Não Prometheus a que Cumprius

POR JOSÉ ALFREDO

Após um período de recesso forçado, cá estou falando de filmes novamente, mas dane-se meus problemas.

Depois de tantos anos de hype, do Ridley Scott falando que não deve ser visto como um prequel e nem como um spin-off, estreou o filme Prometheus… dia 15 de junho. E daí, tá que a matéria era pra ter saído bem antes, mas novamente você não ta aqui pra saber o que ocorreu na minha vida pra isso ter acontecido. E lá vou eu perdendo o foco de novo.

Enfim, assisti ao filme semana passada (provavelmente na sua última semana de exibição) em 3D e já ressalto que vi muitos bons comentários sobre o bom uso dele no filme. Não, nada de monstros pulando em cima de você ou coisas do tipo. Era mais como tentasse fazer com que a cena em si estivesse acontecendo ali na sua frente. Isso é bem legal e infelizmente tenho que acreditar nas resenhas de outros sites porque acho que faço parte de 5% da população mundial que não consegue ver 3D. É, trágico.

Só pra constar, odeio filmes de terror. Basicamente eles me irritam, tanto pelas suas personagens clichês, tanto pela trama que inúmeras vezes tenta se portar como algo além do que um bando de retardados que fazem as coisas mais idiotas pra sobreviver de um assassino cujos motivos para matar além de cretinos são supra exagerados. Em suma, termino puto com o que vi.

Então por que fui ver Prometheus sabendo que se tratava da não prequel/spin-off do talvez maior filme de ficção científica de terror de todos os tempos, Alien (aqui no Brasil intitulado como Alien, o 8º Passageiro)?

Poderia dizer que em decorrência de se tratar de um filme de Ridley Scott poderia ter motivado a isso (mesmo que os últimos filmes dele não tenham sido lá tão bons o suficiente para levar ao cinema) ou por todo o hype que o filme teve através do que era divulgado (tanto em imagens quanto em virais de vídeos pela net) ou até porque desde pequeno sempre acabou que eu tenha assistido todos os outros filmes da série. No fim foi tudo isso que me levou a cair numa armadilha. É.

Agora já vou avisando que daqui em diante haverá SPOILERS do filme (não que nessa etapa já quem julgue relevante e interessante essa resenha já não tenha visto o filme).

O filme iniciasse belissimamente mostrando uma região montanhosa onde no pico de uma delas é encerrada por uma grande cachoeira. Aparece próximo a sua extremidade, um homem vestido de um longo manto, que logo o retira, o que revela ser um gigante e corpulento homem albino e nas mãos carrega um vaso, que logo ele coloca no chão e ao abri-lo retira através de um copo um líquido escuro. Refletindo sobre o que estaria a fazer ele bebe do conteúdo e em instantes ele se contorce de dor e seu corpo começa a se destruir. Ele cai se deixando levar pela correnteza e enquanto seu ser inteiramente se desvanecia nos é mostrado em nível molecular que suas células ainda existem e são levadas pelas águas. Logo em seguida nossa atenção se foca no céu quando vemos uma nave indo embora.

Esse é o prólogo de Prometheus.

Não sei quanto aos outros espectadores do cinema, mas logo de cara entendi que o que aconteceu foi a criação de vida na Terra (em entrevista Scott diz que aquele local não necessariamente precisava ser a Terra, dizendo que poderia ser outro planeta, mas tudo leva a entender que o mesmo ocorrera aqui). Aquele homem se sacrificara para gerar vida num planeta. A pergunta que se segue vendo isso é óbvia: por quê?

Bem, no ano 2089 duas pessoas, um casal de arqueólogos formado por Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green), buscavam essa resposta e em Isle of Skye na Escócia se viram bem próximo a isso quando entraram pela 8º vez o mesmo pictograma que viram em outros 7 localidades, cuja cultura e sociedade nada tinham a ver uma com a outra (maia, suméria entre outras): um gigante homem apontando para o que poderia ser interpretado como um grupo de planetas. Eles compreenderam que eles estavam sendo convidados pelo “Criador” para encontrá-lo. E é desse ponto em diante que o filme na tentativa de levar o espectador a questionar sua crença na religião, no porque existirmos, ao invés disso nos força a aceitar os tremendos furos de roteiro que tem nessa bagaça.

