Mulheres Ricas… E ao mesmo tempo pobres?

POR FELIPE VALADÃO

Sinceramente não vi esse programa que entrou na grade de férias da Band (substituindo o CQC nas merecidas férias), mas vi muitas chamadas na programação da Band, e li muito em vários blogs.

O que eu posso analisar de maneira inicial é que muitas vezes o dinheiro não escolhe os mais capacitados e a meritocracia é bem estranha…

Cinco mulheres alienadas e alheias ao que acontece na vida “real”.

Lydia Leão Sayeg, Brunete Fraccaroli, Narciza Tamborindeguy, Val Marchiori e Débora Rodrigues. Milionárias (não sei o quanto são), que curtem a vida de maneira adoidada.

Reconheço que gostaria de ter um estilo de vida confortável. Carro, frequentar algumas festas, viagens, roupas e ajudar ao próximo. Sim, afinal ter uma grana dessas deve ter algum sentido cósmico.

Afinal o conceito de filantropia não é apenas ajudar um orfanato ou um asilo. Filantropia vem do grego φίλος (amor) e άνθρωπος (homem), e significa “amor à humanidade”.

É realmente se importar com o próximo que não é tão afortunado quanto você, é ajudar de coração procurando fazer a diferença no mundo. Não necessariamente você tem que ser rico para ajudar o próximo, basta querer (trabalhos voluntários, por exemplo). Mas voltando ao programa, tudo que li foi uma chuva de críticas em relação às participantes. Frases do tipo “se o rico não gastar, o dinheiro não gira”, “eu sou uma mulher blindada”, “meu closet é um labirinto”, “ser rico é uma delícia”, “ele é meus dois braços direitos” (???) e “minha família é muito rafinada (???)”… Dar água mineral francesa para um cachorro maltês, se espelhar numa Barbie, jogar ovos nas pessoas que passam na rua da sacada de um apto, comprar aviões particulares como se fossem balas, tomar champanhe sem motivo aparente…

Essa é a vida da dita “alta sociedade” brasileira? Provavelmente não, mas de uma parte considerável.

Então só posso definir a este tipo de gente como imbecil.

É obvio que não vou ser um falso moralista e dizer que não gosto de dinheiro. Nem vou dizer que dinheiro não traz felicidade (se não trouxer, ajuda bastante).

O que esse programa realmente demonstra é que existem pessoas que não se importam com ninguém a não ser com seu próprio umbigo (talvez uma cachorrinha maltês). O que mais querem é torrar dinheiro e curtir a vida. Por isso discuto como citei acima, a meritocracia da coisa. Em um país tão desigual, com pessoas abaixo da linha da pobreza, com 11,5 milhões de brasileiros vivendo em favelas por que justamente essas pessoas alopradas conseguem dinheiro? E o que é pior, provavelmente não ajudando ninguém (se ajudarem me retrato aqui, mas duvido que ajudem).

Ter dinheiro não necessariamente te obriga a ser idiota. A simplesmente inventar bordões e “tirar onda”. Ter dinheiro não te obriga a comprar coisas apenas pelo simples motivo de poder comprar. Não te obriga a beber champanhe a toda hora. Não o obriga a ser desprovido de humanidade e nem de intelecto (reforço isso).

Eu acredito que estamos aqui para fazer alguma diferença, evoluir. Buscar ajudar o próximo.

A vida é complicada, muitas vezes somos tomados por sentimentos ruins, como egoísmo, soberba… Mas a ideia é superá-los.

Jamais vou discriminar alguém por ter dinheiro, por ser rico. Eu também ambiciono isso. Ter uma vida confortável e eventualmente poder desfrutar de algum luxo. Mas não da maneira doentia como foi demonstrado nesse programa.

O mundo é injusto, mas tudo tem alguma razão, vai saber por que essas senhoras são tão ricas… Não devemos ter raiva delas, e sim pena. São ricas materialmente e pobres de espírito…

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