REContando

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Algumas séries que escrevi no Você Vai Entender foram só pinceladas e com o tempo episódios foram acumulando ou até as temporadas menores acabaram, nessa sessão de séries vou fazer um resumo das temporadas até aqui ou como é o caso de hoje falar da temporada como um todo.

É claro que vai ter spoilers para quem não assistiu até o final. A série de hoje é American Horror Story.

Como já havia falado na primeira matéria da série American Horror Story é centrada na mudança da família Harmons para sua nova casa em Los Angeles, a família em si já carregava todo um drama, a filha (Violet) tem uma rebeldia natural, o pai (Ben) foi pego no flagra pela esposa (Vivien) a traindo, e a mesma tinha acabado de abortar.

Através de flashbacks histórias de moradores anteriores são contados e o porquê disso tudo, como tais histórias se correlacionam com as atuais, simples, os moradores de certa forma ainda vivem ali.

A “Murder House” como anuncia a excursão Eternal Darkness que passa pela casa é famosa por seus moradores que ali faleceram, desde o médico que construiu a casa nos anos 20 para a esposa.

Todos os ex-moradores, ou melhor, moradores mais antigos ainda vivem ali e tudo isso está ligado com uma mitologia construída no decorrer da temporada. Todos que morrem na “Murder House” ficam ali e não como fantasmas e sim como pessoas aparentemente comuns que sangram, sofrem e até fazem sexo.

Com o tempo descobrimos que alguns personagens que imaginávamos estar vivos já deveriam ter partido há muito tempo mais uma força impregnada na casa, como explica a médium Billie Dean os prende a casa.  Mortos ali, para sempre na casa.

Falando um pouco dos personagens centrais além de Ben (Dylan McDemortt), Vivien (Connie Britton) e Violet (Taissa Farmiga), há mais dois personagens centrais a trama, são eles Tate o jovem perturbado que começa a se tratar com Ben, um terapeuta que não acredita em terapia – como discursa no episódio final da temporada – e a vizinha dos Harmons Constance (Jessica Lange), que está concorrendo a um Globo de Ouro pelo papel na série, a personagem é mãe de Addy, uma jovem com Síndrome de Down, virou característica das séries de Ryan Murph dar papéis importantes para jovens com Down.

Ainda tem como personagem principal Larry (Denis O´Hare) que de importante não tem nada, ele é o único que contou uma história para aumentar o drama do personagem e no final não era nada disso.

A trama da temporada focou em três pilares por assim dizer na maternidade representada por Vivien que logo fica grávida de novo do Rubber Man, outro personagem icônico da série – um homem num traje negro de borracha – achando que ele era seu marido. Outras mães são representadas por Constante e seu três filhos como ficamos sabendo ao longo da série: além de Addy, ela é mãe de Tate (grande surpresa) e de Beau e Nora Montgomery a primeira moradora que teve o filho ressuscitado pelo marido como uma aberração.

Outro pilar que compõe a série é o poder dos mortos na casa de fazer praticamente tudo inclusive de engravidar Vivien, afinal o Rubber Man na verdade era Tate – falecido desde o primeiro episódio, faça uma experiência veja a cena da terapia com Ben no piloto depois do final da série para ver como tudo se encaixa.

O terceiro pilar que junta à maternidade e os mortos é o história do Anticristo – na verdade na versão de American Horror Story- o filho de um morto e um vivo – Tate e Vivien.

A temporada passa descobrimos sobre todos os antigos e novos moradores da casa falecidos, como Hayden a amante de Ben, o namorado de Constance, a esposa e filhas de Larry. São tantos mortos que perdemos a conta.

A série soube correr riscos em um ponto, onde você viu uma série que teve a coragem de matar seus três protagonistas, afinal Violet tenta o suicídio e continuamos achando que ela está viva, enganados pelos autores, depois é Vivien que morre ao dar a luz ao Anticristo e para terminar Ben é enforcado por invasores da casa mortos no episódio 2.

Com o elenco fora a série ainda continua, com Constance criando o Anticristo que já matou sua babá com apenas 3 anos e os fantasmas presos a casa e a família Harmons expulsando os novos moradores para que não sejam amaldiçoados como eles.

Se ainda não leu sobre a 2ª temporada da série recomendo parar aqui.

A 2ª temporada será um novo cenário, com outro elenco e trama, a história da Murder House terminou ali e acho que foi uma boa jogada por um lado, e não tão boa por outro, continuar com todos os mortos só transformaria a trama em cíclica e cansativa, mas abandonar a mitologia e tudo que poderia ser explorado com o bebê também é pena, além é claro da saída de Jennifer Lange.

Só por curiosidade para fechar, a ideia inicial de Heroes seria essa trocar todos os personagens e alterar o enredo da história, tenho certeza que seria muito melhor que o excesso de Sylar, Hiro e Peter, além é claro de Nathan que não morria – mais spoilers, desculpa – vamos ver se em AHS ela funciona e acho que vai dar tudo certo e algumas pessoas do elenco vai voltar como outros personagens, pelo menos já é uma notícia boa, 80% do elenco era de primeira.

Continua numa próxima sessão.

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