Cenários de mais e suporte de menos

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Já falei aqui que a 4ª edição de D&D tentou equilibrar os personagens dos jogadores, mas cada edição tem os seus problemas e não estou falando de regras e sim de suplementos. Como assim?

Um monte de gente fala que D&D em todas as suas edições tem suplementos de mais, é uma verdade, alguns são de mais e outros de menos…

Falta suporte para alguns cenários lançados, e ao invés da Wizard of the Coast resolver o problema o que ela faz lança um novo cenário de campanha.

 

A 4ª edição não tem um cenário próprio para os seus suplementos e livros básicos, como havia o cenário de Greyhawk (olha ele aqui de novo) na 3.0 e 3.5, se você quiser jogar em cenários próprios do sistema tinha duas opções Toril ou como ficou conhecido Forgotten Realms e Eberron.

Gosto dos dois, mas sou super fã do cenário de Eberron, gostei de tudo como foi feito, para quem não sabe Eberron foi escolhido através de um torneio da Wizard, e o vencedor do torneio tinha direito a escrever um cenário para D&D.

Eberron era diferente de tudo na época e olha que para a 3ª edição ainda tínhamos o já falado Greyhawk, Dragonlance e Ravenloft, era um mundo que a magia não era usada só para caçar monstros em dungeons e sim no dia a dia do mundo, e misturado com tecnologia, trem e navios são movidos por forças elementais, assim como armas com dano de elemento na verdade era forjado unindo elementais a tais armas, olha que incrível.

Quando li sobre Eberron fiquei super empolgado e depois veio o balde de água fria para os brasileiros, pelo excesso de cenários traduzidos, a Devir – que é responsável pelos livros de D&D no Brasil – optou por não traduzi-lo. Tomei coragem e li o livro em inglês todo e até fiz uma tradução que durou meses.

Comecei minha campanha ainda em 3.5 (afinal Eberron já era um cenário 3.5) e tinha suporte para tudo jogar no período atual do mundo, no passado durante a Last War, em todas as grandes cidades e continentes.

Eram suplementos de mais para alguns e super úteis para mim.

Aí veio a 4ª edição, comecei a jogar uma outra campanha que até seria em 3.5, mas com os livros em inglês nas mãos me arrisquei, só tinha o Guide de Eberron, depois saiu o Campaing, que tinha mais detalhes da cidade que queria usar na aventura, a maior de Eberron, Sharn.

 

Antes Sharn tinha um livro próprio agora tinha 16 páginas no Campaign, como resumir uma cidade, e os monstros, sei que tem 3 livros dos monstros, dois outros só de dragões – que não funcionam muito bem num cenário onde os dragões são todos considerados deuses – e etc. Só que monstros próprios do sistema ou templates não existem.

O mais injusto nisto tudo é que depois lançaram Darksun, é um cenário muito bom também, e que já veio com um Livro dos Monstros próprio, por assim dizer,  peraí Forgotten e Eberron que foram lançados antes nada e Darksun sim.

 

E nem as revistas como a Dragon Magazine e Dungeon´s Magazine deram suporte necessário para os cenários, as dragonmarks que eram uma “marca” de Eberron tiveram sua mecânica alterada, permitindo que qualquer raça pegasse dragonmark, fail total, depois sem evolução da dragonmark como eram antes, tem a parada dos rituais, mas é super subjetivo isso, não tem mais os níveis.

E os itens de dragonmark ainda mais genéricos do nunca. Todos dão bônus para monstros com o subtipo x ou resistência y contra elementos. Criatividade zero designers do D&D.

Há algum tempo saiu Neverwinter como cenário, é uma parte de Forgotten, quem sabe sai algo assim de Eberron fico na esperança. Mais com o vibe Essencials acho dificil.

O que resta é improvisar e o Mestre já tem trabalho demais e o sistema não facilita.

Até a próxima

Uma consideração sobre “Cenários de mais e suporte de menos”

  1. Mas Leonardo, a estratégia de publicação da Wizards para o D&D 4 não era de um livro para jogadores, um livro para mestres e um de suporte (como a aventura para Forgotten) por cenário?

    Se consigo lembrar direito, o motivo era reduzir a barreira de entrada para quem se interessasse bem depois do lançamento, sem se sentir deslocado por não possuir todos os suplementos e materiais de campanha.

    O tiro pela culatra foi ter que condensar em poucas páginas todo um material que possui livros de carga histórica e não agradar nem veteranos nem novatos.

    Resta saber qual será a política de lançamentos para a 5ª edição.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s