Bem vindos futuros moradores de Wisteria Lane

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Demorei tanto para voltar a falar dos episódios de Desperate Housewives, que a série acabou de fato, então vou dar uma pincelada nos episódios 20 e 21, antes de chegar a Series Finale dupla que fez igual ao season finale do ano passado, concluiu a história da temporada e foi amarrando “algumas” pontas soltas.

Como tinha dito em reviews passados, a série tinha tudo para terminar de forma trágica pelo que vinha mostrando, não foi esse o caminho escolhido, e devo dizer que faltando 1 minuto para o finale, estava decepcionado, até que por uma lembrança muito digna de passagem, acho que Desperate Housewives fechou sua história com chave de ouro, ou de prata, tenho mais detalhes sobre isso abaixo.

Com spoilers para quem não assistiu do 8×20 ao 8×23.

Desperate Housewives – 8×20 – Lost My Power

Começando com a trama principal que tinha Bree como foco, aqui começou o pré-relacionamento dela com o advogado, as descobertas dos casos nos tempos de crise, depois de um discurso todo puritano no restaurante típico de Bree. Que só aceita contar as verdades a Trip depois que o mesmo confessa seus problemas sexuais.

Gabi disputa com Carlos a atenção de uma viúva querendo gastar, ela querendo que a mesma comprasse de tudo na loja onde trabalhava, ele com a caridade. Resultados os dois perdem devido às armações alheias, e confirmamos que Carlos é um tubarão como Gabi compara, que não tem mais os oceanos para nadar.

Lynette começa um relacionamento com o chefe de Tom, Gregg por vingança contra o ex – em doses menores – mas para atrapalhar a relação de Tom com Jane, que não andava as mil maravilhas.

Susan tenta ajudar MJ a construir um carro para a corrida de pais e filhos, mas o filho não aceita, por que na escola já zombam do mesmo ter perdido o pai. Susan acaba se rendendo a ajuda dos homens de Wisteria Lane para melhorar o humor do mimado filho.

Enquanto isso Reneé briga com Ben por não saber o motivo de guardar segredos no julgamento de Bree, que não dividia com a futura esposa, mas acabam se reconciliando, com a promessa que depois de casados, ele abriria o jogo.

Desperate Housewives – 8×21 – The People Will Hear

Neste episódio a história principal envolve Bree que com ciúmes excessivos de Trip acaba tirando uma importante detetive particular do seu caso. Na verdade a moça descobre que Ramon é Alejandro, padrasto de Gabi. Depois de se declarar para Bree, Trip descobre a história toda do assassinato.

Com isso o advogado quer colocar Gabi para depor, mas Bree finge desmaio, para evitar que a história seja contada, Trip pressiona Bree que mesmo correndo o risco de ser presa, prefere não colocar a amiga no centro de tudo.

Susan ajuda Julie com o nascimento do bebê e vendo que Preston parecia distante e agora sem a segurança de assumir o filho, acaba resolvendo ir com a filha para assim Julie conseguir terminar o PhD, enquanto Susan agora sozinha cuidava do neto.

Aqui tem um vínculo sobre a morte de Mike, mas tenho de que dizer que achei a morte dele que foi explorada, mas mal resolvida, com uma solução ali de uma frase dizendo que pegaram o agiota e tal, mas perdemos o personagem na reta final, e Susan ficou sozinha só para justificar a ajuda a filha, acho que Mike seguiria a esposa para onde fosse.

Lynette continuou sua vingança com Gregg até perceber que é de Tom que gostava e despachar o “reserva”, que se vinga falando mal de Lynette no escritório só para levar um belo soco de Tom. Este termina de vez com Jane, só que por engano acredita que o outro homem na vida de Lynette é Lee.

Desperate Housewives – 8×22 e 23 – Give Me the Blame e Finishing the Hat

Quando esse episódio começou sob o ponto de vista da Sra. McCluskey já entendi algo que também questionava, o motivo da sua doença, aparentemente deslocada na história. Fazia todo o sentido, ela era a peça chave para a resolução da história da temporada.

Paralelo a isso temos todas as Housewives se oferecendo para ajudar a cuidar dela em caso com Roy, Tom achando que Lynette o traiu e dando entrada nos papéis de divórcio, Susan escondendo da venda da casa para as amigas.