Sabe tudo que eu disse lá em cima sobre filmes de terror? É, funciona aqui também.

Muitas das críticas, resenhas, podcasts que vi fazem remissão para quem tem conhecimento dos filmes anteriores e bem, não pretendo fazer isso porque sei que muita gente ou simplesmente nem se lembra do que viu ou nunca viu ou não dá a mínima, pois tudo que queria era ver um bom filme e não esse queijo suíço que o foi… Bem, esse pessoal provavelmente nem deve ter reparado nisso e agora deve estar mais preocupado no filme da Katy Perry.

O ano agora é 2093 onde uma espaçonave segue rumo a aquele grupo de planetas. Lá dentro, todos seus ocupantes se encontram há 2 anos em estase menos o andróide David (vivido pelo Michael “Magneto” Fassbender), que administra a nave enquanto toma conta dos tripulantes, pinta o cabelo de louro, aprende línguas antigas e lê os sonhos das pessoas. Sabe, o padrão.

Devo dizer que Fassbender é o melhor ator do filme, conseguindo transparecer por um bom tempo um andróide que pouco a pouco vai mostrando posturas genuinamente humanas até que, como o resto do elenco, entra no modo “ah, deixa pra lá” e simplesmente perde toda a personalidade criada no transcorrer do filme.

Ah, olha uma curiosidade que tinha em cada filme da série que houve um andróide:

– Alien, O 8º Passageiro – Ash

– Aliens – Bishop

– Alien, A Ressurreição – Call

– Prometheus – David

Continuando, a espaçonave Prometheus chega a seu destino e encontram um grande planeta cercado por alguns satélites (é comentado que um deles seria o LV – 426, satélite visitado pelo grupo do 1º filme da série). Durante esse tempo, David desperta os tripulantes e logo a CEO da Weyland Corp (empresa sempre citada em todos os filmes da série e financiadora de toda a viagem), Meredith Vickers (interpretada pela gostosa da Charlize Theron) começa dando o briefing da missão e…eu ri. Aparentemente, até aquele ponto NINGUÉM além dela e parcial e teoricamente do casal de arqueólogos sabiam o porquê de estarem lá.

Aqui vai um pouco de bom senso, mas se alguém falasse e quisesse contratar você, pois precisa dos seus conhecimentos e te diz que você terá que viajar para o raio que o parta, será que você não teria sequer o interesse de saber pra onde você irá e o por quê?

Como vemos em vários filmes, quando se trata com militares não há motivos para prévias explicações (em Prometheus mesmo haviam dois pilotos, potencialmente militares, que estavam apostando qual o motivo de estarem ali), pois eles estão lá para executarem ordens e não questioná-las, mas no filme foram também cientistas, pessoas civis que certamente teriam interesse de saber por que razão uma empresa trilhardária (é dito no filme que tanto a construção quanto a viagem custou 1 trilhão de dólares) iria chamá-los para um trabalho onde viajarão em estase por 2 anos num lugar que sequer sabe se existe mesmo. Os próprios arqueólogos, creio eu, teriam interesse de saber quem seria levado também para essa missão, mas o que ficou claro no filme, é que até despertarem nenhum deles sequer se conhecia. Isso ficou evidente quando um dos cientistas querendo se enturmar enquanto se apresentava recebeu uma “cortada” de um deles dizendo que não estava lá para criar amizade, mas sim pra trabalhar. Enfim, este é só um dos vários fatores que pode causar uma estranheza no público enquanto assiste.

Seguindo em frente, durante o briefing (uma referência do que também ocorrera no filme Aliens), um holograma revela Peter Weyland (interpretado por Guy Pearce, que fora envelhecido para o papel), presidente da dita empresa que financiou a missão, diz que naquele momento ele já deve estar morto (o cara deve ser mais velho que o Oscar Niemeyer, só que longe de ter a saúde deste) e que espera que a missão seja um sucesso. Porém, uma das “grandes” surpresas do filme era que ele estava na Prometheus escondido com o plano de naquele lugar encontrar uma forma de estender a sua vida, mas tem uma coisa: o cara é o maldito dono da espaçonave!

