Grandes empresas unidas contra a lei antipirataria americana

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Maiores empresas da Internet ameaçam interromper serviços em protesto à lei que tramita nos EUA. “Estamos falando sério”, diz executivo.

As maiores empresas da Internet poderão interromper simultaneamente seus serviços como protesto à lei antipirataria que tramita no Senado americano. Ela propõe que não só os usuários que compartilham conteúdo ilegalmente sejam responsabilizados, mas também as plataformas que eles utilizam.


Intitulada Stop Online Piracy Act (“Pare Com A Pirataria Online”), a norma colocou em lados opostos grandes detentores de direitos autorais, como Warner, Paramount, Universal e Disney, e as companhias mais relevantes da web, como Google, Amazon, Facebook, Yahoo e Twitter.

Imagina só fiscalizar tudo que seus usuários colocam no ar para lutar contra pirataria, como o Google, por exemplo, faria isso?

Markham Erickson, diretor executivo da NetCoallition – que congrega as empresas contrárias à lei – afirmou em entrevista à FoxNews que os membros têm discutido a possibilidade de um “blecaute”, em que seus portais deixariam de funcionar e apenas exibiriam um apelo aos internautas: contate os senadores e insiste para que o projeto não seja aceito.

“Uma coisa como essa não costuma acontecer porque as companhias não gostam de colocar seus usuários nessa posição”, afirmou. “A diferença é que esses artigos alteram tão fundamentalmente a forma como a Internet funciona que as pessoas precisam entender o efeito que ele terá sobre elas”.

Erickson lembrou que por ser uma operação conjunta, seria algo sem precedentes. “Aí vocês saberão que estamos falando sério”. A Mozilla, desenvolvedora do Firefox, já desativou seus serviços por um dia em protesto à SOPA – como a lei vem sendo chamada – e a Wikimedia, que coordena a Wikipedia, está muito próxima de fazer o mesmo.

Já pensou um dia sem o Google, a Wikipédia e o Amazon, as próprias empresas estão deixando de faturar para provar seu ponto de vista e chamar atenção dos outros interessados – nós mesmos.

Em editorial publicado no periódico New York Post, Richard Bennett, pesquisador da Information Technology & Innovation Foundation, defendeu a proposta. “A SOPA atinge sites estrangeiros que vendem medicamentos falsificados e filmes roubados, não os portais americanos como o YouTube ou seu blog favorito”, ressaltou. “Criminosos da Internet montam suas lojinhas na China ou em uma ilha distante, sabendo que não serão punidos, mesmo com todos os trabalhos e vidas que colocaram em perigo nos Estados Unidos”.

Se for assim à ideia deles vai pelo ralo, quem compra medicamento pela Internet é tão pirado que nem vai se dar conta do blecaute e o efeito vai ser reverso. Impor uma lei nos EUA para afetar a todos me parece ilegal – tão ilegal quanto o que eles desejam.

Fonte: IDG Now

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