Séries que levantaram do túmulo

POR LEONARDO “SILVERBOLT” DIAS

Com esse nome parece que a estréia dessa coluna será comentando sobre The Walking Dead, mas não é esse o caso. Algumas séries que voltaram no Fall Season tiveram temporadas anteriores muito fracas, mas retornaram com um novo gás em suas atuais temporadas, de quem seria a culpa, dos roteiristas que “trabalharam” muito bem na temporada passada, dos famigerados ajustes que elas tiveram que passar, de novos personagens que não foram bem recebidos pelo público, teve um pouco de tudo isso. Abaixo explico o caso de três séries que serão comentadas aqui no blog que passaram por isso.
LEMBRANDO SEMPRE HAVERÁ SPOILERS PARA QUEM NÃO ACOMPANHA AS SÉRIES EM SUAS TEMPORADAS ATUAIS.

A começar por CSI, a original, assisto a outras duas, acho Horatio Caine (CSI Miami), o personagem mais canastrão de todos e o Mac Taylor (CSI NY), sempre naquele modo “não sei qual foi à última vez que dei um cochilo”, mas os dois são felizmente ou não, a força motriz da franquia CSI, assim como Gil Grissom era em CSI, e sua saída na 9ª temporada foi controversa, muita gente fala que a qualidade da série caiu bastante, nem acho tanto isso, mas mesmo CSI sendo uma série de “caso da semana” nos acostumamos com tais personagens.

E do elenco original muito gente já saiu, e o protagonista acho que a palavra seja essa, ou mentor, acho essa melhor, saiu e colocou o personagem Langston no lugar, representado pelo ator Laurence Fishburne, não tenho nada contra o artista, mas aí que está o mal de CSI. Como personagens para uma participação especial acho que o Langston e o serial killer Nate Haskell se encaixariam perfeitamente, poderiam até aparecer de vez em quando, mas como personagem fixo ele ficou devendo e piora…

Ele recebeu o primeiro crédito na abertura e na passagem da 9ª para 10ª temporada se tornou CSI que ia para missões sozinho com toda uma bagagem que ele conseguiu muito rápido, vide pelo próprio Greg, que se tornou CSI na 5ª temporada e demorou muito para poder ir para um caso sozinho. O personagem não era aceito e mesmo assim os roteiristas apostavam em histórias voltadas para ele, o exemplo mor foi um crossover entre os três CSI em 2009 onde ele foi o guia da história nas três séries, basta…

Aí não satisfeitos eles usam os últimos três episódios da temporada passada numa história com ele e o seu algoz, e a finaliza com a gente torcendo para que ele fosse preso, mas não foi bem assim… Ele saiu da série, mas bem pelo foi dito na Series Premiere da 12ª Temporada, a atual lá fora, voltou para a esposa e mudou-se para Baltimore.
No seu lugar colocaram Ted Danson, que é um excelente artista, mais para comédia do que para drama, mas o personagem foi bem construído com peculiaridades e tendo uma bagagem, com o qual assumiu até o cargo de chefe da equipe.

DB

Em cinco episódios já exibidos ele se mostrou próximo de todos os personagens antigos, incluindo o vice-delegado e antigo coadjuvante de CSI, Ecklie, lembra dele, era o chefe do turno da manhã lá nos primórdios da série até se tornar o chefe de Grissom.

A série deu uma melhorada da água para o vinho, os casos estão interessantes, sem ser repetitivos, não estão focados no novo personagem, pelo menos não até agora, a história avança na velocidade CSI de ser. E dos antigos continuam Catherine, Nick, Sara, Greg, Dr. Albert, Dr. Dave, Hodges e Brass, além disso, entrou mais um CSI, que pode ser um chamariz para quem não vê a série, a menina é muito linda o nome da atriz é Elisabeth Harnois (só lembro-me dela numa participação em One Tree Hill).