Cada meliante ali dentro está lá porque ele quis assim. O velho gastou 1 trilhão de dólares pra tudo aquilo ser possível, então, creio eu novamente, que ninguém veria como um empecilho o financiador disso tudo ir na viagem. Ele nem precisaria guardar segredo sobre suas intenções, pois até aquele momento ninguém tinha sequer a noção de que realmente encontrariam vida lá e mesmo se encontrassem não havia prova que os tais “Engenheiros” (denominação dada pelos arqueólogos para seus criadores) teriam capacidade/interesse para isso.

A única pessoa que talvez fosse um empecilho para as intenções do velho era sua filha, Meredith. Oh, esse é outra “grande” surpresa do filme. Foi até risível a forma como a Charlize o chamou de pai. Saber disso não influenciou em nada o transcorrer do filme. É interessante que ela estava lá não por estar preocupada com a saúde do pai, mas sim porque queria fazer prevalecer os interesses da empresa. Será que ela não poderia fazer isso lá no último andar do prédio da Weyland Corp, bem aconchegada numa cadeira analisando toda a missão de um computador? Creio que quem gasta 1 trilhão pra uma viagem baseada em puro achismo (não vou me estender dizendo que nem ao menos 1 sonda ou meio prévio de analisar se realmente havia um planeta naquelas coordenadas fora enviado), não teria problema em ter condições de na Terra manter contato com a nave. Durante o briefing ela deixa claro que é ela que manda lá e todo mundo fica com aquela cara de que isso que dá por não ler o contrato.

Após “tudo” ser explicado eles decidem aterrissar no satélite LV – 223 (ainda não entendi o porquê de visitarem um satélite ao invés do planeta em si, seria o mesmo que alguém preferir ir a Lua antes de aterrissar na Terra, mas “ah, deixa pra lá”).

Daí em diante começou uma série de atitudes sem noção que forçaram demais com o bom senso que no mínimo um filme de ficção científica deveria apresentar. Desde após a breve informação que dentro da então caverna o ambiente era saudável para as pessoas o arqueólogo tirar seu capacete (indo contra ao que todos diziam, pois ainda precisaria averiguar devidamente se não havia germes ou sabe-se lá mais o que naquele local), a David que ficava apertando e mexendo em tudo (mesmo que todo mundo dizendo para ele avisar quando fosse fazê-lo) o que via correndo o risco de ativar alguma coisa prejudicial a todos (o que de fato ocorreu) até uma das cenas mais imbecis que eu já vi. Na verdade todo o contexto em volta da cena foi ridículo. Após encontrarem um amontoado de cadáveres dos Engenheiros num local, os 2 cientistas resolveram fugir do local dizendo que não estavam preparados para isso (isso que dá não ler contrato), enquanto o resto da equipe continuou a investigação. O trágico é que chegou um momento em que todos tinham que voltar a Prometheus para se abrigar devido uma tempestade e bem, os cientistas foram esquecidos dentro da caverna. Só pra constar, um dos cientistas era geólogo e havia levado equipamento que servia para mapear todo o local, mapa este que na Prometheus identificava a posição de todos, além de que cada um deles tinha em seus trajes uma câmera para mostrar o que viam para o pessoal da nave. Mesmo assim, além de terem sido esquecidos, eles mesmos já estavam perdidos há horas (ainda não entendi porque em momento algum eles não avisaram a Prometheus sobre sua situação).

Tendo que ficar dentro da caverna, resolveram passar o tempo dentro do local, onde além de haverem também cadáveres dos Engenheiros, já havia sido identificado pelo andróide como uma espécie de túmulo com seu chão imerso de um bizarro líquido negro que escorria de vários vasos. Tal local estava lacrado há mais de 5 mil anos e quando fora aberto o conteúdo desses vasos começara a vazar.

Só um adendo. Imagino o tipo de odor e sabe-se lá que germes, fungos e outras coisas nojentas que devem ter num local fechado por 5 mil anos. Eleve ao quadrado isso por haver cadáveres. Agora eleve ao cubo por isso tudo ser alienígena e você nem tem noção direito do que isso trata. Bem, como o modo “ah, deixa pra lá” é uma constante no filme, aparentemente isso é irrelevante para a história de um filme de sci-fi horror.

Continuando a cretinice, os 2 cientistas outrora haviam abandonado o grupo porque viram um monte de cadáveres (ah, um deles era biólogo e em momento algum quis sequer analisar o Engenheiro) e agora resolveram dormir num lugar onde tinham mais cadáveres. Coerente, certo?