No julgamento temos Ben negando a contar sobre a ligação que poderia incriminar Bree, o que leva Reneé a delegacia, nesse momento que ela descobre quando aconteceu o crime, durante o Jantar Progressivo e acaba falando mais do que deve, e sendo chantageada pela promotora para que Ben não fosse deportado. Resultado a situação de Bree só piora quando Reneé diz que a viu chegando de madrugada, suja e com uma pá.

Aí vem uma parte bem engraçada, Carlos e Gabi disputam quem vai se entregar para salvar Bree, e Sra. McCluskey ouve o que aconteceu naquela noite. Gabi engana Carlos que acaba detido por ter uma arma oculta no casaco.

Mas a salvadora da pátria usa os argumentos de Gabi, para falar que matou Alejandro para proteger a vizinha, por que Wisteria Lane era uma grande família. E que a adrenalina e o medo a impulsionou a isso. Como falei no início do review deu para entender essa solução com a narração inicial, só que aí tem um monte de furos.

Sra. McCluskey é absolvida, ok. Pela idade e doença. Mas ninguém contesta o porquê de Bree estar daquele jeito de madrugada, só por Karen diz que Reneé estava bêbada.

O detetive Murphy que queria Bree presa desapareceu e falando nele o caso de Chuck Vance também, Orson fugiu mesmo sendo criminoso numa boa, e ficou por isso mesmo. Tanto quanto a história de Mike.

Só que o argumento da Sra. McCluskey é quebrado ao final da série, da vizinhança unida, volta lá daqui a pouco.

Com o julgamento e o caso de Alejandro resolvido, Roy conta a Tom que teve “a” conversa com Karen e que precisa falar tudo que deseja para Lynette antes de assinar os papéis do divórcio. Num momento de reconciliação a história do amante nem é esclarecida para o telespectador, mas pelo menos o casal estava junto. Um deles, Bree estava com ódio de Trip pelo fato de colocar Gabi para depor.

Aí vem o episódio final de fato com a cena da chegada de Mary Alice ao bairro e sua primeira conversa com Martha Huber que levou a trama da primeira temporada e da 7ª.

A seguir temos o retorno de Katherine, só para fazer uma proposta de emprego a Lynette, causando outro conflito com o casal recém-reconciliado, para finalizar sua história de lésbica e agora uma empresária de sucesso.

Gabi passa a ser nova gerente de sua sessão e repete os erros de Carlos, que para abrir seus olhos contrata uma jardineira de “mão cheia”. E no final mesmo brigando eles tem o seu final feliz.

Tom e Lynette também pós-trama do casamento de Renée e Ben, que não faço questão de comentar, foi só para gerar alguns momentos engraçados, como a da fuga da loja, ou da bolsa estourando no vestido –horroroso por sinal – de Renée, muito melhor o outro que roubaram.

Susan e Julie tem sua história ligada ao nascimento do bebê, que convoca Lynette e a família também para o hospital, saindo no meio do casamento.

Bree e Trip fazem as pazes, depois que ela confirma que ele gosta dela mesmo sabendo de todos os seus defeitos.

Sra. McCluskey se despede ao som de Wonderful, Wonderful no vinil como desejou, e Trip conseguiu.

Temos o jogo de pôquer de despedida. Que aí vejo outro erro, como mulheres unidas por quase 20 anos, podem não cumprir a promessa de se ver de novo.

Susan segue com Julie e MJ para longe. Depois é Lynette e família se mudando para NY para a empresa de Katherine, ficamos sabendo do seu sucesso como gerente, de sua casa de frente para o Central Park até cuidar dos seis netos.

Gabi faz sucesso com a própria loja, ganha programa de TV, e muda para uma mansão na Califórnia, sempre auxiliada por Carlos.

Bree se casa com Trip, o que seria óbvia sendo a última a mudar da rua. Volta a ser a recatada mulher que era no início, e vira Senadora.

Mas o fato que me depois chateado até aquele momento, fora tudo que falei, o fato das quatro nunca mais se verem, foi o esquecimento de personagens importantes que já tinham partido, fora Mary Alice que narrava e apareceu no inicio do 8×23. Onde estava Mike? O criador da série havia o esquecido, afinal ele que assinou o último episódio.

Mas não, ao mesmo tempo em que os mistérios de Wisteria Lane não acabaram, vide a nova moradora da casa de Susan, os espíritos estavam lá, todos de branco, incluindo Mike que acompanharia Susan.

Belo encerramento senhor Marc Cherry. Boa sorte em sua nova empreitada com a produção de Eva Longoria.

Até uma nova resenha.

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