Não existe o Centro de Registro de Invenções, muito menos o Templo de Nordeaur, por mais que seu culto seja grande entre os comerciantes. As moedas circulantes ainda são fabricadas aqui, com uma parca quantidade de ouro minerada em Fem. Só que as fortunas da sua era ainda são distantes, os produtos vendidos muito mais baratos e o sistema de troca mais utilizado que o de compra com moedas de ouro.

As pessoas daqui diferente do grupo de elfos estranharão suas vestimentas e armas, principalmente o TecV de Fabregas e a Armadura de Jacques, não os atacando nem nada, mas mantendo distância, já Lycan e Zephaniah serão tratados como iguais, e fora o grifo, Morrigane e Slane não parecem assustar as pessoas daqui. Kamali terá desaparecido como de costume. Seth deixará Bresinger em sua forma humanoide.

Na cidade o chamado grupo da selva terá mais chances de obter informação a sua própria maneira.  E podem descobrir onde fica a casa de Marcel e seu filho pequeno.

Claire não se sentirá confortável na cidade, talvez devido às histórias que ainda não contou para Ahstan sobre seu passado.

Yves descobrirá que existem poucos serenges na cidade, e que sua família ainda não era daqui nesta época.

Jacques encontra a casa com a loja abaixo, ele será recepcionado pela própria avó Louise. A mesma ao vê-lo ficará paralisada por um tempo e depois passará na velocidade que a idade permite e vai abraçá-lo. Segurando sua mão em seguida e o arrastando para o andar de cima.

No andar de cima eles passam por um corredor com 4 portas e na última delas entram num quarto de luxo – para a época – com uma cama de casal trabalhada em madeira e metal, onde um senhor de cabelos brancos arrepiados como o do próprio neto dorme.

Sua avó se aproxima da cama e falo algo em seus ouvidos ele logo começa a se mexer com entusiasmo e abre os olhos tentando ver à distância quem sua esposa falou.

Marcel: – Meus olhos já não são bons como eram em meus tempos de navegação, poderia se aproximar meu jovem?

Jacques segue até a cama, Maciel pelo cobertor que o cobre parece não ter mais uma parte da perna esquerda. As marcas de velhice estão lá, os olhos estão apenas entreabertos e embaçados, sua pele é morena queimada de sol e mesmo afastado do mar não clareou, seus cabelos parecem ter sido escuros há algum tempo.

Marcel: – Que bom que o espírito disse a verdade, o meu maior arrependimento e minha esposa sabe disso foi não morrer no mar com a minha tripulação, ficar com todo o tesouro e me tornar um mercador.  Agora que eu sei que tudo que disse é verdade e começou quando meu filho Brandon nasceu.

Agora está aí, mesmo com apenas 5 de idade meu filho já provou que vai ser pai, aqui está você o meu neto, aquele que está sendo guiado para parar algo grande e mesmo assim nem sabe direito do que se trata.

Marcel continua falando que escreveu a mensagem e que há 1 mês contou a sua esposa, era o único segredo entre eles. Mas que não precisa ler e nem sabe se conseguiria com seus olhos velhos. A mensagem do espírito dizia que:

“Quando eu estivesse na cama sem poder sair para o mar, um jovem chegaria à cidade sem saber o que fazer, e me procuraria, ao chegar aqui, eu saberia o que dizer a ele, e mesmo não sendo desse tempo, ou nunca antes tendo o visto o reconheceria como sangue do meu sangue.”

“O jovem estaria perdido de todas as formas, em suas ações, preso a um passado que não viveu, sem saber como voltar e porque de estar aqui, ou de cumprir com as missões que o trouxeram até aqui, aparamente forçado por um destino que não parecia ser o seu.”

“Na verdade ele não parece ser de fato. Mas é.”

“A cada ciclo – como os espíritos diziam – pessoas eram escolhidas para cumprir uma missão superior – talvez ordenada pelos próprios deuses do mundo – e esta missão em específico não cabia a seus devotos e sim a almas selecionadas nos princípios da criação e que traziam o fardo de sempre que falharem, retornarem de onde pararam com as memórias embaralhadas do passado e que não perceberiam que isto estaria ligado com algo maior”.

“Tais homens eram os únicos que poderiam ir aos Santuários onde partes dos Objetos para abrir os dois Portões das Memórias Perdidas estariam.”

“Tais objetos a cada ciclo teriam forma diferentes, poderiam se armas, vasos, pessoas, mas sempre estaria fracionado em 12 pedaços, assim como são os meses do ano e aí estaria uma pista do tempo necessário a se cumprir a missão, sem um dia a mais ou menos”.

“E diferente de profecias sobre a Destruição, quando o fim do tempo chegasse para vocês e todo o mundo nada estaria mudado, porque sem os Portões Abertos não teriam como saber disso, e suas memórias apagariam até ali e um jornada começaria onde um novo grupo de almas e objetos seria selecionado.”

“Vocês seguiriam com sua vida, mas o sentido do vazio estaria lá, porque este tempo passou, o que fizemos com ele, onde estávamos e ninguém teria respostas para suas perguntas.”

“Só que os mortos guardam os fragmentos de algumas destas memórias e entre elas estão às memórias de duas almas que não completaram a missão a de uma maga invocadora de nome Adelaide e de um pirata nascido em Shussan chamado Kareef.”

“Eles falaram que estas almas os avisaram que o grupo que chegasse a Kaupellinen pedindo ajuda deveria seguir em direção a Rota dos Espíritos para encontrar o Caminho dos Mortos e uma ilha nele conhecida como Akhira.”

“Na ilha estaria o 3º Desafio, a 3ª Peça, o 3º Ingrediente e passagem de volta para o seu período do tempo.”

Marcel entrega a Jacques um de seus navios e um mapa até o local. E depois começa a tossir e fecha os olhos já entreabertos e falece.

Sua avó fala que no final da mensagem dizia “ao contar a história ao viajante você teria cumprido seu período de tempo e voltaria a navegar só que nos Mares Espirituais de S. Sparrow.”.

Jacques abraça a avó e os dois ficam ali lamentando a partida do avô, mas como muita coisa a se processar.

Continua nos próximos pergaminhos.

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