Mr. X ataca novamente

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Na última matéria sobre Fringe falei que esta história com David Robert Jones era apenas o arco de meio de temporada e que o principal era Peter voltar para casa. Três episódios se passaram e como uma excelente série de ficção, já que não posso ter mais certeza disso e a pergunta que não cala, Peter precisa mesmo voltar para “casa”?

Com spoilers dos episódios 4×12-14.

Fringe – 4×12 – Welcome to Westfield

Aqui no início vemos o início da história que se estende pelos 3 episódios comentados nesta matéria e além, com o sonho erótico de Olivia com Peter, a semente para o que viria a acontecer.

De outro lado, Walter e Peter conseguem criar o dispositivo para fazer a Máquina responder ao mais novo Bishop, só precisando da autorização de Broyles, autorização demorada essa, principalmente pelos eventos do episódio 12, e 13 e 14 que funcionam como se fossem um só.

O caso da semana foi interessante, teve um ar de Arquivo X nele e um pouco do episódio Johari Window da 2ª temporada. Com o trio principal da série preso em Westfield, onde as pessoas ficavam esquizofrênicas do nada, mudando de personalidade, e com memórias que não deveriam ter.

Vejo o caso do atendente da lanchonete que é um doce com Walter – que parece o primeiro visitantes de anos e depois vira um psicopata, com a retina dupla no olho.

Na verdade descobri antes de Walter e sem spoilers que aquilo ali tinha a ver com um cruzamento entre os dois universos. Walter descobre na cidade que as pessoas tinham 92 cromossomos e partes replicadas do corpo, como um duplo maxilar de uma mulher que suicida por não saber se o marido morreu ou não, devido ao conflito das realidades em sua cabeça.

Uma experiência de David Robert Jones para algo maior. Olivia parecia ter os mesmos sintomas, mas na verdade estava “carregando” a memória da nossa Olivia, ou melhor, a Olivia do Lado A. Walter fala mais tarde no episódio 13, que ela está usando sua habilidade com o tratamento de Cortexiphan para assimilar a Olivia de Peter.

A saída encontrada por Peter quando a cidade começa se partir devido ao fato de “dois corpos ocuparem o mesmo lugar no espaço” é encontrar o olho do furacão e se proteger, a ideia da certo, a cidade se torna um deserto, mas todos naquele lugar conseguem sobreviver e finalmente a ajuda chega.

No final temos a cena de Olivia beijando Peter e pedindo comida da lanchonete que iam ao Lado A como se aquilo fosse natural.

Fringe – 4×13 – A Better Human Being

O episódio 13 foi o mais fraco dos três com a ideia do garoto que podia ouvir várias vozes e por isso é tido como louco e na verdade se tratava de uma experiência, para gerar humanos aprimorados que funcionassem como uma colônia de abelhas, transmitindo pensamentos uns aos outros e se protegendo de perigos, matando todos que poderiam os expor, inclusive o cientista, também seu pai biológico.

Walter no hospício conversando normalmente sob sua estadia em St. Claire e falando com o homem que acha veio de Vênus como se fosse normal e depois falando que o garoto não era louco e explicando para mulher como sua habilidade funcionava e pedindo que Astrid o monitorasse, enquanto ele cuidaria de Olivia e suas novas memórias.

Só que a teoria de Walter para o que acontece com Olivia vai por água abaixo, quando ela fala do Sentex, que Peter desconhecia. Se a memória de Olivia não é assimilada de Peter de onde seria. Esta é a pergunta máxima desse episódio, que parece cair por terra no 14, talvez só por uma confusão de Peter, mas pode ser que ele esteja no lugar certo, em casa, só que as pessoas esqueceram que ele existiu, a partir do momento que ele foi apagado, como os Observadores falaram no Season Finale da 3ª Temporada, e Olivia é a única que está restaurando suas memórias devido as suas habilidades especiais.

No final os irmãos de Sean tentam matar Olivia e Peter por expor o cientista e o mesmo por ter contado sobre os jovens, Sean fala que as vozes sumiram quando seu pai biológico morreu.

 

E como disse a história em si do episódio é fraca, a mitologia com as memórias de Olivia salvam o episódio da catástrofe.

No final do episódio temos a cena no cofre, onde Walter e Lincoln descobrem que o cortexiphan do laboratório é falso e a trama envolvendo Nina está tão confusa que fiquei completamente perdido.

Fringe – 4×14 – End of the All Things

Ao invés de falar do final do 13 com o sequestro de Olivia que é presa com uma das Ninas. Resolvi colocar na resenha do 14, já que Peter continua sua busca neste episódio e encontra as câmeras escondidas.

No cativeiro, Olivia é testada novamente com as famosas caixas de luzes de Jones, e não consegue usar suas habilidades, porque seus sentimentos por Nina estão apagando devido às novas memórias adquiridas. Numa conversa com a mãe de criação ela fala que acha que só Peter pode ativar suas habilidades, como já fez antes. E descobrimos que a Nina no cativeiro não é a real.

Peraí temos duas Ninas e nenhuma é a mãe de criação de Olivia. A que está presa seria o shapeshifer 2.0 e aquela ali também, ou aquela seria a Nina do Lado B alternativo que existe. Afinal Peter não deveria existir e Robert era para estar morto.

Os Observadores – alguns deles – se reúnem e procuram por September, falando que em breve ele reapareceria para responder sobre o fato de Peter não ter sido completamente apagado daquela Timeline.

Peter consegue encontra uma imagem sobreposta no vídeo, o tal do palimpsesto que Walter menciona e parece ter a ver com a teoria de memórias substituídas com o apagar de Peter da realidade, uma metalinguagem do que acontece na série. As imagens mostram Leland, o capanga de Jones que na verdade morreu há 3 anos no lado A. Mas com acesso ao lado B e aos shapeshifers isso é o de menos.

Quando a Fringe Divison não tem, mas como procurar Olivia, September surge no laboratório e entra em colapso por causa do tiro que tomou, ainda não sabemos quando e de quem. E Peter resolve entrar na sua mente.

Na melhor cena ever de Fringe até o momento, vemos o Big Bang, a explicação do que são os Observadores, e do porque de Peter ser importante, e que tudo saiu dos eixos com o nascimento de Henry, o filho de Peter e Bolivia (como costumam chamar sua contraparte do Lado B da Timeline original).

Sem poder continuar, September fala que “eles” estão chegando e para Peter ir para casa e o expulsa, desaparecendo em seguida, como apareceu.  Quando morreu é como se ele fosse deletado do passado, por ser uma presença “não física” ali. Não sei?

Saber o que são os observadores – cientistas de um dos possíveis futuros que podem viajar entre e pelo tempo e ver suas origens é apenas um fragmento da trama de Fringe.

No final Peter volta para casa e acaba sendo levado ao cativeiro, onde Olivia consegue usar suas habilidades para salvar o amado, fritar o figurante Leland, e escapar.

Nina Evil e Jones fogem para o Lado B, só que antes o vilão toma um tiro na garganta, e fala que tem certas vantagens de se dividir a um nível atômico e foge como se o tiro não fosse nada.

No final Peter acha que está fazendo mal a Olivia, ou traindo a original já que não tem uma definição se está no lugar certo ou não, e acaba se afastando de Olivia.

Agora temos 3 semanas sem Fringe e a série retorna só no dia 23/03, é contar os dias para o final da série e fazer torcida e começar a campanha.

@SAVEFRINGE.

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