Bem, enquanto estavam lá, eles acabaram encontrando com uma espécie de cobra mutante (alterada geneticamente pelo líquido negro) e o biólogo resolveu brincar com ela. Claro, por que não? Falou até que ela era fêmea e bonitinha, até que ela enrolou no seu braço e apertando-o tanto que o quebrou enquanto esguichava ácido na cara do geólogo que caiu de fuça no líquido.

A cena impacta mais pelo grau de burrice do que pelas mortes, mas quisera eu que estas fossem as únicas mortes idiotas.

Uma coisa que achei “interessante” no filme é que no fim você percebe que se passaram 10 dias ao todo que eles ficaram naquele satélite, já que eles chegaram dia 21/12/2093 lá (oh, que data sugestiva) e o filme terminou exatamente no réveillon, dia 01/01/2094. Todavia, parece que se passaram no máximo 1 dia ou menos. A passagem de tempo é péssima.

Então, os tripulantes chegam a nave. O arqueólogo fica triste porque os Engenheiros estavam mortos e vai lá se embebedar. Parece que descobrir uma nova civilização, descobrir que toda sua pesquisa de fato valeu e que tal descoberta irá revolucionar toda a humanidade, sua religião e origem não foram o bastante para ele. Ele também se esqueceu que além de haver outros satélites para explorar há apenas um grande planeta no centro disso. Também concordo que dar uma de emo e se alcoolizar é a atitude mais justa para uma pessoa numa situação dessas.

Foi nesse ponto que o modo “escrotizador” do David começou. Quem estava atento já tinha percebido que todas suas condutas estranhas eram a mando de Peter Weyland, mas a forma como ele reagia às pessoas em volta, davam a entender que ele estava desenvolvendo emoções. Ele ocultara informações e até infectara o arqueólogo para descobrir no que daria a bagaça negra no corpo de alguém. A cada vez que David aparecia na tela todo mundo ficava ansioso, pois esperava que logo ele se revelaria como o vilão da história, até que Peter Weyland aparece pessoalmente para arqueóloga que tava fazendo um cooper após ter aberto a barriga e tirado um ovo de páscoa de 60gr e depois fechá-la com um grampeador. Não vou nem falar muito dessa cena que é uma das mais polêmicas do filme. Ela é tão surreal que recomendo que a vejam.

http://www.youtube.com/watch?v=pMT-z4ks-Iw

Voltando, após a aparição de Weyland, todo o desenvolvimento de David vai pro saco e a interpretação de Fassbender segue o ritmo insosso dos outros personagens. A própria Charlize Theron chega num momento em que também se perde não acrescentando nada mais a história.

Já nesse ponto, após muitas mortes avulsas a toa, David com os conhecimentos obtidos leva o velhinho e mais uns randoms pra morrer pro local onde o andróide encontrara um Engenheiro vivo que também estava em estase há no mínimo uns 2 mil anos. A arqueóloga (perceba que nem menciono o nome pra representar o destaque dela já que teoricamente era pra ser a protagonista, o que em momento algum você a encara como tal) acompanha o grupo mesmo após ter feito a cirurgia e parece que ninguém se importa com o fato dela ter retirado o feto de um alien dentro de si sozinha e o deixado no quarto da Charlize.

Eles despertam o Engenheiro e enquanto a arqueóloga é esmurrada no estômago por um soldado por ter tentado perguntar antes do velho, este pede para David dizer no idioma do grandalhão albino seu desejo de estender sua vida.

Sério, você acorda após 2 mil anos e o que você encontra são seres inferiores (tanto em tamanho, quanto em importância) te questionando como fazem pra viver mais. Achei justo e compreensível o Engenheiro decapitar David, dar um tabefe no velhote, arremessar o soldado e a enfermeira na parede e ir lá ativar sabe-se lá o quê.

Na Prometheus todo mundo vê isso através de David (que ainda está vivo porque ele é um andróide oras) e ficam preocupados sobre o que fazer.

Aí chegou o 2º momento mais forçado do filme. O capitão da Prometheus, que de relevante no filme fora ter dado uns pegas na Charlize, do nada teve a dedução súbita de que aquela caverna é uma nave e que aquele satélite onde estavam na verdade era uma instalação militar. Assim mesmo. Do nada.

