Ainda Apagando Fogo com Gasolina

POR JOSÉ ALFREDO

Este texto trata-se unicamente do hype que estou tendo com a confirmação da data do lançamento do novo jogo de uma das minhas franquias favoritas, Max Payne.

Mais velho, mais tenso, mais puto. É o Max.

Para quem não sabe, morra Max Payne é um absurdamente frenético jogo de ação em clima noir em terceira pessoa onde você joga com o personagem título que é um policial que a cada jogo quanto mais ferra fisicamente com os inimigos mais se ferra psicologicamente.

Enquanto o primeiro jogo da série fora inicialmente uma jornada ininterrupta de vingança em busca de quem e por que mataram sua família, já o segundo se foca nele tentando entender porque certas pessoas que deveriam estar mortas estão vivas e porque estas mesmas pessoas e as que já estavam vivas o querem morto (é, é um pouco complicado e pode ter certeza que o Max concorda com você).

Nos dois jogos você não apenas joga com Max Payne, você também compartilha seu ponto de vista e principalmente, seus devaneios. Alimentando-se unicamente de analgésicos e estando quase que 90% do tempo sozinho matando gente, não me lembro de ninguém divagar tanto quanto Max Payne. São várias citações épicas que vem dele (como a do título, por exemplo) que já incorporaram meu cotidiano, ainda mais porque eu joguei a versão traduzida em português que tinha a dublagem magnificamente canastrona de Mauro Castro (dublador do Capitão Black em As Aventuras de Jackie Chan). Foi sensacional.

A marca registrada do jogo é sua ação frenética recheada de Bullet Time que hoje é vista em trocentos jogos, mas na época do primeiro Max Payne era uma inovação tremenda e digo que até hoje ninguém usa esse recurso de melhor forma.

Einstein estava certo, o tempo é relativo para o observador. Quando você está sob a mira de uma arma, você vê toda sua vida passando em flashes. Você sente o profundo desgosto e o medo.”

E agora falemos sobre Max Payne 3. Após passar anos e anos sendo adiado, finalmente fora anunciado para 6 de Março de 2012 o seu lançamento. Não mais desenvolvido pela empresa Remedy Entertainment e nem escrito pelo criador Sam Lake, este jogo está nas mãos da empresa Rockstar (a mesma de GTA – Grand Thief Auto e Lemmings!11) e sua história ocorrerá na cidade de São Paulo.

Do enredo pouco fora revelado. Até o momento o que se sabe é que a história começará 12 anos após os eventos ocorridos em Max Payne 2. Após ser demitido da NYPD, Max se mudou para São Paulo e agora trabalha no setor de segurança prestando serviço como segurança particular de uma rica família local.

Pelo visual que ele apresenta, estando gordo, careca e com uma aparência cansada e já desmotivada parece que os anos continuaram não sendo bons para ele.

A sorte era mesmo uma piranha, e eu estava sem dinheiro para pagá-la…”

Para você ter noção de como promete ser sensacional, a Rockstar recomendou que a galera assista a Tropa de Elite para já ir se preparando para o clima do jogo. Diz a empresa que mesmo o filme ocorrendo no Rio de Janeiro e Max Payne 3 em São Paulo a atmosfera, ação e dinâmica entre os dois serão bem semelhantes. Também confirmou que os cenários serão bem precisos com o que é visto na realidade.

A empresa declarou que todos esses adiamentos têm ocorrido, pois eles querem que o jogo seja perfeito, impecável. Fora comentado que o orçamento do jogo já ultrapassara a faixa dos 105 milhões de dólares. Outro fato confirmado é a utilização da engine Euphoria, a mesma utilizada em GTA IV e Red Dead Redemption. Houve uma severa dedicação na área de captação de movimentos para tornar toda a criação e ação das personagens o mais realista possível.

Eu havia ultrapassado meu limite há tanto tempo que nem me lembrava mais de como ele era…”

Este trailer (http://www.youtube.com/watch?v=V2N8JG44-bY&feature=player_embedded) motivador deste texto já me trouxe a adrenalina que é jogar Max Payne. Perceber-se rodeado de bandidos babacas atirando contra mim como se suas munições fossem infinitas. O segundo eterno ao pensar em que tipo de abordagem, que tipo de estratégia seguir e depois tomar consciência que no fim nada disso importa, apenas o próprio fim e ir direto contra todos, com duas armas em punho, vendo balas, lascas de pedra e madeira, a vida passando em câmera lenta ao meu redor. Olhar depois em volta e ver todos aqueles cadáveres, pensar no caos que ocorrera instantes atrás, sentir sangue escorrendo do braço esquerdo e instintivamente engolir um analgésico e me ver suspirando, como o próprio Max, pois tanto eu como ele sabemos que a misericórdia de Deus dificilmente chegará a ele.

Tudo o que ele pode fazer é continuar…

Não sei quanto aos Anjos, mas é o medo que dá asas aos homens.”

Uma consideração sobre “Ainda Apagando Fogo com Gasolina”

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