Oscar Niemeyer comemorou 104 anos… é o que dizem

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Nesta quinta-feira, dia 14, o arquiteto Oscar Niemeyer completou 104 anos de idade – de acordo com o calendário utilizado pela grande maioria. Em seu escritório em Copacabana ele recebeu amigos e familiares para celebrarem a data.

Segundo nota do jornal “entre alguns dos convidados ilustres estavam Ricardo Boechat e Marcos Frota”, desde quando Marcos Frota é ilustre? Apesar da idade, ele permanece lúcido e com projetos de laçar a 11ª edição da revista “Nosso Caminho ”, dirigida por ele.

Realmente é um homem para se ter inveja!

Oscar Niemeyer Ribeiro Soares Filho, levou o nome do Brasil para a arquitetura mundial. Suas obras estão presentes não só aqui, mas também nos Estados Unidos, França, Alemanha, Argélia, Itália, entre outros países.

Na verdade assim como muitos acredito que as primeiras obras de Niemeyer foram no Egito…antigo.

Apesar de sua preocupação com a funcionalidade, a atenção à estética é uma das características mais evidentes de seus projetos, muitos dos quais contaram, inclusive com a participação de artistas plásticos consagrados como Cândido Portinari, Bruno Giorgi, Alfredo Ceschiatti, Burle Marx e Tomie Othake.

Após se formar engenheiro arquiteto pela Escola Nacional das Belas Artes do Rio de Janeiro em 1934, Niemeyer começou a trabalhar no escritório de Lúcio Costa, integrando a equipe que projetou o prédio do Ministério da Educação (Edifício Gustavo Capanema), um dos marcos da arquitetura brasileira.

Lúcio Costa o verdadeiro responsável por fazer as ideias geniais, mas que estavam só no papel se erguerem e permaneceram daquela forma.

O ano seguinte reuniu Niemeyer ao político Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, que o convidou para projetar o Conjunto da Pampulha – obra que o arquiteto até hoje considera uma de suas favoritas.

Uma igreja sem bancos, excelente! O padre manda se sentar e o pessoal faz o quê?

Interior da Pampulha

Em 1947, ganhou por unanimidade o concurso para a construção da sede da Organização das Nações Unidas em Nova York.

No início da década de 1950, projetou o parque do Ibirapuera e o Edifício Copan, que se tornariam cartões-postais da cidade de São Paulo. Também viajou à Europa, participando do projeto para a reconstrução de Berlim.

Quando Juscelino Kubitschek assumiu a Presidência da República em 1956, Niemeyer foi incumbido de organizar o concurso para a escolha do plano-piloto de Brasília, vencido por Lúcio Costa. 

Em poucos meses, Oscar Niemeyer projetou o Palácio da Alvorada, o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional, a Catedral, os prédios dos Ministérios, além de edifícios residenciais e comerciais da nova capital, inaugurada em 21 de abril de 1960.

Com o golpe militar de 1964, Niemeyer, cuja vida é marcada pelo engajamento político, foi impedido de trabalhar no Brasil, por isso resolveu mudar-se para a França. Com um escritório em Paris, ele ampliou suas fronteiras e desenvolveu projetos em outros países como na Itália, em Portugal e na Argélia.

Nos anos 80, com o abrandamento da ditadura militar, Niemeyer retornou ao Brasil e, no mesmo ano, projetou o Memorial Juscelino Kubitschek em Brasília. Quatro anos depois, sob o governo de Leonel Brizola, no Rio de Janeiro, projetou o Sambódromo. Em 1987, o Memorial da América Latina em São Paulo. Foi ainda responsável pelos CIEPs, Centro Integrado de Educação Pública.

Em 1991 projetou o Museu de Arte Contemporânea de Niterói e ao longo dos dez anos finais do século 20 criou várias outras obras importantes. Não interrompeu seu trabalho nos primeiros oito anos do século 21, desenvolvendo projetos no Brasil, em Oslo (Noruega), em Moscou e em Londres. Entre as obras recentes mais famosas de Niemeyer estão o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (PR), conhecido popularmente por sua forma de olho, e o Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

Confira na galeria, as fotos das construções do arquiteto pelo mundo e uma http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_obras_de_Oscar_Niemeyer

Não é o ângulo certo que me atrai, nem a linha reta e inflexível criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual – a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso do rio, no corpo da mulher amada

É isso uma parte da história de Niemeyer, você sabe que só uma parte, não sabe?

Até a próxima

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