Morgan

A segunda série a se comentar é House, mais uma série de casos da semana, onde os personagens são importantes, mas sabemos muito pouco deles no decorrer da série, usando um termo que ficou conhecido entre aqueles que curtem séries “não é uma série sobre pessoas”. Gosto muito do House, quem não gosta, é por causa dele que comecei a ver a série, nunca fui fã de séries médicas, é a única que assisto, além é claro de Scrubs…

Além do médico sempre gostei do Wilson, acho que ele ótimo como personagem, dos outros nunca fui muito fã, nem dos primeiros Foreman, Chase e Cameron, incluindo a Cuddy, como depois com a entrada dos novos, o Kutner (que logo saiu, o do suicídio) era engraçado, mas só há pouco tempo li que era uma especialista em medicina esportiva, não me lembro disso mesmo, o Taub é o personagem mais chato de todos, e a Thirteen é ótima, mas no vai e vem da atriz que agora faz uns 5 ou mais filmes por ano, ela acabou saindo da série no episódio 3 dessa temporada atual.

Os casos de House na 7ª temporada estavam repetitivos, não eram nem de longe interessantes como antes, a Thirteen saiu no episódio 1 e só voltou no final da temporada, para sair de vez nesta, os outros personagens já disse o que penso, no final um desastre. Além disso nos bastidores da série começou uma batalha para que a mesma fosse renovada o que levou a negociações até o final das gravações como as de Robert Sean Leonard (Wilson), Omar Epps (Foreman) e Lisa Eldestein (Cuddy).

Os dois primeiros aceitaram redução de salário se tornando produtores da série, a última recusou falando que estaria abandonando a televisão para se focar em… (ela já está fazendo de The Good Wife… só para saberem). O final da 7ª temporada foi todo construído as pressas e foi horroroso.
Seria correto ter deixado a série terminar na temporada passada, talvez… mas os roteiristas voltaram a trabalhar e a temporada abriu com um excelente episódio, com o melhor da série, episódios centrados em House e longe do cenário do hospital… lembram da 6ª temporada o episódio no sanatório, de longe o melhor episódio de House, Broken.

Esse episódio de estréia foi excelente, explicaram de cara a passagem de tempo, arrumaram um jeito de colocarem a saída da Cuddy na história, de House ser punido, da explicação para ter ficado tanto tempo na cadeia, e o melhor apresentaram aquela que tem tudo para ser a substituta da Thirteen, a Dra. Adams, olhem para a foto abaixo e dêem sua própria opinião, a atriz não é só bonita, achei que de longe bate muitíssimos personagens da área médica da série.

Dra. Adams

Mesmo com as decisões forçadas de House já voltar à medicina mesmo em condicional e com o fato de Foreman com todo um histórico negativo ser o novo diretor do Princeton Palinsboro Teaching Hospital (esse é o nome do hospital, alguns nem deviam saber disso)…, acho que Chase (já que o hospital em si não sabe o que ele fez com o ditador Dibala) ou até Wilson (tudo bem que ele aliviaria demais para o House) se encaixariam melhor no cargo.

Um nova personagem entrou para a equipe de House já no episódio 2, também parece uma personagem interessante e mais a frente o retorno da… (palmas)… Dra. Adams, as duas formam até o episódio 3, o último exibido até agora a nova equipe de House. Nada de Chase e Taub, o primeiro ainda poderia ser o diretor, o segundo deveria ir embora há muito tempo.

Dra. Park

É isso House está de volta e em ótima forma, com três episódios bons com casos da semana reavivados.

Cartaz da nova temporada

A última delas é Supernatural, que mistura história da temporada, normalmente esquecida com monstro da semana. A sexta temporada nem deveria ter existido, ela não foi tão RUIM assim, é que o criador da série Eric Kripke planejou a série para 5 temporadas, e entre trancos e barrancos a mesma chegou até lá, depois ele saiu e uma das produtoras da série Sera Gamble ficou com a parte (nada) criativa.

Aí como resolver a história do Sam que mal foi para o Inferno (plot da 5ª temporada) junto com Miguel no corpo do irmãos dele por parte de pai (Adam) e já volta olhando o Dean com Lisa e o Ben (outra história podre, nem a atriz salvou a história dessa vez).