Outro adendo rápido: Por que cargas d’água esses Engenheiros desenhariam pictogramas apontando a localização desse tipo de lugar para humanos? Bem, talvez na continuação (já que o final do filme indica que haverá, mas vai saber) isso seja explicado. Ou não.

Enquanto isso a arqueóloga foge da espaçonave que se prepara para voar. Mesmo com a barriga presa por grampos ela corre se esquivando de escombros, pulando buracos e sendo informada pelo capitão do que o local se trata ela realiza o momento mais forçado do filme: pediu pro capitão se suicidar rapidinho colidindo a Prometheus com a nave do Engenheiro, pois este iria destruir a Terra. E não é que ele aceitou? E veio com 2 pilotos assistentes de brinde. Lábia, seu nome é Elizabeth Shaw.

O capitão avisou pra Charlize (que tirando os outros 3 era a única na nave ainda) sair da Prometheus porque ele tinha que salvar a Terra (será que com 1 trilhão não dava pra nave ter sequer uma arma?) e foi lá se matar.

Ela foge e logo encontra com a arqueóloga, mas nem dá muito tempo já que têm que correr por suas vidas, pois a nave inimiga está caindo na sua direção. Esta vai rolando pra cima delas como se fosse uma rosquinha e bem, elas poderiam se esquivar da rota da espaçonave indo simplesmente para o lado (uns 5 metros já seriam bastante!), mas não tinham que ficar correndo em linha reta. A arqueóloga teve a sorte de tropeçar, cair e rolar pro lado, mas a querida Charlize não teve essa sagacidade e foi esmagada. Eu tive vergonha alheia dessa cena.

Enfim, o epílogo consiste de Elizabeth indo no quarto da Charlize (que era uma instalação a parte e fora destacada da nave antes da colisão) pra obter suprimentos e pelo comunicador ela descobre por David (que mesmo com o impacto ainda estava funcionando) que o Engenheiro está indo em sua direção (por quê? Ora bolas, é um filme de terror, não é?). Começa uma desequilibrada luta entre ambos, onde no fim ela abre a sala de operação e tchã nã, aquele feto cresceu e virou um polvo gigante com predileção por carne branca.

Ela sai dali e seguindo as instruções de David recupera o que restou, sua cabeça. Ele diz que pode auxiliá-la a voltar a Terra, pois sabe como pilotar a nave. Ela diz que não, que quer ir até o planeta dos Engenheiros e saber o porquê deles quererem destruir a humanidade.

Como disse no início, esse filme prometia muito e um dos pontos mais importantes e polêmicos era sobre a questão da religião. É um filme que pedia que o espectador tivesse uma suspensão de sua descrença sobre o que o filme apresentava para assim você entender seu ponto de vista. Era interessante porque isso remetia a você se ver pelos olhos dos únicos 2 personagens que acreditavam em Deus, Elizabeth Shaw e Peter Weyland (mesmo este tentando obter talvez a imortalidade, ele queria saber mais para assim poder evoluir). Eles buscavam encontrar seu Criador para assim descobrir mais sobre si. Todos os outros tinham motivações materiais e superficiais. David aqui seria um coringa, pois dava a entender que por ele ser a criação da criação, talvez o que ele ambicionasse no fim seria ele próprio ser o Criador, mas isso é mera filosofia. O que importa é que o filme falhou no que propôs em virtude dos vários buracos na trama.

Muitos comentam que o culpado disso seria o roteirista Damon Lindelof. Seus roteiros confusos e esburacados já são conhecidos por aqueles que assistiram a Lost.

Ao invés de pedir uma suspensão de descrença o que foi implorado era uma suspensão do bom senso do público. Havendo uma continuação, talvez vários fatos do filme ganhem coerência, o que duvido. O que houve em Prometheus foram furos de roteiro. Um filme pode muito bem apresentar mistérios que resultem em ganchos para futuras continuações, mas o filme em si tem que ser fechado para o propósito que apresenta. Poderia citar vários filmes, os quais você pode assisti-los sem problema de achar ruim porque não assistiu ao filme seguinte, como Matrix e Harry Potter.

Se há uma coisa que aprendi com o filme é que sempre devo ler o contrato…

Opa, já ia esquecendo, quem for assistir, espere até o fim (até porque se você chegou até aqui esperar um pouco mais não é martírio algum) que terá uma surpresa. =D

Tá, é o Alien. Surpresão, né? ¬¬

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