Milagre em forma de pessoa

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Sei que as religiões pregam sobre o perdão, que cada tem uma forma de encontrar com Deus e mais a frente voltar ao mau caminho, como já aconteceu com muitos.

Mais tem hora que o exagero é demais, já teve de tudo quanto é tipo de gente virando evangélico: ex-gays, dançarinas que fingem ser cantoras, criminosos, atrizes pornôs. Todo mundo encontra o caminho dos templos evangélicos e acha que com isso irão mudar sua imagem.

Eles podem ser perdoados dentro da sua religião, mas aqui fora o que eles fizeram não passe em branco independente da desculpa. Olha só essa:

 “Funkeiro Tonzão larga Hawaianos e vira crente”

Dá uma pesquisada sobre este grupo que só lembro em cartazes colados pela minha cidade e vê como é fácil a inversão de valores.

Do nada o funkeiro – gostei da palavra é melhor do que chamar certos grupos por aí de cantor – troca suas roupas típicas por terno e gravata. O que ele queria com isso, acha que só porque colocou terno virou evangélico? Se fosse assim era só colocar terno que iria trabalhar de repórter da Globo.

No sábado passado Tonzão – excelente nome que ele deve continuar usando, dou toda a força – deixou sua casa no Rio de Janeiro e agora mora na sede da igreja, em São João do Meriti, para fazer um tratamento espiritual de purificação e no dia 21 já começou a dar testemunhos em presídios cariocas.

Façamos as contas sábado dia 19 ele sai de casa e dois dias depois já está pregando, o que um ex-funkeiro tem para pregar?

Tonzão garante que não vai mais subir aos palcos para fazer shows e declarou: “Se Deus permitir, e os outros integrantes (do grupo) quiserem, vou lá para dar satisfação ao público, mas de terno e gravata”, disse Tonzão ao jornal Extra.

O empresário Gilmar da Silva não acredita na decisão radical do parceiro. “Conversei com ele e, apesar da opção pela igreja, acho que nada vai mudar”. Como assim? Ele vai dançar no palco de terno e gravata, foi ele mesmo que disse isso.

Repare no "Paistor" é erro ou apenas uma má colocação de palavras unidas

E para fechar veja como o homem já presenciou alguns milagres que o levaram a mudar sua vida.

“Sempre me emocionava nos cultos. Vi moleques criados comigo na Cidade de Deus que matavam, roubavam, cheiravam e se prostituíam transformados. Gente que se você dissesse um ‘ai’ era capaz de matar estava vestida de terno e gravata no sol, servindo quentinha aos cracudos (usuários de crack)”.

Quanto milagre.  Será que a quentinha era normal ou batizada?

A “gota d’água” para abandonar o funk, segundo ele, veio na última quinta-feira, em São Paulo. Depois de uma festa, Tonzão foi parar no hospital.

“Sentia arrepios, tontura, convulsão. Só melhorei quando falei com o pastor”. Na conversa com o religioso, o músico ouviu que “o espírito da morte com uma foice na mão” havia deixado o corpo dele.

Uns três velhinhos devem ter morrido na fila do SUS para compensar.

Ao chegar ao Rio, no sábado, Tonzão resolveu ir à igreja. No caminho, pela Avenida Brasil, perdeu o controle de seu carro, um Vectra, e foi parar na mureta.

Seria um bom ou mal agouro?

“Era como se alguém estivesse dirigindo meu carro. Senti que Deus estava me chamando. Poderia ter acontecido algo pior”.

Era a morte de novo te chamando e não o templo evangélico.

Tem hora que não dá para ficar calado.

É isso até a próxima besteira nesta sessão.

Fonte Anastásio Notícias (onde acha que encontraria algo sim) e Lado B do Jornal Extra (outra excelente fonte).

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