COMBO nem sempre salva ficha

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Aproveitando que o Ano Novo está chegando vou inaugurar uma nova sessão aqui no blog, ela se chama Gregos X Troianos. Do que trata a nova sessão ela pega algum tema já explorado aqui no blog e dá uma nova visão, como somos uma equipe de três de pessoas, tem hora que as opiniões divergem e por isso que a estreia vem a matéria de RPG, leiam ela aqui antes de mais nada: https://vocevaientender.wordpress.com/2011/12/08/a-arte-do-combo-em-rpg/

O que será que ele está fazendo tanto tempo com o livro?

Meu caro companheiro abriu a matéria com frases que gostaria de resgatar aqui e comentá-la só para começar.

Envolve por exemplo sobre qual o jeito correto de jogar RPG….”

Realmente não existe jeito correto de jogar RPG. O combo eu sei que faz parte de muitas mesas sendo característico de alguns jogadores, o problema é que combo gera um guerra entre os jogadores, o que de forma alguma ajuda ao mestre e o objetivo principal do RPG a diversão. Quando só um personagem resolve tudo para que grupo, os jogadores debandam para outros grupos, vão jogar videogames MMO, onde os jogos serão muito mais justos.

Mas enfim, fazer combo é uma arte ou apenas uma guerra armamentista?”

Fazer combo gera uma guerra mencionada e a meu ver está longe de ser arte. Arte na concepção da palavra é aquilo que é feito para o apreciamento das pessoas, fala quando seu companheiro de jogo fez um combo e você ficou apreciando isto? Eu não.

Guerreiro escolhendo a melhor combinação de armas e armaduras possível.

Eu particularmente gosto de jogar visando “otimizar” um personagem. Se eu posso utilizar a regra a meu favor e fazer um personagem que pode cooperar de maneira positiva, porque não o fazer?”

Não acho que personagens combados cooperam de maneira positiva só negativa. Um personagem que realiza tarefas sozinho como normalmente são feitos os combos não precisam do grupo para nada, e estão fadados a ficar sozinho por opção do coletivo, andamento da aventura ou até por opção do jogador que não terá motivos para se aventurar em grupo.

Daí vem centenas de problemas, turnos separados gastam tempo útil da aventura, deixam todos os jogadores de saco cheio, se eles não tiverem com o que se distrair vão conversar alto e isto atrapalha a comunicação mestre e jogadores que estão jogando naquele momento.

Para resolver isso vem os possíveis aventuras solos, Mestre e Jogador, lembro que já passei pela experiência e não era nem por causa da combos, não daqueles que estou discutindo aqui, sim no final sempre deverá haver um jogador com personagem combado, e aventuras assim ao invés de serem divertidas são enfadonhas, não temos para onde correr ou quem pedir ajuda, e a ideia do grupo de RPG se perde.

A matéria acima citada fala de tipos de combo, montar ficha por montar, para fazer um personagem que imagina que vai gostar de interpretar por meses não é combo, escolher tal raça e classe que tem a melhor combinação de dano sim, ou seja, parece a mesma coisa a primeira vista e não é.

Um mago que invoca fênix...cara de que...combo

Personagens ajudados pelo mestre existem, não vou negar que atuando como mestre muito mais que jogador já fiz isso, algumas vezes a história, a interpretação, ou a presença de tal jogador em praticamente todas as sessões leva a isso, hoje aprendi a lição e tento criar um equilíbrio, dar enfoque a história que os próprios jogadores criaram ou a ideia que tem do personagem e separar um tempo para as famosas side quests, é muito melhor assim.

Diferente do “combador estudado” que a cada nível analisa com calma magias e similares apenas para ser o mais poderoso, otimizar é mudar o rumo do personagem de acordo com a aventura. Faz com que cada personagem tenha uma identidade própria. Pois se reparar bem, o combador costuma fazer personagens muito parecidos. “

Acho o contrário o “combador” sabe que cada combo funciona uma só vez e vai tentar sempre criar algo novo, deveria gastar este tempo para criar uma história que pudesse se mixar a aventura e gerar uma excelente campanha a partir disso. Otimizar como meu amigo gosta de usar não difere tanto de analisar com “muita” calma as opções do personagens. Quem não comba na hora de fazer suas escolhas a faz pelo óbvio, quem comba escolhe o exótico para que ninguém imagine o que irá fazer lá frente, ledo engano.

Quando matar dragões é apenas uma tarefa diária.

É isso não vou focar no final da matéria de lá. Como disse cada um joga RPG da maneira que achar melhor, mas combo não é um bom caminho a se percorrer.

Agora é com você leitor temos dois lados da moeda, na sua opinião qual é o certo e se possível coloca o porquê, se não tiver com tempo pelo menos comenta que a sessão quer é isso discussão.

Até a próxima sessão Gregos X Troianos

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