Começa a sexta temporada com Dean tentando ter a vida normal, como a série não acabou ali fiquei pensando se este seria o melhor final para o personagem, acho que outros episódios mostrou que esse não era o melhor caminho. E o Sam volta do Inferno com o seu avô Samuel e nosso adorado Sam (interpretado pelo ator que merece o Oscar…na cabeça… Jared Padalecki) volta do Inferno sem alma, pronto para…fazer das suas caretas clássicas, mostrando que deveríamos dar certo valor a Ricardo Machi dentre outros.

O enredo segue, aparece a história da temporada com o Crowley e o Purgatório, a Mãe de Todos, parece que dessa vez engrena e nada, fora o próprio Crowley e o personagem salva ficha de Supernatural o CASTIEL, tudo se arrasta, e a temporada termina arriscando um novo plot, acelerado pela falta de orçamento, outro problema antigo de Supernatural, mas podendo estragar um ótimo personagem que é o Castiel. Será que mesmo salvo para mais duas temporadas, o final da 6ª temporada marcava o VERDADEIRO final da série.

Tenho minhas dúvidas, não sobre o fato de que a série deva acabar agora, se depender só de audiência é bem provável que aconteça, mas com o final de Smallville na temporada passada, pode ser que Supernatural tenha gás, e merece, a 7ª temporada começou, o Castiel, ou melhor, o Misha Collins brilhou mais uma vez, interpretando DEUS, o anjo que nos cativou, e no final da season premiere, os LEVIATÃS, os primeiros seres criados por Deus e abandonados no Purgatório e puxados para dentro de Cas quando o mesmo roubou as almas de lá. Um adendo aqui, reparem no Cas no episódio inteiro, o cara manda muito bem.

Os leviatãs chegaram...pela água suja

Os Leviatãs, vilões da temporada, pelo menos parecem, sei lá o que pode acontecer afinal essa temporada recebeu até episódio extra, serão 23, o normal é 22. Os episódios estão tendo continuidade, os Leviatãs mostraram a que vieram, a cena deles incorporando em pessoas comuns através da água usou o que Supernatural sabe fazer de melhor, personagens simples transformados em grandes vilões somados ao baixo orçamento, afinal o efeito dos Leviatãs não é nada além da repaginação da fumaça dos demônios, agora líquida. {Efeito Colchete, até me lembrou Arquivo X}

Dos cinco episódios que foram ao ar, o sexto foi ao ar na sexta agora (provavelmente ainda não vou conseguir vê-lo até lá), 4 tiveram os Leviatãs, você pode me dizer onde isso ocorreu, em qual temporada onde de 5 episódios, 4 seguiram a história, acho que não, talvez tenham aprendido com Fringe, afinal agora concorrem no pior dia de exibição de séries no EUA, as sextas-feiras.

E mesmo com o retorno dos monstros da semana a partir do 3º episódio, foram todos interessantes, o menos de todos foi o amor infantil do Sam, nem foi ruim para um episódio baseado no Sam, um pesadelo para qualquer fã da série. O problema é o plot final que insiste em durar tempo demais e criar aquele rompimento clássico entre os irmãos lá na frente, quer apostar?

O episódios 4 com Osíris, isso mesmo, o Deus Egípcio julgando Dean com Sam lembrando que num passado muito distante tentou ser advogado foi muito bem executado, lembrou episódios antigos, dizem que tem cara de episódio das duas primeiras temporadas,a maior parte das pessoas vê isso como ponto positivo, não penso assim, nestas temporadas a história central é tão diluída, a velha luta para encontrar John Winchester e uma maneira de matar o demônio de olhos amarelos.

Prefiro as temporadas 4 para frente quando surgiu o Castiel e história central era mais definida, a sexta temporada teve muito mais monstros da semana, e menos história, e os mesmos que idolatram as duas primeiras temporadas odiaram a sexta.

E o melhor da temporada veio no final, os bruxos interpretados por James Masters e Charisma Carpenter (dois ícones de Buffy/Angel) que mandaram muito bem, num episódio típico, com sanguinolência ao extremo, humor e um pouco de mitologia.

Ola aí o Spike e Cordélia

Vida longa a essa melhora de Supernatural, e a coluna de séries que só começou, na próxima semanas as resenhas vão ser normais, de x séries por dia, até lá.

Sam e sua cara de bunda

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